Mateus 3.13-17 – O Batismo de Jesus

Introdução:

João batista estava pregando no deserto da maneira que já lhe era característica e batizando os arrependidos, quando de repente em uma visão inusitada ele percebe que havia uma pessoa diferente vindo em sua direção, quando chega bem próximo viu que era Jesus. O próprio Jesus se propõe a ser batizado por João, mas João já conhecendo quem ele era replicou: de maneira nenhuma eu não sou digno de tirar suas sandálias e você quer que eu te batize e jesus pede para ele o fazer para que assim cumprisse toda a escritura.

Desenvolvimento:

O batismo é uma publica confissão da sua fé e quando João o batizador estava clamando para uma atitude desse povo, aparece Jesus com sua humildade de sempre e vai até João para ser batizado, primeira coisa precisamos resgatar essa humildade de cristo para as nossas vidas, basta conquistarmos uma “coisinha”, que nos achamos no direito de exigir algumas “coisonas” características a serem seguidas para nos parecermos mais com o mestre.

1 Humildade Não perdemos nada por ser humildes, jesus era o filho de deus a quem todos precisavam prestar reverencias, mas ele decidiu publicamente confessar ser um necessitado da fé mesmo não o sendo. Quantas vezes conquistamos algo que nos deixa em uma condição privilegiada e já queremos passar por cima das regras e leis.

2 Obediência Versículo 15 consente agora,  porque assim nos convém cumprir toda justiça, é impressionante a condição de obediência de jesus ao pai. Jesus não precisaria fazer nada disso, mas ele reflete o relacionamento da trindade e que na verdade é um apontamento para como deveria ser os nossos relacionamentos uns com os outros. É melhor obedecer do que sacrificar já diz as escrituras, estamos em meio a uma geração que não quer saber de obediência, eles querem ser “livres e independentes”, mas a cada dia se prendem mais nas suas desobediências e libertinagem.

3 O prazer de Deus  A verdade é que quando decidimos servir a deus com humildade e obediência a recompensa vem, e dessa vez com jesus foi algo tremendo, além do simbolismo da pomba como forma de mostrar o Espírito Santo sobre ele, o próprio deus dizendo que tem prazer em jesus. Será que conseguimos imaginar o senhor falando isso conosco “eu tenho prazer no seu viver”, eu tenho prazer no modo como você conduz a sua vida. Não tem recompensa melhor.

Conclusão:

Bom todos nós sabemos que viver uma vida que agrada a Deus é uma tarefa que exige de nós algumas coisas como essas que acabamos de ver, humildade, obediência e etc. Quem sabe hoje é o dia em que você vai buscar consertar sua vida para que você arranque um elogio desses da boca do próprio deus.

 

Mateus 2.19-23 – A volta do Egito

Introdução

não tem como falarmos da volta de José com sua família do Egito sem mencionarmos a volta ou saída de israel do Egito. Assim como israel a família de José também foi para o Egito na tentativa acertada de resolver um problema.

Israel foi para o Egito, primeiramente com José e suas aventuras e anos depois com as mortes dos principais lideres o povo se torna escravo e é necessário deus enviar um anjo chamado Moisés para os livrar.

Com José a historia traz alguma semelhança, ele é levado por instrução de deus para o Egito para fugir de Herodes e sua ideia de matança, tempo depois deus envia um anjo para os tirar de lá.

A volta de José, maria e jesus do Egito quer dizer para nós que podemos até passar um tempo em terras estranhas para aprendermos algumas lições importantes, mas á o tempo do retorno para casa e retomada da “vida”, e cumprimento das nossas missões no ceio da terra que o senhor mesmo nos prometeu.

Desenvolvimento

19 tendo Herodes morrido, eis que um anjo do senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe:
20 dispõem-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino.
Quando decidimos cumprir a vontade de deus, as revelações de sua palavra nos instruem para caminharmos sempre em segurança, José mesmo pressionado pela situação de maria sua noiva estar grávida antes do casamento ele assumiu a responsabilidade e decidiu fazer o que seria o mais correto, deus se agrada das pessoas que assumem as suas responsabilidades. Então deus envia seu anjos para os instruir.

21 dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de israel.

O tempo do Egito todos nós passamos sem contar o do deserto, tempos em que dependemos das pessoas, seja em qual área for, as vezes financeira, espiritual ou ate mesmo no sentido físico por problemas de saúde. Mas são pode ter certeza são tempos passageiros, porque o momento de retomar a sua rotina vai chegar.

22 tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e, por divina advertência prevenido em sonho, retirou-se para as regiões da Galiléia.
23 e foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas.

Bom, chegou o tempo de regressar para casa e nem sempre encontramos a casa da mesma maneira que deixamos, pois o nosso próprio interior mudou, com a maturidade que o Egito nos dá, não podemos nos assustar com o desafio da retomada da nossa rotina.

Conclusão

saber da nossa realidade e ter bagagem para vivê-la da melhor maneira possível é uma grande virtude e um grande privilégio.

Mateus 2.16-18 – A matança dos inocentes

A violência contra a criança não é um tema que se limita a Pós-Modernidade. O texto que temos diante de nós hoje é a constatação de que há um plano sistemático de desconstrução da sociedade humana por forças satânicas que tentam deturpar a imagem de Deus. E o que seria mais eficaz nesta empreitada que destruir a infância.

Herodes tem em mente a resolução imediata de seu problema com a execução sumária de uma geração de crianças e busca assim eliminar o risco de uma possível sucessão em seu trono. Ele queria manter seu poder. Herodes buscava entre os meninos, aquele que faria frente e questionaria um sistema altamente corrompido pelo pecado.

Talvez a iniciativa de manutenção do poder hoje não seja tão explícita e localizada a um indivíduo, apesar de que às vezes são noticiadas em nossa sociedade novas versões de tiranos psicopatas com armas nas mãos a entrar pelas casas em busca de meninos de dois anos abaixo, ou em uma versão atualizada, franco atiradores que invadem escolas, shoppings ou cinemas.

A coisa está mais sofisticada. Esse pecado está institucionalizado, ou seja, a própria sociedade se torna ou assume o caráter herodiano e assim multiplica o lamento de mães que perdem seus filhos para a pobreza, miséria e exclusão social.

