A Influência de Jesus na História – Jesus na Contemporaneidade

Por: Israel Godinho

INTRODUÇÃO

O livro Who’s Bigger?, fruto de uma pesquisa de Steven Skiena, professor de ciência da computação, e Charles Ward, engenheiro do Google, ranqueia personagens históricos de acordo com o número de buscas na internet, expressando o grau de fama e de influência de cada um.

Em quinto lugar, aparece Abraham Lincoln, presidente dos EUA durante a Guera Civil Americana, contribuindo também para a abolição da escravidão. Em quarto, William Shakespeare, poeta, dramaturgo e ator. Em terceiro, Maomé, fundador e principal profeta do Islã. Na vice-liderança, Napoleão Bonaparte, estrategista e político. Já em primeiro lugar, aparece a figura de Jesus Cristo, e sua influência é incontestável e marcou a história da humanidade, sendo expressa em vários âmbitos.

Influência moral: um revolucionário discurso de amor aos inimigos, igualdade, monogamia, contra o divórcio.

Influência artística: a biblioteca do congresso norte-americano, considerada a mais completa biblioteca do mundo, registra mais obras sobre Jesus do que sobre qualquer outra pessoa; há inúmeros livros, músicas, filmes, documentários e pinturas acerca de Cristo.

Influência legislativa: a lei inglesa e norte-americana, consideradas como modelo para todo o mundo, deve sua existência basicamente aos ingleses John Locke, William Gladstone, William Wilberforce, William Blackstone e aos americanos James Witherspoon, John Adams, James Madison e John Marshall – todos cristãos; ideais de liberdade, justiça e igualdade pregados por Jesus.

Influência escolástica: somente nos Estados Unidos, 128 faculdades foram estabelecidas nos primeiros cem anos da história do país fundadas por uma igreja, denominação, ou grupo religioso; Martinho Lutero e João Calvino promoveram a educação e alfabetização em torno do lema “formar o cidadão útil para a sociedade com base nos ensinos das Escrituras Sagradas, no domínio das línguas clássicas, nas artes e nas ciências, a fim de que o mesmo pudesse se tornar o construtor de um novo mundo”.

Influência no calendário: a.C., d.C., Natal, Páscoa…

QUEM É JESUS?

Diante de tamanhos fatos, vem a pergunta: quem é Jesus? Oriundo de família humilde; carpinteiro; morreu jovem, aos 33 anos; teve apenas 3 anos e meio de “influência” (ministério); nunca se afastou mais de 150 km de sua cidade natal (exceto por sua viagem ao Egito, quando bebê); ao morrer, tinha apenas 120 seguidores. Não era presidente, como Lincoln; nem escritor, como

Shakespeare; não tinha um exército, como Maomé e Bonaparte. Como, então, um humilde carpinteiro judeu influenciou tanto assim a história do mundo?

Ao analisarmos mais a fundo, entretanto, conseguimos compreender a verdadeira resposta para a pergunta anterior: Jesus é o filho de Deus. A Bíblia não relata uma fala de Jesus do tipo “Eu sou Deus”, mas o fato é comprovado por inúmeras passagens. Em primeiro lugar, nas Escrituras, várias vezes Jesus recebe adoração (Mateus 2:11; 14:33; 28:9,17; Lucas 24:52; João 9:38), e Ele nunca reprovou as pessoas quando recebia adoração. Se Jesus não fosse Deus, Ele teria dito às pessoas para não ser adorado, assim como já fizeram profetas, discípulos a até mesmo anjos! Além disso, vários homens, usados pelo Espírito Santo, confessaram a divindade de Jesus na Bíblia:

“E Jesus disse a Tomé: Coloque o seu dedo aqui (…). Disse-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!” João 20:27,28

“Deles são os patriarcas, e a partir deles se traça a linhagem humana de Cristo, que é Deus acima de tudo, bendito para sempre!” Romanos 9:5

