ESTUDOS DIRIGIDOS 49 -11° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 6: 5-8

ESTUDOS DIRIGIDOS 49

11° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 6: 5-8

 

INTRODUÇÃO: Esforçarmo-nos para andar em santidade de vida é a nossa parte na obra da salvação. A oração é prática fundamental da justiça e a esse respeito Jesus nos ensina duas lições: 1) Evitar a hipocrisia: Jesus não está condenando a oração pública, e sim, a atitude de espetáculo, Deus conhece os corações. Uma oração formal ou que não procede de um coração quebrantado e contrito é detestável aos ouvidos de Deus. 2) Evitar a ostentação: Nenhum povo tratou a oração com tanta prioridade quanto os Judeus, contudo, a oração converteu-se em uma fórmula. Havia práticas diárias obrigatórias, como a repetição de sua confissão de fé. As vãs repetições a que Jesus se refere tornaram-se motivo de orgulho e ostentação, eram orações elaboradas e intermináveis feitas especialmente por religiosos, com a intenção de chamar atenção para si e capitalizar a admiração dos homens.

PARA REFLETIR: O Senhor nos ensina que, ao orar, o nosso objetivo principal é estar a sós com Deus, que o ideal, de fato é que tenhamos um lugar tranquilo e um tempo de prioridade para nossos momentos de oração. Jesus fazia assim constantemente, Ele se afastava dos Seus discípulos para ficar a sós com Deus. Evidentemente o importante para Deus não é o local, e sim a natureza dos motivos e o estado do nosso coração. Os rabinos afirmavam: “Aquele que ora em sua casa, é rodeado por um muro que é mais forte que o ferro.”

NA PRÁTICA: Ore com fé Leia Mt 21:22. Ore sem cessar Leia I Tes 5:17.  Não seja repetitivo Leia Mt 6:7,8. Não guarde mágoas para que sua oração não seja impedida Leia I Tm 2:8 e I Pe 3:7.  Insista em oração Leia Mt 7:7,8. Ore sempre em nome de Jesus Leia Jo 14:13,14. Oremos ao Senhor sabendo que cada um, ao orar, estabelece um canal de comunicação com o nosso Deus, que ouvirá e responderá a cada oração de acordo com a Sua soberana vontade.

ESTUDOS DIRIGIDOS 48-10° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE- TEXTO BASE: MATEUS 6: 2-4

ESTUDOS DIRIGIDOS 48

10° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE- TEXTO BASE: MATEUS 6: 2-4

 

INTRODUÇÃO: Dar esmolas é uma prática da justiça inerente à fé judaica nos dias de Jesus. Ele, no entanto, faz um forte apelo a discrição, à modéstia, à sobriedade e à sensatez religiosa. Alguns ricos e religiosos hipócritas dessa época procuravam capitalizar a admiração e assim, receber louvor dos demais. Jesus propõe a desafetação, despretensão e a espontaneidade no ato de atender ao necessitado e aconselha a dar a esmola em segredo, para que apenas Deus seja testemunha da generosidade.

PARA REFLETIR: Jesus expõe uma maneira para se conter o perigo da auto glorificação, o Senhor não condena o fato de ajudar alguém nas “sinagogas” ou “ruas”, lugares onde pobres e mendigos frequentavam para obter ajuda. Leia Jo 9:1,8 e At 3:2,  Jesus condena as atitudes daqueles que se aproveitam da visibilidade desses lugares e situações para obter glória própria. Os cidadãos do reino dos céus não buscam simples reputação de piedade, mas sim, um caráter verdadeiramente piedoso, cheio de compaixão e amor para com o necessitado.

NA PRÁTICA: Jesus ensina a não sair por aí contando suas virtudes, Ele rejeita as motivações daqueles que usam da sutileza de suas ações para ganhar a admiração e glória dos homens. Um dos grandes males de nossos dias no meio cristão é o narcisismo e uma de suas expressões práticas é o protagonismo, ou seja, a necessidade de colocar as ações em evidência. Para nós cristãos, no entanto, tudo o que fazemos deve resultar em glória a Deus. Devemos nos lembrar da Síndrome de Lúcifer: a tentativa de usurpação da Glória de Deus gera soberba, corrupção e consequente, queda. Leia Is 42:8. Seja generoso pelo motivo correto, leia II Co 9:6,7. Seja sempre generoso com o necessitado, leia  Pv 11:25.  Faça de sua generosidade um culto a Jesus, leia Mt 10:42.

