Pastoral – A respeito da imigração de muçulmanos para o Brasil

PASTORAL
A respeito da imigração de muçulmanos para o Brasil.
 
A despeito de seu contexto há um ditado que diz: “se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé”.
Quero utilizar esse ditado para propor o olhar do Evangelho para essa situação.
São quase dois milhões de candidatos ao discipulado cristão.
Nós, como igreja, ao invés de ter medo devemos enxergar essa grande oportunidade de levar nossa “Rocha ou Montanha” ao mundo muçulmano.
São pessoas que estão fugindo da guerra e do radicalismo religioso.
Estão chegando com esperança de encontrar a paz.
Se o Brasil é do Senhor Jesus, o Rei da Paz, vamos apresenta-lo a esses imigrantes.
Evidentemente virão radicais entre eles, mas perder a vida por amor a Cristo não é novidade para o Cristão.
Oremos irmãos para que a Vale Verde seja instrumento de Deus na vida dessas pessoas.
 
Pr. Anderson de Alvarenga

Mateus 2.16-18 – A matança dos inocentes

A violência contra a criança não é um tema que se limita a Pós-Modernidade. O texto que temos diante de nós hoje é a constatação de que há um plano sistemático de desconstrução da sociedade humana por forças satânicas que tentam deturpar a imagem de Deus. E o que seria mais eficaz nesta empreitada que destruir a infância.

Herodes tem em mente a resolução imediata de seu problema com a execução sumária de uma geração de crianças e busca assim eliminar o risco de uma possível sucessão em seu trono. Ele queria manter seu poder. Herodes buscava entre os meninos, aquele que faria frente e questionaria um sistema altamente corrompido pelo pecado.

Talvez a iniciativa de manutenção do poder hoje não seja tão explícita e localizada a um indivíduo, apesar de que às vezes são noticiadas em nossa sociedade novas versões de tiranos psicopatas com armas nas mãos a entrar pelas casas em busca de meninos de dois anos abaixo, ou em uma versão atualizada, franco atiradores que invadem escolas, shoppings ou cinemas.

A coisa está mais sofisticada. Esse pecado está institucionalizado, ou seja, a própria sociedade se torna ou assume o caráter herodiano e assim multiplica o lamento de mães que perdem seus filhos para a pobreza, miséria e exclusão social.

Somos todos culpados como sociedade pela perda precoce de uma geração de filhos que têm suas vidas sacrificadas para se manter o status quo do palácio de Herodes que continua vivo e reina nas estruturas sociais, políticas e econômicas corrompidas.

Herodes quer destruir futuros homens. Homens são a força de uma nação. Destruir a hombridade é destruir a possibilidade de continuidade social. Esse é um plano bem elaborado por aquele que está por traz da figura de Herodes. É a tentativa de destruir princípios e valores cristãos que mantém a estrutura social de pé.

Herodes continua a matar nossas crianças e a interromper o futuro daqueles que poderiam fazer uma grande diferença em nossa sociedade. Cada vez mais o limite de idade diminui para o alistamento ao tráfico, à prostituição e a todo tipo de morte lenta e dolorosa. A desconstrução da infância é como uma porta aberta aos soldados de Herodes.

Nossas iniciativas político sociais soam apenas como o lamento de Raquel que “chora seus filhos inconsolável, pois já não existem mais”.

A grande notícia é que você como parte da Igreja do Senhor Jesus pode agir. As boas Novas do Evangelho devem ser proclamadas. Os princípios do Reino podem e devem ser compartilhados com as crianças. Nossa sociedade precisa ouvir o que nós como Igreja temos a dizer.

Portanto,

  • Fortaleça seu compromisso com a vida. Diga não ao aborto e a toda forma de violência contra as crianças.
  • Proteja as crianças. Lute contra o acesso cada vez mais precoce de nossas crianças ao sensualismo, à pornografia e a consequente erotização.
  • Invista na nova geração. Apoie entidades e projetos que valorizam a formação espiritual, profissional e cultural de nossas crianças.
  • Denuncie e combata Herodes, ele pode estar mais perto do que você imagina. Procure pelos sinais de seu assédio. Crianças tristes, com marcas físicas, bebês que choram constantemente ao lado de sua casa sem motivo aparente, juniores e adolescentes com comportamento arredio ou sensual. Ore a Deus por libertação e proteção, mas ligue para o Conselho Tutelar e denuncie, mesmo que seja uma suspeita apenas.
  • Finalmente, dê esperança às crianças. Conte a elas que Jesus Cristo as ama e quer ser o Senhor da vida delas.

