Soli Deo Glória – Somente a Deus Glória

Soli Deo Glória – Romanos 11:33-36

Como já vimos, os Solas são slogans, para se usar um termo mais contemporâneo, que formam a base dos princípios da Reforma Protestante. Apontam para princípios bíblicos e fomentam a reflexão doutrinária. Contudo é necessário alertar que “os Solas” apontam como símbolo, mas não substituem a reflexão e a leitura devocional das Escrituras.

Em nossa última reflexão sobre os Solas estudaremos brevemente  o: “Soli Deo Gloria” que vem responder às perguntas: Qual é o sentido da vida? Qual é a finalidade da vida? De fato, a primeira pergunta do Grande Catecismo de Westminster é: Qual é o fim principal do Homem? Que trás como resposta: o fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e alegrar-se n’Ele para sempre.

Portanto, a Criação está a serviço da Glória de Deus e o Ser Humano foi também criado para louvor, honra e a Glória de Deus. Há, no entanto  um problema, pois toda a Criação está plenamente completa, adequada, apropriada e adaptada perfeitamente ao seu propósito de trazer Glória, honra e Louvor ao Criador, exceto o ser humano.

O homem é a única criatura que Deus fez cujo ser não está em si mesmo, e que por si mesmo não é nada. A ‘canicidade’ do cão está no cão, mas a ‘humanidade’ do homem não está no homem. Está na sua relação com Deus. O homem é homem porque reflete Deus, e somente quando ele assim o faz.[i]

Ou seja, nossa real humanidade se encontra em Cristo, e n’Ele e apenas n’Ele encontramos respaldo, legitimidade e eficácia em cumprir o propósito para o qual fomos criados.

O texto base de nossa reflexão é sem duvida uma das mais lindas doxologias encrustradas nas Escrituras. Ela é um pensamento elevado, uma conclusão poética composta pelo Apóstolo Paulo em resposta ao debate teológico que ocorre, sobretudo no capítulo 9 da carta aos Romanos.

Paulo finaliza seu debate e chega a uma razão ou conclusão teológica sobre o poder, as prerrogativas e a soberania de Deus. Evidentemente qualquer proximidade que nos leve a encontrar tais elementos só poderia resultar em glorificação, reconhecimento e submissão a Deus.

Destacam-se três pilares nas palavras de glorificação de Paulo:

  • Nos versos 33 e 34 há o reconhecimento de que Deus será sempre mais sublime. Deus constitui-se em inexaurível plenitude, inesgotável sabedoria e em contínuo mistério revelado graciosamente e relacionalmente na pessoa de Cristo. Deus está além de qualquer concepção humana, filosófica, sociológica, ideológica, antropológica ou política.
  • No Verso 35 há o reconhecimento da justiça divina. Deus é Justo e Fiel aos seus decretos. Deus não deve nada a ninguém e por sua vez ninguém tem créditos com Deus. Ninguém pode cobrar ou questionar a Deus sobre coisa alguma. No entanto Deus sempre age em amor e sua misericórdia e compaixão se antecipam à sua ira. Contudo, é prerrogativa divina escolher e rejeitar, levantar e abater, salvar ou condenar.
  • O verso 36 finaliza com o reconhecimento da suficiência divina. Tudo se inicia n”Ele e n’Ele tem seu fim derradeiro. Tudo que ele faz, trás finalmente Glória a Seu Santo Nome. Ele faz vasos para honra e vasos para desonra e ambos trarão a seu tempo e propósito Glória e Majestade a Ele. Afinal, Deus se utiliza das contingências humanas para se fazer cumprir seus desígnios eternos e assim ser glorificado.

Ao contemplarmos os pilares da Sublimidade, Justiça e Suficiência divinos resta-nos a glorificação, reconhecimento e submissão total a Ele. Na realidade as doutrinas da Eleição e Predestinação debatidas em Romanos por Paulo e concluídas com sublime exaltação em sua doxologia, exaltam a Deus de tal forma que não sobra espaço para homem.

Em tempos de antropocentrismo explícito, “Soli Deo Glória” resgata a premissa de que somos feitos para a Glória de Deus de tal modo que nada de nós e tudo d’Ele deve ser objeto de nosso reconhecimento.

Na prática, Soli Deo Glória deve partir de uma vida centrada em Cristo, de uma kenosis ou esvaziamento do homem natural para que se manifeste o homem espiritual, da rejeição consciente e constante dos ídolos e da idolatria. Na realidade, o maior nível de idolatria, depravação e desobediência relatados em Romanos capítulo 1, se deve ao fato de seus efeitos serem causados pelo não cumprimento da finalidade humana. São resultados de não se dar Glória a Deus.

Uma sociedade que não dá a Glória devida a Deus se destrói, uma família que não dá a Glória devida a Deus se desestrutura, um ser humano que não dá a Glória devida a Deus se deteriora e se dissolve em desumanidade.

Em Cristo,


Pr. Anderson de Alvarenga

Referencia

[i] Daniel Thambyrajah Niles – Studies in Genesis – 1958

Sola Scriptura – Somente a Escritura

Introdução

Sola Scriptura = Somente a Escritura

Esse conceito foi primordial na reforma protestante.