Para se entender melhor a divindade de Cristo, é necessária uma compreensão acerca da Trindade, esta comprovada por base bíblica. É interessante notar como o Pai, o Filho e o Santo Espírito são muitas vezes citados juntos, em perfeita comunhão e complementação:

“Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” Mt 28:19

“A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês.” 2 Coríntios 13:14-14

Nota-se também a presença de mais de uma pessoa no ato da criação:

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” Gênesis 1:26

Além disso, Paulo, em Romanos, usa os termos “Espírito de Deus” e “Espírito de Cristo” como sinônimos:

“Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo.” Romanos 8:9

Uma definição da Trindade pode ser ilustrada através de um trecho da Carta Sinodal de 382 d.C., em que o Concílio de Constantinopla registrou que “Há uma única Divindade, um único Poder e uma única substância do Pai e do Filho e do Espírito Santo, de igual dignidade e igual majestade”.

O DEUS QUE EXISTE ANTES DA HISTÓRIA

No quesito “influência de Jesus na história”, é importante destacar que aquele existe antes mesmo desta. No trecho seguinte, o Verbo refere-se a Jesus:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. (…) João testificou dele, e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: O que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.” João 1:1-3,15.

A respeito disso, também temos uma passagem no livro de João que argumenta a favor da divindade de Cristo (a expressão “Eu Sou” foi utilizada por Deus quando na sarça com Moisés) e também dá base à divindade que existe antes mesmo da história:

“Respondeu Jesus: ‘Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!’ ” João 8:58.

O DEUS QUE CAMINHA CONOSCO NA NOSSA HISTÓRIA

O mais interessante é que, além de existir antes da história, esse Deus caminha em nossa história! Prova disso é sua revelação progressiva, desde Abraão até os profetas, chegando até Jesus – o momento em que Deus decidiu intervir como homem, adentrando no tempo humano, habitando conosco. E esse mesmo Deus nos convida a sermos chamados de seus filhos e de seus amigos – Ele também quer caminhar na sua história!

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” João 1:12-14

“Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.” João 15:14,15

INFLUENCIADOS PARA INFLUENCIAR

Deus influenciou a história da humanidade e nos convoca a, de modo semelhante, influenciarmos o mundo com sua verdade e amor:

“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” Mateus 5:13-16


Israel Godinho

Jesus e as Redes Sociais – Jesus na Contemporaneidade

 Por: Kevin Alvarenga

Hoje vamos falar sobre Jesus e as redes sociais. Abra sua Bíblia em Lucas 5.1-11, mas não leia ainda. Apenas passe o olho no texto.

Você deve estar se perguntando: porque esse texto???

Jesus sempre utilizava do contexto de seus ouvintes para ensinar lições. Nesse caso, Ele utilizou a situação daqueles homens: Fez um jogo de palavras e convidou aqueles pescadores a se tornarem pescadores de homens. Possivelmente, se Ele estivesse nos ensinando aqui na Terra hoje, Ele poderia ter feito esse mesmo jogo de palavras, porém no contexto das redes sociais.

Vamos entender a analogia aos poucos. Mas primeiro vamos conversar sobre as redes sociais.

Entende-se por rede social a interligação de pessoas. O homem é um ser que vive em sociedade. A conhecida frase “nenhum homem é uma ilha” faz muito sentido. Comportamentos antissociais, esquivos, ou ainda de isolamento podem, inclusive, ser sintomas de doenças.

A primeira rede social é a mãe e posteriormente a família. Isso pode ser muito bem observado no desenvolvimento da criança. Se você é mãe, pode ter reparado que com cerca de 9 meses de idade a criança começa a estranhar quem é de fora círculo familiar; para de ir no colo de todos e fica irritada com outras pessoas.


Pausa para primeira lição

Qual a melhor hora para começar a falar de Jesus para a criança? Eu diria que a partir da 21 semana de gestação, que é quando ela teoricamente vai começar a ouvir.

Ensine seu filho desde cedo sobre Cristo. Se Ele não for adicionado à rede social da criança, quando for mais tarde ela pode estranhá-lo.