 

Oração:

Senhor Deus, nós como Igreja do Senhor nos levantamos como quem prevalece contra as portas infernais de Herodes em nossa geração e suplicamos que Teu doce Espírito Santo nos capacite a perceber e cumprir nosso papel. Salve nossas crianças do assédio de Satanás. Feche a boca do dragão que se alimenta da omissão social e desperta nossa sociedade para a proteção do futuro de nossas famílias e nação ao preservar a integridade de nossas crianças. Em nome de Jesus, Amém!

Mateus 1.1-17 – A Genealogia de Jesus

Provavelmente o maior desafio na leitura da Bíblia são as genealogias. Não é uma leitura muito agradável, mas trata-se de um acervo documental de personagens que marcaram a história do povo de Deus e chega até nós como um testemunho de pessoas que compõem uma história que passa a ser a nossa própria história.

Para o povo judeu o memorial familiar é de suma importância, pois representa, entre outras coisas, o direito de posse da terra e de pertencimento ao “povo eleito”. O costume era que o patriarca gravasse o nome de seus antepassados em seu cajado ao lado do nome de seus parentes diretos, costume observado com zelo pelos seus futuros descendentes.

Jesus quando comissionou os setenta os instruiu: “…e a ninguém saudeis pelo caminho. Lc 10:4b”, pois a saudação incluía mencionar os nomes dos parentes de ambos, o que era sinal de boa educação e bons modos sociais. A saudação completa, no entanto levava, às vezes, algumas horas, um tempo precioso do qual os discípulos não dispunham.

A genealogia de Jesus em Mateus está disposta com o propósito de apresentá-lo como Jesus de Nazaré, o Rei Messias da profecia hebraica que por direito divino deveria assumir o governo do povo de Deus. Há, no entanto, um fato a ser destacado na disposição da genealogia de Jesus em Mateus. Ali ocorre o nome de cinco mulheres.

Em nossa reflexão de hoje, ao inaugurar em nossa Igreja, o exercício contínuo da Pregação Expositiva, gostaria de propor um pequeno flash da história de cada uma delas como um link para nosso tema anual: “Sirva a Deus com Integridade”.

– No verso 3, temos Tamar, nora de Judá, que tem uma história dramática que consta em Gênesis no capítulo 38. Ela sugere a nós uma Integridade Dissimulada, pois usou de meios não convencionais para garantir seu direito de Levirato, mas aponta também para a Doutrina da Eleição em Cristo, pois os filhos gêmeos daquela relação vinham a nascer de um modo assombroso. O fato é que Deus intervém soberanamente na história em favor de seus eleitos e curva a história para cumprir seus desígnios eternos.

– No verso 5, temos Raabe, uma prostituta cultual cuja história encontra-se narrada em Josué capítulo 2 e nos sugere uma Integridade Conquistada, pois ao esconder os espiões ali enviados garante através do sinal de um fio de cor vermelha afixado em sua janela, a salvação de sua família. A história de Raabe aponta para nós a Doutrina da Expiação pelo sangue de Cristo.

– Também no verso 5, temos Rute, como exemplo de uma Integridade Fundamentada. Sua história está registrada no livro que leva seu nome e aponta para nós a Doutrina da Redenção, pois em seu amor fundamentado e sua fidelidade à sua sogra Noemi, Rute encontra o favor do Senhor ao ser desposada por Boaz e é assim redimida de sua vergonha e pobreza, o que pavimentou a estrada relacional que levaria ao nascimento de Davi, linhagem real da qual viria o Cristo, o Redentor da humanidade.

-No verso 6, temos a história de Bate-Seba, cujo nome foi omitido por razões óbvias e pertinentes aos fatos que cercam esta triste história da família de Jesus, que aponta para uma Integridade Maculada, pois revela princípios negociados. Esta triste história representa a Doutrina do Pecado ou da Queda, pois o desejo de Davi o leva a cometer pecados terríveis. Porém esta é a nossa história, a história de nossa natureza pecaminosa que gera consequências, mas que fundamentalmente é alvo da Graça Salvadora de Jesus Cristo mediante seu sacrifício vicário na Cruz, que nos promove a vida. Davi, arrependido, encontra em seu filho Salomão, fruto daquela relação, a continuidade de sua linhagem real que traria à existência terrena o Messias esperado.