Somos todos culpados como sociedade pela perda precoce de uma geração de filhos que têm suas vidas sacrificadas para se manter o status quo do palácio de Herodes que continua vivo e reina nas estruturas sociais, políticas e econômicas corrompidas.

Herodes quer destruir futuros homens. Homens são a força de uma nação. Destruir a hombridade é destruir a possibilidade de continuidade social. Esse é um plano bem elaborado por aquele que está por traz da figura de Herodes. É a tentativa de destruir princípios e valores cristãos que mantém a estrutura social de pé.

Herodes continua a matar nossas crianças e a interromper o futuro daqueles que poderiam fazer uma grande diferença em nossa sociedade. Cada vez mais o limite de idade diminui para o alistamento ao tráfico, à prostituição e a todo tipo de morte lenta e dolorosa. A desconstrução da infância é como uma porta aberta aos soldados de Herodes.

Nossas iniciativas político sociais soam apenas como o lamento de Raquel que “chora seus filhos inconsolável, pois já não existem mais”.

A grande notícia é que você como parte da Igreja do Senhor Jesus pode agir. As boas Novas do Evangelho devem ser proclamadas. Os princípios do Reino podem e devem ser compartilhados com as crianças. Nossa sociedade precisa ouvir o que nós como Igreja temos a dizer.

Portanto,

  • Fortaleça seu compromisso com a vida. Diga não ao aborto e a toda forma de violência contra as crianças.
  • Proteja as crianças. Lute contra o acesso cada vez mais precoce de nossas crianças ao sensualismo, à pornografia e a consequente erotização.
  • Invista na nova geração. Apoie entidades e projetos que valorizam a formação espiritual, profissional e cultural de nossas crianças.
  • Denuncie e combata Herodes, ele pode estar mais perto do que você imagina. Procure pelos sinais de seu assédio. Crianças tristes, com marcas físicas, bebês que choram constantemente ao lado de sua casa sem motivo aparente, juniores e adolescentes com comportamento arredio ou sensual. Ore a Deus por libertação e proteção, mas ligue para o Conselho Tutelar e denuncie, mesmo que seja uma suspeita apenas.
  • Finalmente, dê esperança às crianças. Conte a elas que Jesus Cristo as ama e quer ser o Senhor da vida delas.

 

Oração:

Senhor Deus, nós como Igreja do Senhor nos levantamos como quem prevalece contra as portas infernais de Herodes em nossa geração e suplicamos que Teu doce Espírito Santo nos capacite a perceber e cumprir nosso papel. Salve nossas crianças do assédio de Satanás. Feche a boca do dragão que se alimenta da omissão social e desperta nossa sociedade para a proteção do futuro de nossas famílias e nação ao preservar a integridade de nossas crianças. Em nome de Jesus, Amém!

Mateus 1.1-17 – A Genealogia de Jesus

Provavelmente o maior desafio na leitura da Bíblia são as genealogias. Não é uma leitura muito agradável, mas trata-se de um acervo documental de personagens que marcaram a história do povo de Deus e chega até nós como um testemunho de pessoas que compõem uma história que passa a ser a nossa própria história.

Para o povo judeu o memorial familiar é de suma importância, pois representa, entre outras coisas, o direito de posse da terra e de pertencimento ao “povo eleito”. O costume era que o patriarca gravasse o nome de seus antepassados em seu cajado ao lado do nome de seus parentes diretos, costume observado com zelo pelos seus futuros descendentes.

Jesus quando comissionou os setenta os instruiu: “…e a ninguém saudeis pelo caminho. Lc 10:4b”, pois a saudação incluía mencionar os nomes dos parentes de ambos, o que era sinal de boa educação e bons modos sociais. A saudação completa, no entanto levava, às vezes, algumas horas, um tempo precioso do qual os discípulos não dispunham.

A genealogia de Jesus em Mateus está disposta com o propósito de apresentá-lo como Jesus de Nazaré, o Rei Messias da profecia hebraica que por direito divino deveria assumir o governo do povo de Deus. Há, no entanto, um fato a ser destacado na disposição da genealogia de Jesus em Mateus. Ali ocorre o nome de cinco mulheres.

Em nossa reflexão de hoje, ao inaugurar em nossa Igreja, o exercício contínuo da Pregação Expositiva, gostaria de propor um pequeno flash da história de cada uma delas como um link para nosso tema anual: “Sirva a Deus com Integridade”.

– No verso 3, temos Tamar, nora de Judá, que tem uma história dramática que consta em Gênesis no capítulo 38. Ela sugere a nós uma Integridade Dissimulada, pois usou de meios não convencionais para garantir seu direito de Levirato, mas aponta também para a Doutrina da Eleição em Cristo, pois os filhos gêmeos daquela relação vinham a nascer de um modo assombroso. O fato é que Deus intervém soberanamente na história em favor de seus eleitos e curva a história para cumprir seus desígnios eternos.

– No verso 5, temos Raabe, uma prostituta cultual cuja história encontra-se narrada em Josué capítulo 2 e nos sugere uma Integridade Conquistada, pois ao esconder os espiões ali enviados garante através do sinal de um fio de cor vermelha afixado em sua janela, a salvação de sua família. A história de Raabe aponta para nós a Doutrina da Expiação pelo sangue de Cristo.

– Também no verso 5, temos Rute, como exemplo de uma Integridade Fundamentada. Sua história está registrada no livro que leva seu nome e aponta para nós a Doutrina da Redenção, pois em seu amor fundamentado e sua fidelidade à sua sogra Noemi, Rute encontra o favor do Senhor ao ser desposada por Boaz e é assim redimida de sua vergonha e pobreza, o que pavimentou a estrada relacional que levaria ao nascimento de Davi, linhagem real da qual viria o Cristo, o Redentor da humanidade.

-No verso 6, temos a história de Bate-Seba, cujo nome foi omitido por razões óbvias e pertinentes aos fatos que cercam esta triste história da família de Jesus, que aponta para uma Integridade Maculada, pois revela princípios negociados. Esta triste história representa a Doutrina do Pecado ou da Queda, pois o desejo de Davi o leva a cometer pecados terríveis. Porém esta é a nossa história, a história de nossa natureza pecaminosa que gera consequências, mas que fundamentalmente é alvo da Graça Salvadora de Jesus Cristo mediante seu sacrifício vicário na Cruz, que nos promove a vida. Davi, arrependido, encontra em seu filho Salomão, fruto daquela relação, a continuidade de sua linhagem real que traria à existência terrena o Messias esperado.