ESTUDOS DIRIGIDOS 47 – 9° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 6: 1

ESTUDOS DIRIGIDOS 47

9° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 6: 1

INTRODUÇÃO: O verso de nossa reflexão hoje introduz as instruções de Jesus a respeito da prática da justiça. Dar esmolas, fazer orações e jejuar são práticas daqueles que querem vencer a avareza, manter um relacionamento dialogal com Deus, estar mais sensíveis e dependentes d’Ele. O alerta de Jesus, no entanto, é que essas práticas devem estar dissociadas do orgulho, da vaidade pessoal e da necessidade de receber aprovação ou admiração dos homens.    

 

PARA REFLETIR: Nós humanos somos tão maliciosos que nos servimos até das melhores práticas, intenções para capitalizar a admiração e o aplauso dos demais. Em nossa igreja adotamos os cinco votos propostos por A.W. Tozer, como um norte para nossas práticas. A esse respeito Tozer propõe em seu quinto voto: “nunca aceite qualquer glória”. As mais generosas esmolas ou ofertas podem andar de mãos dadas com a pior forma do egoísmo. O rosto pode estampar a prontidão para o arrependimento, porém o coração pode estar orgulhoso de si mesmo. A oração não pode ser feita como um ato que nos confere méritos, mas sim, um ato da humilde, apresentação de nossas necessidades ao Pai celestial e isso no segredo de nosso quarto.

NA PRÁTICA: “A humildade e não o orgulho é a base da comunhão com Deus.” Leia Mt 11:29. O culto não é feito para impressionar as pessoas. Leia Rm 12:1. Os dons e talentos não são para evidenciar o indivíduo. Leia Rm 12:3. Tudo o que ocorre na prática da vida Cristã deve ser feito para a Glória de Deus. Leia Col 3:17. Não dê aos desejos do seu coração a glória devida a Deus. Leia I Pe 2:1,2. Abandone o materialismo e o mundanismo. Leia Sl 15:1-5. Aprenda a lidar com a admiração, os elogios, não receba e nem transfira glória. Leia Sl 115:1. Não seja um bajulador, não esteja entre os bajuladores, não dê ouvidos a um bajulador.  Leia Rm 16:17,18. Tenha intimidade com Deus. Leia Jr 33:3 e  Mt 6:6.

ESTUDOS DIRIGIDOS 46 – 8° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 5: 43-48

ESTUDOS DIRIGIDOS 46

8° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 5: 43-48

INTRODUÇÃO: Você não é obrigado a gostar ou a admirar a absolutamente ninguém, mas você tem a obrigação Cristã de AMAR a todos. Ao corrigir os princípios distorcidos da tradição dos anciãos, Jesus ordena a AMAR e ORAR pelos inimigos e perseguidores, Ele nos exorta que respondamos ao ódio com amor. Amar é querer o bem, ajudar, reconhecer que todas as pessoas, não só os amigos, são objeto do Amor de Deus. Esse é o amor perfeito que provém de um Deus perfeito, que supera o ódio natural que deveríamos sentir pelos nossos inimigos. Essa situação nos ajuda a entender e ver no amor aos adversários, uma das características mais peculiares aos discípulos de Cristo. Amar assim é condição para ser considerado filho do Pai Celeste.