– Finalmente, no verso 16, temos Maria, uma adolescente que recebera em seu ventre o Sublime Salvador da Humanidade. Sua história nos apresenta uma Integridade Aprovada, e nos remete à Doutrina da Salvação. Isso nos leva à seguinte questão: Quem está pronto para gerar a Salvação? A resposta clara: Aqueles que têm diante de Deus sua integridade aprovada.

Quantas moças naqueles dias sonhavam em ser a mãe do Messias, mas coube a Maria este privilégio. Longe de tentar propor ou defender o Dogma Mariano, quero apenas trazer à nossa memória as lições da obediência e temor a Deus que esta menina demonstrava através de sua vida.

A Bíblia está repleta de homens e mulheres fantásticos que em seus sucessos e fracassos nos apontam a realidade de nossa própria história. Mas coube a essas mulheres aqui visitadas em particular, o papel de nos ensinar que Deus caminha conosco em nossa história, que Ele se interessa por cada um de nós como indivíduos, que Ele não leva em conta o tempo da ignorância, que Ele é misericordioso e Ele fará cumprir todos os seus propósitos a despeito de nossas contingências.

Oração:

Senhor Deus, não permita que nossa integridade seja marcada negativamente por nossa velha natureza. Faze-nos dar continuidade à geração daqueles que vivem a Tua Graça e permita-nos gerar a Jesus Cristo. Amém!

 

ESTUDOS DIRIGIDOS 51 – 13° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 6:10 A Oração Dominical “Portanto, vós orareis assim:…”

ESTUDOS DIRIGIDOS 51

13° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 6:10

A Oração Dominical “Portanto, vós orareis assim:…”

INTRODUÇÃO: O Reino de Deus é uma realidade atemporal (Mt 25:34). Patriarcas e Profetas, os Heróis da Fé, os discípulos de Jesus, os Mártires da História do Cristianismo e cada crente que professou, professa ou professará sua fé em Cristo Jesus estão listados entre os milhares de milhares chamados cidadãos do Reino de Deus.    .

PARA REFLETIR: O Reino de Deus é uma sociedade, na Terra, onde a vontade de Deus se faz de maneira tão perfeita como no céu. Estar no Reino é obedecer a vontade de Deus. Percebemos que o Reino de Deus não diz respeito a nações, reinos ou países deste mundo. É uma realidade que tem a ver com cada um de nós. O Reino é mais pessoal que local. É mais interior que exterior. O Reino exige a submissão de minhas vontades, de meu modo de vida e de meu coração à vontade soberana e perfeita de Deus. É aceitar essa vontade e dizer a respeito dela: “seja feita a Tua Vontade” com confiança, alegria e gratidão. Do ponto de vista histórico, no entanto, é uma realidade incompleta. Pois o Reino “já” é uma realidade desde a fundação do mundo, mas “ainda não” plena, pois sua consumação é ainda um fato futuro, algo pelo qual devemos orar. Desse modo, já desfrutamos pela Fé em Cristo do pertencimento ao Reino de Deus, mas em contrapartida estamos todos no processo de trazer o Reino de Deus a essa terra por meio da pregação e vivência do Evangelho.

NA PRÁTICA: Pode-se dizer: “Seja feita a Tua vontade” em tom de derrotada, resignação ou ressentimento, pois não nos resta outra alternativa. Mas também se pode dizer “Seja feita a Tua vontade” em perfeito amor e confiança, pois o cristão pode estar totalmente seguro a respeito da sabedoria e do amor de Deus. Deus é o especialista em tudo o que concerne à vida. Como o apóstolo Paulo afirma: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Romanos 8:32). Ninguém pode contemplar a cruz e duvidar do amor de Deus, e quando temos a certeza do amor de Deus, é fácil dizer: “Seja feita a Tua vontade.”

ESTUDOS DIRIGIDOS 50 – 12° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 6:9 A Oração Dominical “Portanto, vós orareis assim:…”

ESTUDOS DIRIGIDOS 50

12° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 6:9

A Oração Dominical “Portanto, vós orareis assim:…”

INTRODUÇÃO: O Pai Nosso é uma oração que Jesus ensinou em resposta ao pedido de um de Seus discípulos (Lc 11:1). Somente um discípulo de Jesus Cristo pode refletir suas palavras, ou seja, somente se pode orar o Pai Nosso quando aquele que ora sabe o significado do que está dizendo e ninguém pode saber o significado de Suas palavras se não for transformado em um filho de Deus. A partir de hoje, veremos ponto a ponto os detalhes dessa oração modelo. “Portanto, vós orareis assim:…”