– Finalmente, no verso 16, temos Maria, uma adolescente que recebera em seu ventre o Sublime Salvador da Humanidade. Sua história nos apresenta uma Integridade Aprovada, e nos remete à Doutrina da Salvação. Isso nos leva à seguinte questão: Quem está pronto para gerar a Salvação? A resposta clara: Aqueles que têm diante de Deus sua integridade aprovada.

Quantas moças naqueles dias sonhavam em ser a mãe do Messias, mas coube a Maria este privilégio. Longe de tentar propor ou defender o Dogma Mariano, quero apenas trazer à nossa memória as lições da obediência e temor a Deus que esta menina demonstrava através de sua vida.

A Bíblia está repleta de homens e mulheres fantásticos que em seus sucessos e fracassos nos apontam a realidade de nossa própria história. Mas coube a essas mulheres aqui visitadas em particular, o papel de nos ensinar que Deus caminha conosco em nossa história, que Ele se interessa por cada um de nós como indivíduos, que Ele não leva em conta o tempo da ignorância, que Ele é misericordioso e Ele fará cumprir todos os seus propósitos a despeito de nossas contingências.

Oração:

Senhor Deus, não permita que nossa integridade seja marcada negativamente por nossa velha natureza. Faze-nos dar continuidade à geração daqueles que vivem a Tua Graça e permita-nos gerar a Jesus Cristo. Amém!

 

Lucas 12.35-48 – A parábola do servo vigilante

Este texto se trata de uma parábola, intitulada como a parábola do servo vigilante, é uma parábola profética, ou seja, aponta para o fim dos tempos, mais precisamente sobre a segunda vinda de Cristo.

Existe uma série de parábolas proféticas, como a da figueira, das 10 virgens, dos talentos, que apontam para as mesmas ideias que se destacam na temática dessa parábola, de estar preparado para a vinda de Cristo. Na ótica dessa parábola todos nós cristãos somos os servos dessa casa espiritual chamada igreja cujo dono é o Senhor Jesus, todos precisam estar preparados para essa segunda vinda de Jesus.

O objetivo dessas parábolas não é gerar medo nos cristãos com relação a volta de Cristo, mas gerar um sentimento de comprometimento com a obra de Deus e, principalmente, gerar esperança nos nossos corações com relação a volta de Cristo.

Jesus vai voltar, essa é a nossa grande esperança, se Jesus não fosse voltar o Evangelho não teria sentido pra nós, Mas ele prometeu que ia voltar, e pela fé na sua promessa devemos aguardar com muita expectativa por esse momento.

Eis o perfil do servo que Jesus espera encontrar no seu retorno: servos cingidos que mantenham acesas as suas lâmpadas.

“Cingindo esteja o vosso corpo…” vs 35

Os discípulos devem estar preparados. Estar cingido se refere a estar pronto para servir, as vestes da época eram túnicas e elas eram desconfortáveis para o trabalho, tirava a mobilidade, para dar mobilidade as pessoas fazerem algum serviço, as pessoas se cingiam, colocavam um cinto pra ajustar a roupa pra facilitar a mobilidade. Em ultima análise, ativas no serviço cristão.

“… e acessa as cossas candeias” vs 35

E sobre o manter acessa a candeia, me lembro, das parábolas das 10 virgens, e da parábola da candeia, que mostra pra nós em ultima analise a necessidade de estarmos cheios do Espirito Santo. Esse é o tipo de servo que Jesus quer encontrar na sua vinda, servos cheios do Espirito Santo e ativas no serviço cristão.

Nessa parábola Jesus compara o estado de alerta a homens que esperam pelo seu Senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo a abram – (v.36). Assim devemos estar atentos pra vinda de Jesus. Não sabemos se a volta de Jesus vai acontecer na nossa geração ou daqui a 100 anos, ou daqui há mil anos, não importa, precisamos viver com essa esperança como se sua vinda fosse iminente, porque pode ser que seja hoje e pode ser que não seja, ninguém sabe a hora exata, é um segredo divino. Mas há alguns indícios, Jesus mesmo deu alguns indicativos. Não cabe aqui ressaltar esses sinais, mas ainda na expositiva de Lucas vamos ver alguns desses indicativos. Mas independente do tempo devemos aguardar vigilantes por sua vinda.

Todos devem esperar de igual modo sem revezamento na espera. Nesta parábola, todos os servos que estão esperando pelo Senhor, devem abrir a porta quando Ele bater. Não é uma única pessoa que esta esperando o Senhor, mas todos quando ouvir o bater da porta, devem abri-la – (V.36 e 37)

O bater na porta nos lembra a Igreja de Laodicéia (Apocalipse 3:20) – Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.

No versículo 37 dessa parábola percebemos uma serie acontecimentos inesperados, temos servos cingidos, com suas candeias acesas, vigilantes, abrindo a porta pra esse senhor, com tudo pronto para serví-lo, no entanto o senhor ao encontrar esses servos vigilantes se cinge, dá aos seus servos lugar a mesa e os serve. É isso que vai acontecer com aqueles que aguardam a volta de Cristo como estes servos vigilantes. E nos não temos noção da glória que nos há de ser revelada. “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” 1 Coríntios 2:9. Pense aí que com toda a capacidade intelectual que você tem, você não é capaz de imaginar o que Deus tem preparado pra você no reino Dele. Sabe as visões que João teve sobre Jesus, sobre a nova Jerusalém? Pra aqueles que estão acompanhando os estudos de Isaias, lembra da visão de Isaías? Eu não sei você, mas eu leio esses textos e fico maravilhado a respeito dessas visões, aí Paulo diz para gente que nem olhos virão nem ouvidos ouviram nem jamais passou pela mente humana o que Deus tem preparado.

A palavra “bem-aventurado” ocorre na parábola por três vezes isso mostra a ênfase que Jesus dá na plenitude da sua vinda.

Note que antes de valorizar o que o servo deve fazer, Jesus valoriza quem o servo deve ser. Porque é possível ser um servo aparentemente bom mas não ser de fato bom. Serve bem porque está diante do senhor, mas na ausência do senhor maltrata os seus conservos, ou serve porque está de olho na recompensa, porque tem medo de ser punido. Por isso Jesus valoriza primeiramente quem o servo é e só depois o que ele faz, V42, “quem é pois o mordomo fiel e prudente a quem o senhor confiará os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo”? Fidelidade e prudência também são características que Jesus procura em seus servos.