PARA REFLETIR: Essas palavras contundentes de Jesus revelam duas formas de se viver: A primeira é a dos que se comportam naturalmente, que agem em relação aos outros em função da maneira como eles os tratam, sua reação é de fato uma reação. O segundo modo de viver não põe em primeiro lugar um grupo de homens, mas sim o próprio Deus. Deus não reage de acordo com a maneira como O tratamos; ao contrário, “Ele é bom até para os ingratos e os maus” Leia Lc 6:35. Jesus ensina que Deus não se deixa condicionar pela maldade, Ele sempre está pronto a perdoar. O grande desafio do Evangelho é que devemos agir como Deus age. Leia Lc 6:36. É impossível a nós, por nossas próprias forças, cultivar um amor assim. Nenhuma ordem exterior torna isso possível, só a presença de Cristo que é o amor divino em pessoa.

NA PRÁTICA: Seja um filho do Pai Celeste. Produza frutos da Justiça Divina, ande, pense e aja como um filho de Deus. Não reaja às pessoas, mas aja segundo o Espírito Santo que habita em você, cultive o fruto do Espírito. Leia Gl 5:22,23. ““Seja” perfeito como perfeito é o vosso Pai Celestial”. A ideia aqui não é oferecer uma aparência de perfeição aos homens, algo que seria hipocrisia uma vez que somos pecadores e maus por natureza. A ideia é estar aberto ao aperfeiçoamento operado pelo Espírito Santo em nossa jornada Cristã. Leia I Pe 1:15,16. Nesse sentido o ser humano não é perfeito, mas perfectível, ou seja, é um ser aberto à ação transformadora de alguém maior que ele, exterior a ele. “Ser espiritual é cada vez mais ser humano” e nesse sentido nossa real humanidade está em Cristo.  

ESTUDOS DIRIGIDOS 45 – 7° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 5: 38-42

ESTUDOS DIRIGIDOS 45

7° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 5: 38-42

INTRODUÇÃO: Jesus faz referência à Lei do Talião: “Ouvistes o que foi dito: Olho por olho, dente por dente”, a lei registrada de forma escrita mais antiga da história da humanidade que, em um primeiro momento parece alimentar um sentimento de vingança. Mas como afirma Dr Shedd: “A intenção dessa lei era de controlar a vingança da pessoa lesada, não podendo ultrapassar a simples retribuição justa e exata”. Jesus, porém, amplia esse sentido e ensina a seus discípulos que o amor deve ir além da justiça, que a retribuição mesmo que justa deve ser substituída por atos de amor, perdão, resignação, mansidão e longanimidade.

 

PARA REFLETIR: Jesus nos ensina que o amor deve se opor ao ódio e esse princípio está registrado em todo o Novo Testamento. Essa nova maneira de olhar o mundo e se relacionar com o outro inaugura a prática do Evangelho. É verdade que não será sem esforço, perdas e muita resignação que cumpriremos o que Jesus nos ordenou. A própria natureza humana nos obriga por ação a retaliar, revidar, vingar e retribuir. As palavras de Jesus, no entanto nos fazem lembrar e perceber que enquanto estivermos mortos em nossos delitos e pecados não cumpriremos essa tarefa que exige a morte do eu, um novo nascimento e uma vida cheia do Espírito Santo. Muitos de nós, crentes há tempos, não entendemos o que Jesus quis dizer sobre “Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para as vossas almas. Mateus 11:29”  Tomar o jugo significa andar, agir e reagir como Jesus faria.

NA PRÁTICA: Ame sinceramente. Leia Rm12:9-10. Não se vingue. Leia Rm 12:19. Resolva as demandas contra um irmão na fé dentro do contexto da disciplina Cristã da Igreja. Leia I Co 6:1-6. Sofra o dano. Leia I Co 6:7. Não deixe o “velho homem” ressuscitar. Leia Rm 6:12-14. Enchei-vos do Espírito Santo. Leia Ef 5:18. Embriagar-se da discórdia, dissolução, intriga, fofoca, imoralidade e falta de comunhão no ambiente cristão é uma forte evidência de que o crente não reflete na prática o aprendizado do Evangelho. Um crente cheio do Espírito Santo não se envolve em tais coisas.