PARA REFLETIR: Nunca antes alguém havia ousado chamar a Deus de Pai, Jesus o Filho de Deus o faz com total e irrestrita legitimidade. Além disso, para Jesus, Deus não é apenas Seu Pai, mas é o Pai Nosso. Jesus nos convida à comunhão e a aceitarmos a realidade de Seu serviço, que nos torna filhos amados do Pai que está nos céus. Jesus cria a ponte relacional que nos aproxima de uma realidade totalmente exterior a nós, em Cristo fomos reintroduzidos à paternidade do Deus Santo, que cria uma nova família, a família da Fé. Jesus nos ensina nesse primeiro verso, que essa comunidade de filhos deve santificar o Nome do Pai. Santificar o Nome implica em viver de tal maneira que a santidade de Deus se manifeste através de Seus filhos, as atitudes daqueles que chamam a Deus de Pai devem revelar Seu Santo caráter, natureza e personalidade.

NA PRÁTICA: Cristo nos torna filhos de Deus (Gl 4:4,5 e Gl 3:26). Cristo nos dá o direito de sermos filhos de Deus (João 1:12,13). Deus em Cristo nos acolheu (II Co 6:18; Ef 1:5). Seja, portanto, um filho grato, sincero e obediente (Fl 2:15 e Ef 5:1). Mergulhe na realidade do amor reconciliador de Deus (I Jo 3:1,2). Aguarde com fé e esperança na promessa de Deus (Ap 21:7).

ESTUDOS DIRIGIDOS 49 -11° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 6: 5-8

ESTUDOS DIRIGIDOS 49

11° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 6: 5-8

 

INTRODUÇÃO: Esforçarmo-nos para andar em santidade de vida é a nossa parte na obra da salvação. A oração é prática fundamental da justiça e a esse respeito Jesus nos ensina duas lições: 1) Evitar a hipocrisia: Jesus não está condenando a oração pública, e sim, a atitude de espetáculo, Deus conhece os corações. Uma oração formal ou que não procede de um coração quebrantado e contrito é detestável aos ouvidos de Deus. 2) Evitar a ostentação: Nenhum povo tratou a oração com tanta prioridade quanto os Judeus, contudo, a oração converteu-se em uma fórmula. Havia práticas diárias obrigatórias, como a repetição de sua confissão de fé. As vãs repetições a que Jesus se refere tornaram-se motivo de orgulho e ostentação, eram orações elaboradas e intermináveis feitas especialmente por religiosos, com a intenção de chamar atenção para si e capitalizar a admiração dos homens.

PARA REFLETIR: O Senhor nos ensina que, ao orar, o nosso objetivo principal é estar a sós com Deus, que o ideal, de fato é que tenhamos um lugar tranquilo e um tempo de prioridade para nossos momentos de oração. Jesus fazia assim constantemente, Ele se afastava dos Seus discípulos para ficar a sós com Deus. Evidentemente o importante para Deus não é o local, e sim a natureza dos motivos e o estado do nosso coração. Os rabinos afirmavam: “Aquele que ora em sua casa, é rodeado por um muro que é mais forte que o ferro.”

NA PRÁTICA: Ore com fé Leia Mt 21:22. Ore sem cessar Leia I Tes 5:17.  Não seja repetitivo Leia Mt 6:7,8. Não guarde mágoas para que sua oração não seja impedida Leia I Tm 2:8 e I Pe 3:7.  Insista em oração Leia Mt 7:7,8. Ore sempre em nome de Jesus Leia Jo 14:13,14. Oremos ao Senhor sabendo que cada um, ao orar, estabelece um canal de comunicação com o nosso Deus, que ouvirá e responderá a cada oração de acordo com a Sua soberana vontade.

ESTUDOS DIRIGIDOS 48-10° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE- TEXTO BASE: MATEUS 6: 2-4

ESTUDOS DIRIGIDOS 48

10° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE- TEXTO BASE: MATEUS 6: 2-4

 

INTRODUÇÃO: Dar esmolas é uma prática da justiça inerente à fé judaica nos dias de Jesus. Ele, no entanto, faz um forte apelo a discrição, à modéstia, à sobriedade e à sensatez religiosa. Alguns ricos e religiosos hipócritas dessa época procuravam capitalizar a admiração e assim, receber louvor dos demais. Jesus propõe a desafetação, despretensão e a espontaneidade no ato de atender ao necessitado e aconselha a dar a esmola em segredo, para que apenas Deus seja testemunha da generosidade.