A fidelidade deve acompanhar todas as nossas atitudes tanto para com Deus quanto para com o nosso próximo. Devemos ser fieis…

Fieis no falar. Sua palavra deve ser, sim, sim e não, não. (Mt 5.37)

Fiel a comunhão da igreja. (Hb 10.25) (não deixemos de congregar) sendo participativos, envolvidos, comprometidos com o trabalho.

Fiel na Assistência Social, Socorro aos necessitados, órfãos e viúvas. Mt 25.42-43. No cuidado da família. (I Tm 5.8) “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente.”

Fiel nos compromissos. Nas compras efetuadas não dar calote, não deixar de pagar o aluguel, pedir dinheiro emprestado e não pagar; Com relação ao uso dos objetos alheios, se pegar algo emprestado devolver; se esse algo estragar não devolver estragado; Com relação aos horários previamente marcados não chegar atrasado ou faltar aos compromissos deixando a pessoa na mão,

Fiel nos relacionamentos; com relação ao relacionamento conjugal, não destrua seu casamento com o adultério; com relação aos filhos não deixe de cumprir suas promessas, seja exemplo naquilo que você mesmo exige do seu filho, “pais não irriteis os vossos filhos” (Cl 3.21), Com relação aos amigos ou irmãos em Cristo saiba guardar segredo, não faça fofoca, saiba dar bons conselhos.

Fiel no pouco e no muito. Seja fiel nas riquezas materiais e o senhor te confiara a verdadeira riqueza. (Lc 16.10).

Fiel até a morte. (Ap. 2.10). Seja morte matada ou morte morrida, seja fiel ao senhor por toda a vida. Não só de vez em quando.

Outra coisa que precisamos ser é prudentes. Jesus já falou sobre o homem prudente, (mt 7.24) “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha”. O homem prudente edifica sua vida sobre o evangelho de Jesus, ouvindo e colocando em pratica aquilo que aprende.

4 perfis de servos e o que acontecerá com eles na volta do senhor

Cada tipo de servo terá um tratamento diferente, cada um recebera segundo as suas obras “(Deus)…que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento” (Rm2.6)

1) Servo fiel e prudente, cheio do espirito, ativos no serviço cristão. Estes terão lugar a mesa do seu senhor. – (v.37)

2) Anti-servo. Não terão lugar a mesa do Senhor, serão castigados e a sua sorte será com os infiéis, incrédulos – (v.45,46)

(Mateus 7:21) – Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a VONTADE de meu Pai, que está nos céus.

3) Servo que conhece a vontade de seu Senhor mas não se aprontou pra sua vinda. Serão punidos com muitos açoites – (v.47)

4) Servo que não conheceu a vontade do Senhor, mas fez coisas dignas de reprovação. Serão punidos com poucos açoites – (v.48)

(Mateus 5:19) – Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.

Que tipo de servo você é?

Referencias:

ALMEIDA, João Ferreira de. “Bíblia de Estudo Shedd.” São Paulo: Edições Vida Nova Cultura Cristã (Sociedade (2000).

Sproul, R. C. “Bíblia de estudo de Genebra.” São Paulo e Barueri: Editora Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil (1999).

http://discipulosdecristoprromildo.blogspot.com.br

Lucas 11:33-36 – A parábola da candeia

A igreja, luz de Cristo

Por: Queila C. de O. Godinho

Jesus inicia a parábola dizendo da importância do objeto que produz luz permanecer em um local adequado afim de cumprir o seu objetivo de iluminar. É necessário compreender a que luz Jesus está se referindo neste texto. Em João 8:12 ele diz: eu sou a luz do mundo”, em Mateus 5: 14: Vós sois a luz do mundo”.

Jesus é a luz de Deus trazida ao mundo, a promessa se cumprindo (Mateus 4: 15-16), mas ao cumprir seu ministério ele chama aos seus discípulos a serem também esta luz. Depois de sua assunção aos céus, o seu corpo que é a igreja se tornou a luz de Deus permanente na Terra.

O chamado de Cristo para ser luz é intenso, ele não diz aos discípulos que apenas tenham a luz, como se tem um objeto ou uma pregação, mas ele ordena que sejam a luz em sua essência, afim de O representarem aos homens.

Ainda no versículo 33, Jesus é incisivo ao dizer para que a luz (igreja) não se esconda, mas permaneça em evidência. A luz pode causar reações diferentes nas pessoas, uns verão na luz a esperança, o caminho, outros se sentirão ofendidos, indignados e repulsa à luz, pois expõe as suas trevas. Os discípulos de Cristo, cidadãos do reino dos céus, devem brilhar esta luz onde estiverem, sendo pessoas honestas, amáveis, que cumprem as ordenanças de Deus, ainda que por causa disso sejam odiados e perseguidos por muitos. Jesus já havia alertado a sua igreja a esse respeito: Mateus 10: 22,24 “ e odiados de todos sereis por causa do meu nome… O discípulo não é maior que o seu mestre, nem o servo maior que o seu senhor.”

No versículo 34, o texto diz que o olho é o objeto que traz a luz ao corpo. Os olhos são a percepção humana, através dele a luz pode entrar. Por isso eles precisam está centrados na palavra de Deus. O salmista já havia afirmado:  Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho (Salmos 119: 105). A boa, perfeita e agradável vontade de Deus está expressa no evangelho de Cristo, não é apenas uma lei, mas a expressão extraordinária da vontade de Deus aos homens. Enquanto a lei diz amai ao teu próximo, o evangelho diz amai os seus inimigos. Enquanto a lei era impossível de ser cumprida aos homens, o evangelho se tornou acessível através de Cristo, e ao entrar no coração do homem ele se torna a luz de Deus por ter um caráter moldado a imagem de Cristo.

No versículo 35 Jesus chama a atenção para que a luz que há em ti não sejam trevas. Isaías 64:6 diz que todos nós somos como o imundo e todos os nossos atos de justiça como trapo de imundícia. Um grande perigo que o coração do homem sofre é o de ser cheio de luz própria, ou justiça própria. Engana-se ao achar-se bom e por acreditar que suas boas ações podem o tornar luz. Jesus orientou aos seus discípulos a não serem como os hipócritas fariseus, que cheios da sua própria justiça jejuavam e ofertavam em público a fim de serem vistos pelos homens.  Nenhuma luz que vier do homem poderá ser boa se não vier através de Cristo, ainda que as ações pareçam piedosas diante dos olhos dos homens se a fonte não for Cristo serão trevas.