ESTUDOS DIRIGIDOS 44 – 6° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 5: 33-37

ESTUDOS DIRIGIDOS 44

6° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 5: 33-37

INTRODUÇÃO: A lealdade, a constância de palavra, a firmeza nos compromissos assumidos, deve ser uma qualidade do caráter daquele que serve a Jesus. Se Deus não fosse fiel, nós simplesmente não poderíamos confiar Nele. Os antigos, ao colocar suas tradições em pé de igualdade com a Palavra de Deus revelada através das Escrituras, estavam relativizando essa autoridade e ao mesmo tempo elevando a autoridade das tradições humanas.

 

PARA REFLETIR: O juramento em Nome de Deus só é necessário se a palavra do filho de Deus não merece confiança. Caso mereça, basta sua palavra. Jesus estava combatendo o costume de usar diferentes graus de juramento para se livrar da necessidade de falar a verdade. É como em nossos dias em que as pessoas exclamam: “juro por Deus” como uma forma de autenticar suas afirmações. Se o que dizemos é sempre a verdade, para que jurar? Se nem sempre falamos a verdade estamos desonrando o Nome de Deus ao usá-lo para encobrir a falsidade. Também o exagero e a omissão de detalhes são formas de mentir. Ocultar a verdade quando ela é esperada é a mesma coisa que mentir. O juramento em si não está sendo proibido. Jesus falou sob juramento Leia Mt 26:63. Paulo tomou Deus como testemunha das suas palavras Leia Gal 1:20; 2 Cor 1:23. Somos ordenados a obedecer as autoridades Leia Rom 13:1, o que inclui os tribunais. O ponto é que o Cristão deve guardar como Santo o Nome de Deus, porque é o Nome de Deus. Não somos proibidos de pronunciar este Nome, mas só devemos pronunciá-lo com o respeito e a reverência que lhe são devidos. Isso provém de pessoas que falarão a verdade sempre, com ou sem o Nome de Deus, porque sabem que tudo que falam é testemunhado e um dia será julgado pelo próprio Deus.

NA PRÁTICA: Tenha compromisso com a verdade. Por ir além de um simples “sim ou não” para declarar suas intenções, as pessoas se revelem indignas de confiança, estando, portanto, sob a influência do maligno.  Não seja infiel ou desleal. Honre seus compromissos, mantenha sua palavra. Pague suas contas. Chegue na hora marcada, senão um pouco antes. Não espalhe boatos. Faça uma aliança com seus lábios a respeito da verdade. Leia  Pv 25:19. Não seja filho do diabo. Leia João 8:44.

ESTUDOS DIRIGIDOS 43 – 5° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 5: 27-32

ESTUDOS DIRIGIDOS 43

5° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 5: 27-32

INTRODUÇÃO: Dr. Shedd, ao comentar o texto afirma: “Adulterar, para o judeu, observando-se a letra de Ex. 20:14, seria deitar-se com a mulher do seu próximo. Para Jesus, é isto e ainda algo mais. Atendendo ao espírito da Lei e à disposição do coração que leva a cobiçar uma mulher, declara que pensamento impuro é adultério embora não se pratique o ato”.

 

 

PARA REFLETIR: Enquanto seus contemporâneos preocupavam-se com o ato exterior de adultério, Jesus preocupava-se com o ato interior. Além disso, o adultério era tratado como uma espécie de injustiça cometida contra uma propriedade já que o casamento era considerado uma transação comercial. Jesus resgata o verdadeiro sentido de cumplicidade do casamento e coloca o homem e a mulher iguais em dignidade e responsabilidade. Além de transgressão da regra de fidelidade conjugal imposta aos cônjuges pelo contrato matrimonial, o adultério pode se manifestar como abuso e violência física ou emocional, violação à dignidade do cônjuge, desonestidade financeira e modernamente a prática da infidelidade virtual.