PARA REFLETIR: Jesus expõe uma maneira para se conter o perigo da auto glorificação, o Senhor não condena o fato de ajudar alguém nas “sinagogas” ou “ruas”, lugares onde pobres e mendigos frequentavam para obter ajuda. Leia Jo 9:1,8 e At 3:2,  Jesus condena as atitudes daqueles que se aproveitam da visibilidade desses lugares e situações para obter glória própria. Os cidadãos do reino dos céus não buscam simples reputação de piedade, mas sim, um caráter verdadeiramente piedoso, cheio de compaixão e amor para com o necessitado.

NA PRÁTICA: Jesus ensina a não sair por aí contando suas virtudes, Ele rejeita as motivações daqueles que usam da sutileza de suas ações para ganhar a admiração e glória dos homens. Um dos grandes males de nossos dias no meio cristão é o narcisismo e uma de suas expressões práticas é o protagonismo, ou seja, a necessidade de colocar as ações em evidência. Para nós cristãos, no entanto, tudo o que fazemos deve resultar em glória a Deus. Devemos nos lembrar da Síndrome de Lúcifer: a tentativa de usurpação da Glória de Deus gera soberba, corrupção e consequente, queda. Leia Is 42:8. Seja generoso pelo motivo correto, leia II Co 9:6,7. Seja sempre generoso com o necessitado, leia  Pv 11:25.  Faça de sua generosidade um culto a Jesus, leia Mt 10:42.

ESTUDOS DIRIGIDOS 47 – 9° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 6: 1

ESTUDOS DIRIGIDOS 47

9° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 6: 1

INTRODUÇÃO: O verso de nossa reflexão hoje introduz as instruções de Jesus a respeito da prática da justiça. Dar esmolas, fazer orações e jejuar são práticas daqueles que querem vencer a avareza, manter um relacionamento dialogal com Deus, estar mais sensíveis e dependentes d’Ele. O alerta de Jesus, no entanto, é que essas práticas devem estar dissociadas do orgulho, da vaidade pessoal e da necessidade de receber aprovação ou admiração dos homens.    

 

PARA REFLETIR: Nós humanos somos tão maliciosos que nos servimos até das melhores práticas, intenções para capitalizar a admiração e o aplauso dos demais. Em nossa igreja adotamos os cinco votos propostos por A.W. Tozer, como um norte para nossas práticas. A esse respeito Tozer propõe em seu quinto voto: “nunca aceite qualquer glória”. As mais generosas esmolas ou ofertas podem andar de mãos dadas com a pior forma do egoísmo. O rosto pode estampar a prontidão para o arrependimento, porém o coração pode estar orgulhoso de si mesmo. A oração não pode ser feita como um ato que nos confere méritos, mas sim, um ato da humilde, apresentação de nossas necessidades ao Pai celestial e isso no segredo de nosso quarto.

NA PRÁTICA: “A humildade e não o orgulho é a base da comunhão com Deus.” Leia Mt 11:29. O culto não é feito para impressionar as pessoas. Leia Rm 12:1. Os dons e talentos não são para evidenciar o indivíduo. Leia Rm 12:3. Tudo o que ocorre na prática da vida Cristã deve ser feito para a Glória de Deus. Leia Col 3:17. Não dê aos desejos do seu coração a glória devida a Deus. Leia I Pe 2:1,2. Abandone o materialismo e o mundanismo. Leia Sl 15:1-5. Aprenda a lidar com a admiração, os elogios, não receba e nem transfira glória. Leia Sl 115:1. Não seja um bajulador, não esteja entre os bajuladores, não dê ouvidos a um bajulador.  Leia Rm 16:17,18. Tenha intimidade com Deus. Leia Jr 33:3 e  Mt 6:6.

ESTUDOS DIRIGIDOS 46 – 8° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 5: 43-48

ESTUDOS DIRIGIDOS 46

8° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 5: 43-48

INTRODUÇÃO: Você não é obrigado a gostar ou a admirar a absolutamente ninguém, mas você tem a obrigação Cristã de AMAR a todos. Ao corrigir os princípios distorcidos da tradição dos anciãos, Jesus ordena a AMAR e ORAR pelos inimigos e perseguidores, Ele nos exorta que respondamos ao ódio com amor. Amar é querer o bem, ajudar, reconhecer que todas as pessoas, não só os amigos, são objeto do Amor de Deus. Esse é o amor perfeito que provém de um Deus perfeito, que supera o ódio natural que deveríamos sentir pelos nossos inimigos. Essa situação nos ajuda a entender e ver no amor aos adversários, uma das características mais peculiares aos discípulos de Cristo. Amar assim é condição para ser considerado filho do Pai Celeste.