Por fim no versículo 36, Jesus diz que se o corpo estiver todo sob a luz, todo luminoso será. Esta luz é o próprio Cristo. Paulo em sua carta aos Gálatas diz: “Logo já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”. Aquele que é discípulo de Cristo, a sua igreja, o seu corpo, deverá ter toda a sua vida imersa nesta luz, Jesus deverá intermediar todas as suas relações: com Deus, consigo mesmo, com as pessoas, com a natureza, com o trabalho, ou seja, Cristo deverá ser tudo em todos.

A igreja precisa cumprir o seu chamado de estender o reino de Deus para este mundo, ser luz, sal da Terra, fazer a diferença, sofrer o dano de levar a Cruz de Cristo. Não podemos justificar a desobediência à palavra de Deus na natureza pecaminosa, devemos viver o evangelho através de Jesus Cristo, nos esvaziando de nossa justiça própria e nos enchendo do Espírito Santo.


Queila Cristina de Oliveira Godinho

Lucas 6:1-5 – Jesus é o Senhor do sábado

Por: Rosilane Lima

Jesus é Senhor do sábado

Jesus não parou sua missão por causa do sábado, Ele veio para dar um novo significado ao sábado.

Jesus estava ali na seara com seus discípulos que começaram colher espigas de milho, debulhavam e comiam. Creio que deveriam estar vindo de uma missão muito exaustiva. Essa missão era a que Jesus ensinava o tempo todo e grandes multidões o acompanhavam, pois por onde Jesus passava, grande número de enfermos e pessoas vinha até ele e o seguiam. Sua missão era: evangelizar, proclamar, libertar e restaurar. Provavelmente estavam há muito tempo sem se alimentar, pois somente estando com bastante fome pra comer milho cru. Creio que não era nada agradável ao paladar, mas Jesus os observava e em momento nenhum os criticou pelo fato de ser o dia de sábado, Jesus sabia que pela lei não era permitido fazer o que seus discípulos faziam. Mais Ele estava resignificando essa lei, Ele estava humanizando e colocando sentimento nessa lei.

Alí também estavam alguns dos fariseus que andavam de olho e que tentavam apanhar Jesus de qualquer jeito, procurando uma brecha para acusá-lo. Um exemplo foi na casa de Levi, quando esses mesmos fariseus fizeram uma pergunta: Por que comeis com publicanos e pecadores? Jesus sabia que indiretamente aquela pergunta estava sendo direcionada a Ele e mais uma vez aquela cena se repetia quando os fariseus, vendo toda aquela situação fizeram outra pergunta pra Jesus: Por que fazeis o que não é lícito aos sábados?

Jesus sábia que pela lei o sábado para os judeus era considerado o dia do descanso, Jesus cresceu aprendendo ali na sinagoga tudo sobre a lei que era institucionalizada pelos fariseus, eram eles os criadores da própria lei. A sinagoga funcionava como se fosse mesmo uma escola, nada daquilo pra Jesus era novidade.

Jesus questiona a hipocrisia dos fariseus, porque aquele movimento de apanhar a espiga, descascar e debulhar eram considerados como se fosse um trabalho. Mais Jesus veio pra humanizar essa lei, mais valia naquele momento matar a fome do que a lei. Os próprios fariseus aliviavam para si e para seus líderes e naquele momento tiravam o fardo pesado de suas costas e colocavam nas costas dos discípulos de Jesus.

Então Jesus responde a pergunta dos fariseus com outra pergunta que está nos versos 3-4

Jesus pergunta aos fariseus a respeito de Davi, porque Davi para os judeus era considerado uma grande figura, Davi era um grande referencial, ele era conhecido como um homem segundo coração de Deus.

Jesus então os lembra sobre a história de Davi, direcionando a eles esta pergunta mais já  sabendo que  conheciam muito bem esta história.

Então Ele fala:

Davi no momento emergencial pôde entrar na casa de Deus e fazer o que não era lícito. Ele entrou em um lugar santo, que era permitido somente aos sacerdotes entrar, pois ali, cada utensílio tinha um significado. Davi além de entrar ainda pegou os pães que eram oferecidos a Deus, comeu e deu aos seus companheiros. Davi por uma questão de sobrevivência pôde, mais os meus discípulos não podem. Mais vale a vida que a lei. Na realidade eles estavam tirando o fardo pesado das costas de Davi e colocando nas costas dos discípulos de Jesus.

Qual a diferença há entre eles? E acrescentou ainda mais: aqui está quem é maior que a lei; quem é maior que o sábado; quem é maior que Davi e que tem autoridade superior a dos fariseus.

Verso 5: e acrescentou-lhes “o filho do homem é o Senhor do sábado”

O filho do homem é o dono do sábado e sendo dono, o filho do homem tem autoridade sobre o sábado.

“O filho do homem tem autoridade sobre nós”

Duas aplicações para nós, à igreja de Cristo.

1ª Jesus não parou sua missão por causa do questionamento dos religiosos, a igreja não pode parar de anunciar o evangelho da pessoa de Jesus Cristo.

Tem muita gente sedenta e precisa conhecê-lo.

Nós como igreja temos feito isto, temos vivido aquilo que pregamos e aquilo que aprendemos; nos nossos lares, na nossa comunidade, na nossa igreja e nos ministérios.

Temos dividido o fardo com os outros;

Líder, você tem dividido o fardo com aqueles que caminham junto com você, para que fique mais fácil e mais leve de carregar?

Liderado, você tem estendido as mãos para ajudar seu líder carregar o fardo?

2ª Jesus é o senhor do sábado, Jesus é o senhor da nossa vida, Ele nos conhece e tem autoridade sobre nós.

Qual tem sido sábado da nossa vida, o que tem nos impedido de vir aos cultos, de vir a escola bíblica e de participar de um ministério de Cristo e dividir o fardo?

Não deixe nada atrapalhar você de ter um verdadeiro relacionamento com Cristo.