 

NA PRÁTICA: Cuidado com a cobiça, Leia Ex 20:17. Tudo começa pelos sentidos, olhos, ouvidos… Caso encontre eco nos desejos, o que a Bíblia chama de concupiscência, será desenvolvido no coração e se consumado, produzirá morte. Leia Tg 1:15. Guarde seu coração, Leia Prov. 4:23. As verdadeiras motivações desejos, segredos e angústias ficam guardados no coração, cabe a nós filtrarmos esses sentimentos para que não encontrem abrigo em nosso coração, Leia Gn 4:7. Fuja das paixões carnais Leia II Tm 2:22. Nunca pense que você é forte o suficiente para resistir à tentação carnal. A Bíblia manda fugir porque os hormônios não são convertidos e a punção sexual é uma força visceral. Cuidado com o mundo virtual. Leia Salmo 101:3. O mundo virtual oferece um suposto sigilo que faz com que seus usuários se arrisquem, além disso, imagens de cunho sexual são oferecidas muito facilmente. Faça uma aliança com seus olhos, Leia Jó 31:1. Deixe no passado relacionamentos passados. As redes reaproximaram amigos, parentes, conhecidos distantes, mas também reaproximam antigos namorados e afetos. CUIDADO! A mecânica sempre é a mesma. Carência afetiva e solidão têm sido usados como justificativa para aventuras virtuais que se tornam quase invariavelmente físicas.  Vaidade, narcisismo, hedonismo e cobiça, estão entre os fatores que desencadeiam a traição. Finalmente, ame seu cônjuge e ame seu próximo. Leia Rm 13:9 e seja Santo Leia I Pe 1:16. A ordem é VIGIAR.           

ESTUDOS DIRIGIDOS 41 – 3° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 5: 17-20

ESTUDOS DIRIGIDOS 41

3° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 5: 17-20

INTRODUÇÃO: Os Escribas eram os encarregados de copiar, preservar e fazer comentários sobre “a lei e os profetas”. Os fariseus eram pessoas de grande rigor em sua vida religiosa. Esses religiosos criaram em volta dos mandamentos de Deus o que chamaram de “a tradição dos anciãos”, acréscimos que lhes garantiriam a observância da Lei. Para eles, Jesus era um transgressor da Lei, pois não se preocupava com dias, cerimônias e, além disso, convidava a todo o tipo de pecadores a virem a Ele.

PARA REFLETIR: Havia um total de 613 mandamentos, sendo 248 positivos que corresponderiam a um “faça” para cada um dos ossos do corpo e 365 negativos, ou seja, um “não” para cada dia do ano. Se você os guardasse seria uma pessoa “perfeita”.

NA PRÁTICA: 1º – Jesus não veio anular a Lei, mas cumpri-la. Essa palavra, “cumprir”, significa “manifestá-la em toda a sua plenitude”. Jesus cumpriu a Lei, primeiramente porque ele sempre, em tudo o que fez, obedeceu à lei do Senhor. 2º – Jesus cumpriu a Lei porque mesmo sendo sem pecado, ele morreu de acordo com a Lei como se fosse um pecador, para levar sobre si o castigo pelos nossos pecados. Desta maneira ele satisfez a justiça da Lei que dizia que o salário do pecado é a morte. 3º – Jesus trouxe a Lei à sua plenitude ao ensinar a compreender o significado dela. Ele nos mostra que a Lei do Senhor é muito mais profunda do que os escribas e fariseus supunham, pois ela nos mostra a vontade de Deus como algo a ser obedecido, antes de tudo, em nosso coração; mas ela também nos mostra que somos pecadores desde o coração, e que o único caminho para sermos aceitáveis a Deus é o perdão gracioso, acompanhado de uma transformação espiritual, de um novo coração, isto é, do arrependimento, da conversão, que nos transforma de modo que aí sim, podemos obedecer aos mandamentos.

ESTUDOS DIRIGIDOS 39 – 1° ESTUDO – SÉRIE: Sermão do Monte

ESTUDOS DIRIGIDOS 39

1° ESTUDO – SÉRIE: Sermão do Monte

TEXTO BASE: MATEUS 5:13

INTRODUÇÃO: Após o ensino sobre as “Bem Aventuranças” Jesus dá continuidade a Seu sermão e passa a mostrar a influência e a responsabilidade de Seus seguidores neste mundo. No texto lido Jesus utiliza a figura do sal, um elemento em sua época que possuía um grande valor e era considerado um elemento puro, utilizado como oferenda cúltica, um dos sinais da Aliança de Deus com os homens. Leia Lv 2.13. Era tão valioso no Império Romano que os soldados o recebiam como pagamento, surgindo daí a palavra salário.