PARA REFLETIR: Essas palavras contundentes de Jesus revelam duas formas de se viver: A primeira é a dos que se comportam naturalmente, que agem em relação aos outros em função da maneira como eles os tratam, sua reação é de fato uma reação. O segundo modo de viver não põe em primeiro lugar um grupo de homens, mas sim o próprio Deus. Deus não reage de acordo com a maneira como O tratamos; ao contrário, “Ele é bom até para os ingratos e os maus” Leia Lc 6:35. Jesus ensina que Deus não se deixa condicionar pela maldade, Ele sempre está pronto a perdoar. O grande desafio do Evangelho é que devemos agir como Deus age. Leia Lc 6:36. É impossível a nós, por nossas próprias forças, cultivar um amor assim. Nenhuma ordem exterior torna isso possível, só a presença de Cristo que é o amor divino em pessoa.

NA PRÁTICA: Seja um filho do Pai Celeste. Produza frutos da Justiça Divina, ande, pense e aja como um filho de Deus. Não reaja às pessoas, mas aja segundo o Espírito Santo que habita em você, cultive o fruto do Espírito. Leia Gl 5:22,23. ““Seja” perfeito como perfeito é o vosso Pai Celestial”. A ideia aqui não é oferecer uma aparência de perfeição aos homens, algo que seria hipocrisia uma vez que somos pecadores e maus por natureza. A ideia é estar aberto ao aperfeiçoamento operado pelo Espírito Santo em nossa jornada Cristã. Leia I Pe 1:15,16. Nesse sentido o ser humano não é perfeito, mas perfectível, ou seja, é um ser aberto à ação transformadora de alguém maior que ele, exterior a ele. “Ser espiritual é cada vez mais ser humano” e nesse sentido nossa real humanidade está em Cristo.  

ESTUDOS DIRIGIDOS 45 – 7° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 5: 38-42

ESTUDOS DIRIGIDOS 45

7° ESTUDO – SÉRIE: SERMÃO DO MONTE – TEXTO BASE: MATEUS 5: 38-42

INTRODUÇÃO: Jesus faz referência à Lei do Talião: “Ouvistes o que foi dito: Olho por olho, dente por dente”, a lei registrada de forma escrita mais antiga da história da humanidade que, em um primeiro momento parece alimentar um sentimento de vingança. Mas como afirma Dr Shedd: “A intenção dessa lei era de controlar a vingança da pessoa lesada, não podendo ultrapassar a simples retribuição justa e exata”. Jesus, porém, amplia esse sentido e ensina a seus discípulos que o amor deve ir além da justiça, que a retribuição mesmo que justa deve ser substituída por atos de amor, perdão, resignação, mansidão e longanimidade.

 

PARA REFLETIR: Jesus nos ensina que o amor deve se opor ao ódio e esse princípio está registrado em todo o Novo Testamento. Essa nova maneira de olhar o mundo e se relacionar com o outro inaugura a prática do Evangelho. É verdade que não será sem esforço, perdas e muita resignação que cumpriremos o que Jesus nos ordenou. A própria natureza humana nos obriga por ação a retaliar, revidar, vingar e retribuir. As palavras de Jesus, no entanto nos fazem lembrar e perceber que enquanto estivermos mortos em nossos delitos e pecados não cumpriremos essa tarefa que exige a morte do eu, um novo nascimento e uma vida cheia do Espírito Santo. Muitos de nós, crentes há tempos, não entendemos o que Jesus quis dizer sobre “Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para as vossas almas. Mateus 11:29”  Tomar o jugo significa andar, agir e reagir como Jesus faria.

NA PRÁTICA: Ame sinceramente. Leia Rm12:9-10. Não se vingue. Leia Rm 12:19. Resolva as demandas contra um irmão na fé dentro do contexto da disciplina Cristã da Igreja. Leia I Co 6:1-6. Sofra o dano. Leia I Co 6:7. Não deixe o “velho homem” ressuscitar. Leia Rm 6:12-14. Enchei-vos do Espírito Santo. Leia Ef 5:18. Embriagar-se da discórdia, dissolução, intriga, fofoca, imoralidade e falta de comunhão no ambiente cristão é uma forte evidência de que o crente não reflete na prática o aprendizado do Evangelho. Um crente cheio do Espírito Santo não se envolve em tais coisas.