Ter Jesus como salvador nas nossas vidas é fácil, todos nós queremos ser salvos, mais ter Jesus como Senhor já é mais difícil. “Senhor” é a pessoa a quem se deve respeito, é autoridade, é dono, e para isso temos que abrir mão de algumas coisas, para deixar que Jesus seja verdadeiramente o “Senhor” das nossas vidas.


Rosilane Lima

Lucas 5:29-32 – Jesus come com pecadores

Nesse texto temos o relato de que Levi, mais conhecido como Mateus, oferece a Jesus um grande banquete em sua casa, fato que acontece logo após a sua vocação apostólica.  Levi convida também outras pessoas a participarem desse banquete, além de Jesus temos um grupo de fariseus e escribas; um grupo de publicanos; e outros ainda. Mais adiante veremos que dentre estes “outros” encontram-se alguns discípulos de João Batista.

Um grande banquete para um grande número de pessoas, o que comprova que Mateus realmente tinha muitas posses, afinal, ele era um cobrador de impostos, um publicano. Eram cargos de confiança em que os empregados já eram provavelmente ricos, e enriqueciam ainda mais ilicitamente.

Eu imagino que Mateus estivesse muito feliz porque reconheceu que Jesus era o Messias, o que nem os religiosos da época reconheceram, feliz também por ter recebido uma vocação apostólica e ainda mais feliz por poder sentar-ser a mesa para comer com Deus! Um prazer que só vamos ter quando estivermos com Ele nas bodas do Cordeiro.

Esse banquete significou uma espécie de festa de despedida, afinal de contas, o que Mateus fez não tinha volta, ele abandonou seu cargo público. Mateus iria fazer um seminário de 3 anos e meio com Jesus. Essa atitude de Mateus me fez lembrar de Eliseu que quando foi chamado por Deus através de Elias, fez um grande banquete para o povo com sua junta de bois, queimou o equipamento de arar a terra para usar como lenha para cozinhar a carne. Eliseu sabia que o que ele estava fazendo não tinha volta. Me parece que foi com o mesmo sentimento que Mateus fez aquele banquete.

Então os convidados chegam para o banquete, os fariseus percebem que ali a muitos publicanos e, como sempre não perdem a oportunidade de criticar, murmuram com os discípulos de Jesus por estarem comendo com pecadores, se referindo aos publicanos que para eles não passavam de ladrões, traidores da nação. Jesus entendendo que a pergunta era pra ele, responde sabiamente: “Os sãos não precisam de médico e sim os doentes” e complementa dizendo: “Eu não vim chamar os justos e sim os pecadores ao arrependimento”.

Poderíamos dizer que nessas duas frases de Jesus temos que, a primeira frase é uma pequena parábola e a segunda frase a explicação dessa parábola. Interpretando temos que: Quem é o médico? Jesus. Quem são os doentes? Os pecadores. Qual a doença? O pecado. Qual o remédio? O arrependimento. E quem são os sãos? Ironicamente falando, os sãos são os fariseus e escribas porque eles são pecadores mas consideram a si mesmos como justos.

O pecado é a grande doença da humanidade e o pecado é uma doença que não tem sintoma, não dá febre, dor, nem manchas na pele. Então por não apresentar sintomas, o doente, pecador, acha que está tudo bem. No entanto o pecado traz consequências terríveis para o ser humano, como disse Isaías em Is 59:2. “fazem separação entre vós e o vosso Deus”, e nos casos mais graves da doença, a morte, como diz Paulo em Rm 6:23 “o salário do pecado é a morte” e Tiago em Tg 1:15. “o pecado uma vez consumado gera a morte”. Porém Jesus veio ao mundo para trazer a cura para a humanidade, como Ele mesmo diz em Jo 3:16,17. “para que todo aquele que n’Ele crer não morra…”

Muitas doenças tem cura quando diagnosticadas a tempo, ignorar a doença não resolve o problema, a pessoa precisa ser medicada. Assim é o pecado, Jesus pode salvar o pecador independente do estágio do pecado mas o pecador precisa fazer o tratamento: Trate seriamente com o pecado!

Não devemos brincar com o pecado, ele é prejudicial a nós, causa separação entre nós e Deus, cuidado com os 3 P’s! Prazer, poder e prestígio que o mundo oferece. O prazer, poder e prestígio são os 3 elementos nos quais estão atrelados todas as fraquezas do ser humano. O poder, geralmente ligado ao amor ao dinheiro, afasta o homem da dependência divina, como Jesus mesmo disse: “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”. O prazer geralmente associamos a desordem sexual, mas é mais que isso, pode ser tudo que dá prazer e que o homem coloca em primeiro lugar em sua vida, que gera um vício. A gula dá prazer, um hobby dá prazer, ou até mesmo o trabalho da prazer, tem gente que trabalha 15 horas por dia e aí não tem tempo pra Deus, igreja e etc. O prestígio está relacionado com a fama, vaidade, desejo de ser reconhecido, beleza exagerada. Não pense que não tem gente assim dentro das igrejas, por isso precisamos tomar cuidado com os cargos de liderança onde as pessoas ficam em evidencia.

Só o Espírito Santo de Deus pra convencer o homem do pecado, ninguém pode convencer-se a si mesmo. Haviam muitos publicanos ali, será que todos se converteram? Acredito que não, mas quando Jesus chama alguém para a salvação, esse reconhece que Jesus é o filho de Deus, esse reconhece que é pecador e que precisa de Jesus, assim foi Mateus pois o chamado de Jesus é irresistível.

Nós vimos Jesus curar um paralítico e perdoar os pecados dele. A cura visível fez com que todos se maravilhassem mas o milagre invisível do perdão dos pecados e da salvação só gerou indignação das pessoas, assim as pessoas também se indignaram quando viram Jesus comendo com quem eles consideravam pecadores. Vemos dois sérios problemas na crítica dos fariseus:  O Primeiro e mais grave problema é que eles não enxergaram que eles também eram pecadores, ou você acha que eles estavam se incluindo na pergunta? Claro que não. Lembra da parábola do fariseu e do publicano em Lc 18:9, eles se achavam justos? Aprendemos com isso que precisamos tomar o cuidado de não cometer o mesmo erro hoje em dia, achando que somos melhores que o não crente, também somos pecadores, obviamente pecadores arrependidos mas sujeitos ao pecado do mesmo modo. O segundo problema é o da segregação que se dá de forma religiosa, racial e social. Havia uma medida protetiva de Deus para que o povo de Israel não se corrompesse com os costumes pagãos dos outros povos. A interpretação errônea dos judeus sobre o fato de serem “povo de Deus” levou a nação a um comportamento extremista da segregação e impediu que eles mesmos influenciassem positivamente os outros povos. Jesus quebrou esse paradigma comendo com os pecadores. Os judeus procuravam a salvação pela segregação, no entanto, Jesus salva pela graça em meio a comunhão, abertura e inclusão. Como poderíamos segregar se nós mesmos fomos incluídos, enxertados na videira verdadeira, Paulo fala sobre a inclusão em em Rm 9:25,26. Há muitos que se dizem evangélicos com esse pensamento exclusivista, que só eles são salvos, só eles são santos, dizem: esse aqui é irmão e aquele lá é primo… lamentável!