Voltando às redes sociais…

Após a família, as pessoas encontram nova redes sociais, com pessoas de convívio, estabelecendo relações de dependência. Por exemplo: no trabalho (o chefe depende do empregado, o empregado depende do chefe), na escola (um aluno precisa do outro, seja para estudar, ou para brincar).

Com o crescimento tecnológico fomos literalmente bombardeados com novas redes sociais. Vimos a rápida ampliação das possibilidades de relações durantes os anos: correios, telefones, viagens a longa distância. Até que surgiu a internet, e as barreiras de comunicação foram quase que abolidas. Hoje podemos entrar em contato com quase qualquer um na terra e até fora da terra nas estações espaciais.

Isso é bom ou ruim?

A amplitude de alcance das redes sociais é capaz de ligar pessoas de outro lado do mundo e ao mesmo tempo afastar pessoas que moram na mesma casa.


Pausa para a segunda lição

O uso do virtual deve ser moderado. Não podemos perder contato com a realidade.


Agora vamos finalmente ler o texto: Lucas 5.1-11

A Bíblia é um livro maravilhoso. Cada um desses versículos tem muito a nos ensinar.

Nós como servos de Deus, devemos nos colocar a inteira disposição dEle. Ou seja, tudo o que temos e o que somos deve servir para a missão que Ele nos deu: sermos pescadores de homens.

O grande objetivo

Como colocar as redes sociais no serviço de Deus?

A resposta é: usá-las para sermos pescadores de homens.

# Primeiro passo para se tornar pescador de homens

O primeiro versículo nos fala da grande multidão que seguia a Jesus e que o encurralou na beira do lago. Os pescadores haviam descido do barco para limpar as redes.

Eles tinham acabado de passar a noite inteira na rede, e não pegaram nada; eles pegaram muitas algas, plâncton, galhos, sujeira… tudo menos peixes. Quando desceram do barco, a primeira coisa que fizeram foi lavar as redes.

Você quer que suas redes sejam úteis para Jesus? Lave-as. De nada serve redes sujas.

E esse é um importante tópico. Não deixe suas redes sujas com

  • Imagens inadequadas – meninas e meninos não postem fotos sensuais.
  • Não utilize palavras feias.
  • Frases e postagens que machucam pessoas ou as denigrem.
  • Você que é compromissado… cuidado!!! Nada de ficar flertando com o pecado.
  • No Snapchat – nada de nudes.
  • Pais, vocês sabem o que seus filhos estão postando?

Lave suas redes de todo lixo. Se você foi limpo pelo sangue de Jesus não pode deixar o seu eu virtual sujo.


Depois de lavadas as redes

Jesus entrou no barco para falar à multidão, e depois pediu para os discípulos levarem o barco para um local mais fundo e lançar as redes. Eles obedeceram. Pegaram muitos peixes. Um grande milagre. É aí que Jesus faz um grande desafio: de agora em diante serás pescador de homens.

# Segundo passo para se tornar pescador de homens

Entenda o significado disso

Jesus utilizou do contexto de pescadores para ensiná-los a pregar o evangelho. Entenda que você deve utilizar seu próprio contexto para pregar o evangelho. Assim, as redes sociais devem ser utilizadas para pregar o evangelho.


A partir de agora, para concluirmos, duas perguntas devem ser respondidas.

  • A primeira é “como?”
  • A segunda é “é eficaz?”

Como?

Cada um tem uma maneira particular de pregar o evangelho por suas redes sociais, seja publicando versículos, músicas, ou falando individualmente com pessoas.

Algumas dicas:

  • Não exorte as pessoas em público – chame no privado, ou melhor, fale pessoalmente.
  • Não compartilhe escândalos evangélicos.
  • Não compartilhe algo se não estiver certo da veracidade.
  • Não fofoque nas redes sociais nem em lugar algum.
  • Não se torne fanático religioso – tem gente que não suporta ouvir o evangelho. Alguns nos odeiam. Não reforce esse ódio. Mostre amor e respeito. Dê tempo. Deixe o Espírito Santo convencer as pessoas do pecado. Esse não é seu trabalho.