PARA REFLETIR: Usado para conservar e temperar mantimentos, o sal era utilizado também como remédio e produto de limpeza. No entanto, o sal que era obtido às margens do mar Morto facilmente adquiria um gosto insosso e se corrompia devido a mistura maior de gesso ou restos de plantas, por isso não podia ficar muito tempo armazenado. O Talmude, por sua vez informa que o sal que não era puro para os rituais era lançado nos degraus ao redor do templo para impedir que o terreno se tornasse escorregadio e assim era pisado pelos homens. Assim também, de acordo com Jesus, a vida cristã sem autenticidade dificilmente tem o uso digno.

NA PRÁTICA: O cristão é comparado por Jesus ao sal. Se insípido, como fazê-lo adquirir o sabor que deveria lhe ser natural? Assim também fomos criados com o propósito de honrar e fazer o Nome de Cristo reconhecido e amado entre os homens. Se não cumprimos nossa missão em obediência a Cristo, significa que não temos agregado sabor ao Mundo. Leia Mc 9:50. Ao cristão é dado ser aquele que preserva o mundo através de sua confissão de fé e prática. Por sua vez, ao deixar de preservar os princípios eternos instituídos por Deus em Sua Palavra, ao negligenciar sua responsabilidade e deixar de viver conforme as orientações Bíblicas e a não se submeter ao governo do Espírito Santo, o cristão está sujeito ao escárnio, vergonha e humilhação, ou seja, ser pisado pelos homens. Muitas de nossas ansiedades relacionais se devem ao fato de não sermos verdadeiros no que professamos. A autenticidade cristã tem como consequência a paz de uma consciência tranquila e provê autoridade e legitimidade aqueles que assim procedem. Um cristão nominal jamais trará preservação e sabor ao mundo.

Santidade – Estudo Dirigido 17

ESTUDOS DIRIGIDOS 17
Oração (Cada membro da família deve fazer uma oração)
Cante uma canção
Texto: 1Pedro 2.9-12(Mt 5.1-16; Tt 2.9,10; Jo 13.35; Jo 17.20-23; At 2.41-47;
Êx 19; Is 58.6-12)
Introdução

A salvação é individual, mas, quando salvos, somos inseridos em uma comunidade, em um corpo. O propósito da posição especial dada por Deus à igreja é proclamar “as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz”. Ser “raça eleita, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus”, não significa se isolar do ambiente social, mas, ao contrário, ser testemunha fiel de Cristo no meio no qual estamos inseridos ▬ O ambiente social, o que envolve todas as nossas relações.

Para Refletir

A santidade está diretamente relacionada com a missão que Jesus deu à igreja: anunciar o Evangelho a todas as nações. A ética cristã tem um papel essencial na comunicação das boas-novas aos perdidos, por isso, santidade e missão sempre caminharam lado a lado. A santidade do cristão está atrelada ao seu testemunho do evangelho, quer falando, quer demonstrando pelo bom exemplo de conduta.

Na Prática (Leia cada referência em sua Bíblia)

 Somos parte de uma comunidade composta de pessoas que foram escolhidas por Deus para se relacionar com Ele. Conforme os textos de Mt 5.8, Hb 12.14 e 1Pe 1.13-16, quais são as bases estabelecidas por Deus para esse relacionamento?
 Segundo Mt 5.16, qual é a principal missão da igreja e do indivíduo que vive em santidade de vida na sociedade na qual estão inseridos?
 “A proclamação das grandezas de Deus se dá de maneira verbal e não verbal, com palavras e ações, pois ambas são importantes para a missão de Deus”. Como aplicar a mensagem da frase acima às nossas relações no trabalho, escola e entre os vizinhos? E qual a importância disso no nosso testemunho cristão?

Oração Final

Peça a Deus que o capacite a ser, não menos do que aquilo para o qual Ele mesmo o chamou a ser, para o cumprimento da sua vocação como discípulo de Cristo. Amém!