Aplicações

1° O senhor nos chama para segui-lo assim como chamou Mateus. Seguir Jesus não é caminhar atras dele para ver seus milagres e buscar maneiras de criticar suas ações. Seguir é se relacionar com ele, se comprometer com ele, é aprendizado, é discipulado, é um chamado para dar continuidade a sua missão de levar o evangelho as pessoas. Dentro dessa pequena parábola que vimos, onde nos encontramos nela? Somos os pecadores que estão em tratamento, conhecemos o remédio que é o arrependimento e o evangelho, conhecemos o supremo médico Jesus. Vamos deixar outros doentes morrerem? A nossa missão é levar a verdade do tratamento às pessoas, crendo que o Espírito Santo convencerá aqueles que nos ouvem. Lembre-se do que Jesus disse sobre quem põe a mão no arado. Que um dia possamos falar como Paulo falou: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”.

2° Que fazemos parte de uma comunidade inclusiva e não exclusiva. Não devemos ser contaminados com as coisas do mundo, mas devemos influenciar  o mundo positivamente com o evangelho de Jesus. Nós temos que levar o evangelho de Jesus aos nossos familiares, parentes, amigos, colegas de trabalho, faculdade e escola. A igreja não é um clube fechado ou sociedade secreta! Tem pessoas que se convertem e acham que se tornam agentes secretos, se enclausuram, não expõem o evangelho. Temos que fazer como Mateus que, ao se converter, cria oportunidades para que as pessoas ouçam o evangelho, convidando seus amigos publicanos pra comer com ele como uma desculpa para ouvir Jesus. Os amigos de trabalho dele estavam lá, o texto diz que haviam numerosos publicanos, provavelmente os familiares e amigos também estavam. Que façamos o mesmo!

3° Nós, como servos de Jesus, também estamos sujeitos a oposição e críticas. Isso aconteceu com Jesus, aconteceu com os apóstolos e também vai acontecer conosco. A vida do cristão é uma vida intimamente ligada a perseguição, essa é uma verdade clara do evangelho, e essa oposição se dá de várias formas, no oriente ainda há morte, no ocidente a perseguição é crítica, é ideológica. Não deixe que estas críticas impeçam você de levar o evangelho até eles. O que aprendemos em nossa comunidade de fé sobre críticas recebidas? Devemos nos defender? nos justificar? Não! Nunca se defenda! Não se justifique! Não foram os discípulos que responderam as críticas dos fariseus mas foi Jesus. Deixe que Jesus te defenda.

 

 

Mateus 4.18-22 – A vocação dos Discípulos

Esse trecho fala sobre o chamado dos primeiros discípulos e nos indica detalhes interessantes:

  • Este chamado é tão grandioso que se estende até nós nos dias de hoje.
  • Jesus busca as pessoas para acompanha-lo e trabalhar com Ele, ou seja, compartilha a sua missão com a humanidade, isso revela seu desejo de comunhão conosco.
  • Ele vai à busca de simples pescadores, pois o que importa não é o conhecimento cientifico, títulos acadêmicos. Aquele que prega por Jesus não precisa demonstrar nada senão fé, testemunhar a verdade do amor de Deus, a certeza da ressurreição de Cristo.
  • A vocação acontece junto ao mar da galileia, lugar onde o povo da galileia vive e trabalha, o chamado não é feito em um ambiente religioso, mas onde as pessoas vivem a sua vida cotidiana.

Dois aspectos pessoais de Jesus

Primeiro, Jesus chama cada um do seu modo, numa experiência singular com o seus eleitos. Segundo, a simplicidade na pregação de Jesus ao utilizar de situações do cotidiano.


 

Imediatamente

Os discípulos imediatamente o seguiram. Imediatamente é uma palavra chave desse trecho. É um exemplo para nós, porque, hoje em dia muitos crentes procrastinam esse chamado.

SOBRE O CHAMADO

O chamado de Jesus é irresistível e os faz capaz de renunciar a sua família e trabalho para seguir Jesus. Essa ruptura é muito diferente da noção de abandono que vem a nossa mente. Precisamos entender que para servirmos a Jesus não precisamos ser mendigos ou indigentes ou não podemos ter posses, ou até mesmo desfrutar de relacionamentos pessoais de amizade, mas devemos amar a Deus acima de todas as coisas e saber que o maior propósito da nossa vida é cumprir o chamado dele de sermos seus discípulos e pregar o evangelho. Para o Judeu fazer parte de uma família era sinal de prestigio e honra. Precisamos entender que a nossa dependência de Deus precisa ser maior que a nossa dependência econômica e social.

Ser ou não ser, eis a questão…

A grande questão do cristão sempre foi: Qual é o meu chamado, vocação, dom, talento, qual é a minha função no corpo de Cristo, qual é o meu papel no reino de Deus? Ninguém pode escolher ou decidir isso por você. Talvez Deus se antecipe colocando no seu coração tal desejo juntamente dando-lhe a capacitação. Ele vai fazer brotar no seu coração a vontade de servi-lo. O Chamado de Deus não é maçante, pelo contrario, é agradável, te traz paz, jamais ansiedade ou medo.

largar as redes

O que representa as “largar as redes (de pesca)” pra você? Talvez tenha algo que te atrapalhe a seguir a Jesus. Um pecado, um relacionamento, um vício. Pergunte pra você mesmo o que você precisa largar para seguir Jesus e tome uma decisão de coragem hoje para exercer seu ministério.

tá nervoso? vá pescar!

Os pescadores devem ser pacientes e perseverantes ao perceber que o resultado do seu trabalho não corresponde ao esforço empregado. Do mesmo modo vamos enfrentar adversidades em nosso ministério. Precisamos lembrar que fomos vocacionados por Jesus e que Nele o nosso trabalho nunca é em vão.

