Solus Christus – Somente Cristo

Introdução

At 4:12 E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.
1Tm 2:5 Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.
Pv 29:18 Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz.
Jo 1:1,14 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.
Hb 1:1-2 Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.
Mt 13:57 E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra e na sua casa.
Hb 1:3 Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,
Hb 9:11-15 Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.  Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo! Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados.
Hb 7:20-28 E, visto que não é sem prestar juramento (porque aqueles, sem juramento, são feitos sacerdotes, mas este, com juramento, por aquele que lhe disse: O Senhor jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre); por isso mesmo, Jesus se tem tornado fiador de superior aliança. Ora, aqueles são feitos sacerdotes em maior número, porque são impedidos pela morte de continuar; este, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável. Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu. Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens sujeitos à fraqueza, mas a palavra do juramento, que foi posterior à lei, constitui o Filho, perfeito para sempre.
1Jo 2:1  Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo;
Hb 1:8  mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de eqüidade é o cetro do seu reino.
Is 40:21-23 Acaso, não sabeis? Porventura, não ouvis? Não vos tem sido anunciado desde o princípio? Ou não atentastes para os fundamentos da terra? Ele é o que está assentado sobre a redondeza da terra, cujos moradores são como gafanhotos; é ele quem estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar; é ele quem reduz a nada os príncipes e torna em nulidade os juízes da terra.

Em 31 de outubro de 1917, Lutero pregava suas 95 teses em Wittenberg, na Alemanha, e com elas vinha a necessidade de examinar as escrituras, redescobrindo Jesus e seu papel como profeta, sacerdote e rei da igreja. Por esses papéis, somente Ele pode perdoar pecados, salvar e santificar o cristão. Portanto, não precisamos mais de santos, Maria, líderes ou pastores como mediadores entre nós e Deus, jejuns desumanos, penitências, compra de indulgências, ou qualquer outra coisa para nos achegarmos a Deus. Jesus é suficiente. Somente Cristo.

Jesus é profeta

Pv 29:18-Deus manda profetas para que o povo não se desvie
O ofício profético teve como característica principal o da revelação progressiva do plano de Deus para com o homem. O profeta era o porta-voz de Deus, aquele que revelava o desconhecido à humanidade, o propósito divino para a restauração do homem. Neste sentido, o ofício profético durou até João Batista, pois, com a vinda de Cristo, o próprio Deus Se revelou ao homem, de forma plena e integral. (Jo 1:1; Hb 1:1-2; Jo 7:16-17, 15:15, 17:25-26; Mt 13:57) Ele é o único que poderia revelar a nós os planos de Deus desde a fundação do mundo. O ministério profético, por sua vez, foi instituído por Cristo, para a Igreja, com o propósito de ser o porta-voz de Deus não mais para a revelação do plano de Deus ao homem, mas para trazer mensagens divinas ao Seu povo no sentido de encorajar o povo a se manter fiel à Palavra e para nos fazer lembrar as promessas contidas nas Escrituras. No Novo Testamento, o profeta não irá acrescer nada do que foi revelado e se completou no ministério de Cristo, mas trará informações e palavras que confirmam o que já foi revelado e manter os crentes firmes e certos de que o Senhor está no controle de todas as coisas, para o fim de velar sobre a Sua Palavra para a cumprir.

Jesus é sacerdote Hb1:3

O Dia da Expiação era o dia mais importante para os sumo-sacerdotes. Levítico 16 descreve o que era feito neste dia. O sumo sacerdote, depois de lavar seu corpo e vestir as vestes santas, punha um incensário cheio de incenso no Santo dos Santos para formar uma nuvem sobre o propiciatório. O Santo dos Santos era a menor das duas salas dentro do tabernáculo. A arca da aliança ficava localizada nesta sala e era ali que Deus se encontrava com o homem. A cobertura da arca da aliança era chamada de propiciatório. Dois bodes eram escolhidos como oferenda pelo pecado e sortes eram lançadas sobre eles. Um bode teria que ser morto e oferecido ao Senhor em benefício do povo; o outro seria um bode emissário. Um novilho era selecionado também como uma oferenda pelo sumo sacerdote e sua família. O sumo sacerdote matava o novilho fora do santuário propriamente e levava um pouco de sangue do novilho para dentro do Santo dos Santos, onde o aspergia sobre o propiciatório. Em frente do propiciatório ele aspergia sangue, com o dedo, para fazer expiação por seus próprios pecados e os de sua família. A nuvem de incenso na sala protegia-o de ver o Senhor e morrer como consequência. Ele, então, matava o bode selecionado por sorte para ser a oferenda e levava um pouco de sangue para dentro do Santo dos Santos, mais uma vez espalhando o sangue em cima e na frente do propiciatório, para fazer expiação pelos pecados do povo. Depois, o bode vivo era levado para o deserto e solto, levando embora consigo os pecados do povo. Os corpos do novilho, do bode e de um carneiro oferecido como holocausto eram totalmente queimados. Hb 9:11-15 Jesus, com o papel de sumo sacerdote, derramou Seu sangue para a expiação dos nossos pecados, sendo tanto o sacerdote quanto o sacrifício. No AT, os sacrifícios eram feitos com sangue imperfeito (de animais) por sacerdotes imperfeitos (pecadores), e os sacrifícios tinham que ser feitos muitas vezes. Cristo, porém, é perfeito e sem pecado. Portanto, o sacerdócio de Jesus é muito superior ao dos sacerdotes do AT e seu sacrifício é definitivo Hb 7:20-28 e Ele intercede por nós até sua volta 1Jo 2:1