É eficaz?

Quem sou eu para saber? Nossa missão é pregar o evangelho. O Espírito Santo é quem vai convencer as pessoas. Alguns aqui vão achar que é eficaz. Outros vão achar que não. Agora imagine: e se o apóstolo Paulo tivesse essa ferramenta em mãos?? Ele que enfrentou fome, medo, picadas, prisões, naufrágios e até a morte para falar de Jesus.  E se ele tivesse as redes sociais nas mãos? Ele ficaria parado?

Pense nisso. Não desperdice o potencial dessa ferramenta, use-a para pregar o reino de Deus.


Para terminarmos, leia o versículo 11.

Após receberem a missão de se tornarem pescadores de homens, eles deixaram tudo e seguiram a Jesus.

Muitos nas redes sociais estão deixando de seguir a Jesus para servirem a ídolos evangélicos, ou para seguirem ao mundo.

Deixe tudo e se torne seguidor de Jesus.

E lembre-se: o Jesus da contemporaneidade é mesmo do passado, é o mesmo do início dos tempos, e o mesmo com quem viveremos para sempre.

Que Deus nos abençoe.


Kevin Alvarenga

Jesus e a política – Jesus na contemporaneidade

Por: Bárbara Venturato

Para entender o que Jesus faria diante da política de hoje precisamos entender a nossa realidade e a realidade da época de Jesus.

  1. Nossa realidade

Nós estamos vivendo em um contexto politicamente tenso. O centro de tudo é o interesse próprio e isso tem devastado a humanidade. Temos um governo que não governa para o povo.

Provérbios 29:2 diz: Quando os justos florescem, o povo se alegra; quando os ímpios governam, o povo geme.

 

A crise política é evidente. Notamos diariamente este cenário problemático ao acessarmos informações na mídia. Estão nítidas a confusão instaurada e a perda de identidade da política. A crise política é anterior à crise economia, e foi uma que levou a outra, país nenhum sobreviveria economicamente em meio a tanta corrupção, cedo ou tarde entraria em um colapso financeiro.

Provérbios 29:4 diz: O rei que exerce a justiça dá estabilidade ao país, mas o que gosta de subornos o leva à ruína.

  1. Realidade da Época de Jesus

Jesus viveu em um contexto politicamente tenso. O centro de tudo era o interesse próprio. O mundo antigo era governado pelo Império Romano e a Palestina estava sob o domínio deste império, mas não era uma região totalmente submissa aos romanos e por isso vivia uma opressão. Assim, todos aguardavam as promessas das escrituras, a promessa do Messias.

Os principais sacerdotes temiam perder suas posições ao verem tamanha influência de Jesus sobre o povo.

Para os Romanos, o reino dos céus era visto como uma metáfora para a libertação popular e tal interpretação levou Pilatos a condenar Jesus à morte após um processo tumultuado pela insistência da Elite Sacerdotal de Jerusalém  que apresentava  Jesus como inimigo dos Judeus e  perigoso profeta que  ameaçava o Império Romano.

O cristianismo teve uma influência sobre o império romano desde a sua ascensão até sua queda.

Mas e o papel de Jesus? E o nosso papel? Mateus 22:15-22

Aplicações

  1. Não podemos confundir o Reino de Deus com o Estado – não podemos acreditar na utopia de que o governo trará o céu para a terra
  2. Temos responsabilidades com o Reino de Deus e com o Estado – vivemos em um país democrático, sejamos responsáveis com o nosso papel de cidadão.

Cristo é o Rei dos Reis e reinará eternamente – Devemos crer nas promessas de Deus, em João 18:36 Jesus diz a Pilatos: meu Reino não é deste mundo. Cristo fala do Reino dos céus o qual será estabelecido na sua segunda vinda e Seu Reino jamais terá fim


Bárbara Venturato