E eu com isso?

Jesus nos chama para segui-lo, e o chamado dos discípulos é um chamado também a nós que somos seus discípulos. “Seguir” ou “vinde após mim” não significa somente ir atrás de Jesus, mas aceitar a sua doutrina, entregar-se a sua vontade, colaborar com a sua missão, partilhar do seu destino que é a morte e glorificação. E o mais difícil: Renuncia, Negar sua própria vontade para fazer a vontade de Deus.

Os discípulos são chamados para serem pescadores de homens, ou seja, ser pessoas que vão praticar essa atividade missionaria de atrair mais pessoas ao reino de Deus pela pregação do evangelho.

Mateus 2: 1-12 – A visita dos Magos

Mateus 2: 1-12 – A visita dos Magos

É importante prestarmos atenção ao que diz as escrituras para entendermos o que é mito e o que é verdade comparada aos contos populares, que são muitos, e também para não confundirmos personagens, pois há muitos personagens com o mesmo nome.

A história da visita dos magos, por exemplo, é recheada de mitos populares, temos que tomar cuidado de não reforçarmos um mito ou um conto popular que muitos acham que é verdade e realmente não é, o que não seria biblicamente correto.

Herodes, o Grande, não deve ser confundido com o seu filho, Herodes Antipas, que mandou cortar a cabeça de João Batista, o mesmo envolvido com a morte de Jesus.

A visita dos Magos não aconteceu ao mesmo tempo que a visita dos pastores (Lc 2). Jesus era recém-nascido naquela ocasião, estava numa estrebaria. Os magos foram visitar Jesus, talvez até 2 anos mais tarde. A família de Jesus estava numa casa (Mt 2. 11). Tanto que Herodes, sentindo que o seu trono estava ameaçado, mandou matar crianças de até 2 anos, após perguntar para os magos sobre a aparição da estrela (Mt 2:7).

A palavra “Magos” no grego utilizado nesse texto pode significar sacerdotes, astrólogos, astrônomos, sábios (Persas ou Babilônicos).

Apesar da tradição popular os considerarem reis, nada indica que realmente o fossem, nada indica que eram 3 magos, as pessoas parecem que fazem essa ligação por causa dos 3 presentes recebidos, ouro, incenso e mirra, e nada indica que os seus nomes eram Melquior, Baltazar e Gaspar, os estudiosos afirmam estes nomes se originaram de uma lenda surgida no séc. VIII.

Se começarmos a ler o capítulo 2, de forma desapercebida, temos a impressão de que os magos saíram do oriente e foram direto ao palácio de Herodes, mas não foi assim. Eles estavam seguindo pistas da “estrela”, um sinal do nascimento do Messias.

Pelo texto podemos perceber que a chegada dos Magos causou grande alvoroço em Jerusalém. É provável que eles tenham chegado com uma caravana com muitas pessoas porque eles vieram de longe e traziam presentes valiosos. Por isso que não temos certeza de quantos eram, mas é mais provável que eram muitos mais que apenas 3 pessoas.

A respeito da estrela, não sabemos com certeza se era um fenômeno natural ou sobrenatural, mas foi, de fato, um sinal dado por Deus da vinda do messias. Em Lucas 2, na visita dos pastores, aparecem Anjos. É possível que o resplendor da glória desses Anjos possa ter sido interpretado por esses magos como sendo um resplendor de uma estrela.

A visita dos Magos pode representar a salvação universal, pois os mais distantes também procuram a Cristo. O sacrifício de Jesus foi tão completo e perfeito que Ele redimiu e reconciliou não só a nação de Israel, mas também todo o mundo, toda a humanidade, toda a natureza. Jo 1.11,12 – Ele veio para os seus, mas os seus não o receberam, mas a todos quanto o receberam deu-lhes o poder de serem chamados filhos de Deus…

Os que estão próximos não se deixam atingir pelo menino Deus, o messias esperado. Herodes, os escribas e sacerdotes, principalmente as autoridades religiosas deveriam ser os primeiros a identificarem e reconhecerem a Cristo, mas pelo contrário, o rejeitaram e o perseguiram.

(V. 10) Eles se encheram de alegria ao encontrarem. É uma satisfação sem igual quando encontramos Jesus.

Aqueles Magos presentearam Jesus com ouro, mirra e incenso. E nós, o que temos oferecidos a Jesus?

(V. 12) Aqueles Magos foram avisados para que não voltassem pelo mesmo caminho. Uma vez que vemos a Cristo jamais voltamos pelo mesmo caminho, pelo contrario, tomamos outro caminho porque Jesus transforma totalmente as nossas vidas.

Aqueles magos presentearam jesus com ouro, mirra e incenso. Esses presentes podem ser interpretados numa análise cristológica em relação as características de Jesus: O ouro para o Jesus Rei, o incenso para o Jesus Deus e a mirra para o Jesus Salvador que iria entregar a sua própria vida.

Podemos interpretar esses magos e seus presentes como pessoas que talvez nem possuíssem necessariamente muitas riquezas mas que adoraram a Jesus com suas posses. Podemos compará-los conosco hoje, com as nossas atitudes de fiéis seguidores de Jesus. O que tem oferecido, dado ou ofertado ao nosso Senhor e Salvador?

Esse capitulo 2 de mateus que descreve a visita dos reis magos tem um enfoque na realeza de Jesus ao mostrar que Ele nasceu na cidade de Belém de Davi. Por causa da profecia cumprida que diz que de Belém nascerá o guia que apascentara Israel. No capítulo anterior vimos na genealogia que ele é da linhagem de Davi. Alem disso os magos procuravam honrá-lo, renderem adoração, ou seja, reconheceram a divindade de Jesus. Isso remete a uma doutrina importantíssima do cristianismo que é a doutrina da Trindade, pouco ensinada atualmente. Jesus é Deus. Como Paulo afirma aos colossenses em Cl 2:9 “Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade”.

Podemos confirmar a realeza de Jesus na atitude de Herodes, que se sentiu ameaçado vendo em Jesus um possível  concorrente ao seu trono.


Bibliografia:

Os Evangelhos. Versão restauração com comentários de Witness Lee. 1999.

Mário Persona. O Evangelho em 3 minutos. 2013