Jesus é rei


Hb1:8 Is 40:21-23
Jesus se assenta à direita do trono de Deus, e dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas. Reinar é executar julgamento, é disciplinar e agir justamente para o bem de seus discípulos. Jesus é puro e íntegro, justo e misericordioso, tendo poder para perdoar nossos pecados, curar nossas enfermidades e nos disciplinar para que nos arrependamos e voltemos a Ele. Na sua volta, reinará com cetro de ferro sobre todas as nações, mas por enquanto Ele declara Sua vontade através do Espírito Santo.

Desde a morte de Cristo foram buscadas adições ao sacrifício que Ele fez, porque não é confortável ao ser humano ser completamente dependente. A Bíblia, porém, é clara quando diz que de Jesus, e de Jesus somente, depende a salvação humana. Duas principais vias de obter responsabilidade pela salvação: as penitências e os dízimos.

Cristo+penitências

A doutrina das penitências é um sistema romano de ações que busca expiar os pecados humanos. Segundo ela, o batismo limpa os pecados cometidos até aquele momento, e desse momento em diante, os pecados seriam absolvidos através das penitências. Existiam 4 graus de penitências: no primeiro, o pecador deve ficar à porta do templo chorando e pedindo aos que entravam para orar por ele, sem entrar na igreja. No segundo, a pessoa ouvia a palavra da entrada da igreja e saía logo que começavam as orações. No terceiro, a pessoa deveria ficar ao fundo da igreja, junto aos novos convertidos e deveria sair com eles, que não recebiam os sacramentos (como a eucaristia). No quarto e último grau, a pessoa poderia voltar a ficar com os outros cristãos e passaria a receber novamente os sacramentos. Ou mesmo até mesmo as penitências modernas, onde o fiel deve rezar certo número de determinadas orações ou fazer certo número de caridades ou jejum. Essa doutrina ensina que devemos fazer isso para obter, ao menos parcialmente, a remissão dos pecados. Mas se nós fazemos isso para obter parcial remissão, Cristo dá somente parte da salvação e nós seríamos colaboradores trabalhando em conjunto com Deus em prol da nossa salvação. Isso não é verdade. A salvação é obra única e exclusiva de Deus, que através do sacrifício de Jesus, lavou plena e completamente o pecado humano.

Cristo+dízimos

O dízimo é, sim, uma ordenança divina que deve, obviamente, ser cumprida e as ofertas são, sim, sinais da generosidade que vem da gratidão a Deus. Porém, hoje em dia, principalmente no meio evangélico, ocorre a venda de indulgências aprimorada e a barganha por bênçãos e prosperidade. Antigamente ocorria a venda de indulgências, onde as pessoas compravam a salvação, própria ou de outras pessoas, vivas ou mortas, através de dinheiro. Hoje em dia é só ligar a TV e vemos líderes religiosos evangélicos vendendo rosa de cura, travesseiro de libertação, lenço suado do relacionamento com Deus… Isso além de ser proclamado a todos os fieis que dar o dízimo não é mais suficiente, mas que quanto mais a pessoa der, mais Deus dará a ela, como se Deus fosse um cambista ou um mercador. Incentivam as pessoas a doarem carros, casas, milhões de reais para a igreja com a esperança de serem recompensadas por Deus. Deus não age através de amuletos como muitas religiões pagãs pregam. Ele age a partir do Espírito Santo que já foi dado a nós pelo sacrifício de Cristo, que sempre intercede por nós. Além disso, Ele nos salva unicamente por Cristo, não por ofertas dadas à igreja ou por méritos, mas pela graça. Chegam a ser vendidas até visitas pessoais e orações. “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.” (Gl 6:2) ”Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios; de graça recebestes, de graça dai” (Mt 10:8).

Reflexões

Estamos escutando as palavras proféticas de Jesus para nossos dias e sobre nossos comportamentos?
Confiamos no sacerdócio eterno de Jesus, no efeito definitivo de Seu sacrifício e na Sua intercessão por nós ou precisamos da irmãzinha da oração forte pra orar por nós ou do pastor da visão ungida pra consultar a Deus sobre decisões?
Reconhecemos a soberania e o reinado de Jesus sobre nossas vidas e nos submetemos aos Seus julgamentos, disciplinas, misericórdias e poder?
Ouvimos e obedecemos ao Espírito Santo ou desobedecemos e desafiamos ao senhorio dEle?
Estamos nos esforçando para seguir à palavra de Deus por obediência e gratidão a ele ou para sentirmos que merecemos a salvação?
Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida e ninguém vai ao Pai se não por Ele. Em que colocamos nosso coração? Somente em Cristo ou nas adições criadas pelos homens?
Reconhecemos Cristo como único e suficiente salvador das nossas vidas ou dependemos de certas personalidades pra nos ajudar?


Wagner Alcantara