*Contexto do surgimento do conceito Sola Scriptura:

Em 1520, o papa Leão X, incomodado, escreveu um documento exigindo a retratação de Lutero, sob pena de sua excomunhão. Em praça pública, Lutero respondeu ateando fogo ao documento do papa. Lutero foi convocado a se retratar. Quando Lutero chegou à assembleia, conhecida como Dieta de Worms, havia exposto numa mesa as suas obras, então representantes do papa perguntaram para ele se ele concordava com o conteúdo que ali estava escrito ou se ele queria se retratar.

Lutero respondeu, literalmente, “A menos que eu seja convencido pelas escrituras, (visto que não creio no papa, nem nos concílios; é evidente que todos eles frequentemente erram e se contradizem); estou conquistado pela Santa Escritura citada por mim, minha consciência está cativa à Palavra de Deus: não posso e não me retratarei, pois é inseguro e perigoso fazer algo contra a consciência. Esta é a minha posição. Não posso agir de outra maneira. Que Deus me ajude. Amém!”.

Essa resposta de Lutero aos seus inquisidores estava baseada nessa frase que está bem no centro da sua resposta:        “a menos que eu seja convencido pelas escrituras, eu não me retratarei.”. Ou seja, Lutero estava dizendo que a base para as teses, que ele havia pregado na porta da igreja de Wittenberg, a base para as ideias que ele estava trazendo, era nada menos do que as Escrituras Sagradas, e que ele estava disposto a morrer declarando e afirmando aquilo que ele já havia publicado, porque estava convencido das escrituras de que aquelas declarações eram verdadeiras, e a não ser que convencesse pelas próprias Escrituras de que ele estava errado, ele não haveria de se retratar e realmente não se retratou.

Como podemos ver somente a Igreja Católica tinha acesso às escrituras e ela mesmo a interpretava de uma maneira que a favorecia, porém, os seus fiéis não tinham acesso as escrituras sagradas, o que facilitava a manipulação. Por causa disso, o povo não conhecia, de verdade, a revelação de Deus para eles, até porque eles, antes de Lutero se pronunciar, não sabiam que a salvação era pela Graça, e sim se dava pela compra de um papel.

Graças à reforma protestante, a Escritura está disponível a todos nós. Com isso, podemos ter um acesso direto à vontade de Deus e os seus ensinamentos para a nossa vida.

Por isso, nós sabemos que Nela encontra-se toda a vontade de Deus, todo o seu plano e todo um modo de vida que nos torna simples como Jesus.

Com isso, entendemos que a BÍBLIA é completa, verdadeira e dotada de autoridade.

SOLA SCRIPTURA é a única forma de evitar que a subjetividade tire a prioridade dos ensinamentos bíblicos.

A essência da SOLA SCRIPTURA é basear sua vida espiritual somente na BÍBLIA e rejeitar qualquer tradição ou ensino que não esteja em completa concordância com a PALAVRA DE DEUS.

SOLA SCRIPTURA não torna nulo o conceito das tradições da igreja. Mas ao contrário, sola scriptura nos dá um sólido alicerce no qual podemos basear as tradições.

As tradições têm um papel importante em tornar clara a doutrina cristã, e organizar a prática cristã. Mas tem um PROBLEMA, que aconteceu com a Igreja Católica.

O PROBLEMA foi que a igreja priorizou as tradições, as decisões, as bulas e os enunciados papais, e esqueceu-se totalmente das Escrituras Sagradas. E conseguimos perceber isso, pois a igreja vendia indulgências aos seus fiéis como forma de perdoar os pecados, garantir e ter a salvação.

Mas pelas ESCRITURAS SAGRADAS, nós sabemos que isso não é verdade. Nós não conseguimos a salvação por meio de esforços humanos, e sim vem do próprio Deus por meio da Graça.

“Porque pela GRAÇA SOIS SALVOS, por meio da fé; e isto não vem de vós, É DOM DE DEUS”. Efésios 2.8

Por causa disso, Lutero incomodado com a atitude da Igreja fez 95 teses e fixou na porta da igreja de Wittenberg, as quais a base para toda a formulação era a própria Escritura Sagrada.

Aceitando esse princípio das ESCRITURAS, foi que Lutero deduziu e afirmou que a salvação é somente pela graça, somente pela fé na pessoa e obra de Cristo redundando em Glória somente a Deus.

SOLA SCRIPTURA resgata o que Deus nos revelou em Sua Palavra. (já que o povo não tinha acesso à bíblia)

Então, podemos concluir que a SOLA SCRIPTURA é à base dos outros solas, e só podemos afirmar os outros se estivermos conscientes desse princípio fundamental.

E é por isso que nós, cristãos, devemos sempre consultar a SOLA SCRIPTURA, a excelente e confiável palavra de Deus, como a única base sólida para fé e prática.

O Tempo Humano

2 Timóteo 4.3-4

Nesta carta escrita por Paulo a Timóteo, ele aborda exatamente o que estamos vivendo nesses tempos. No versículo 3 está escrito assim: “Pois vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E arranjarão uma porção de mestres, que vão dizer a elas o que elas querem ouvir.”

Vivemos numa época de distância do alto conceito de Deus e em um mundo cheio de reivindicações de verdades concorrentes.

  • Você já reparou como as pessoas, em geral, têm tratado a Escritura nos tempos pós-modernos em que vivemos?

Todos os dias somos bombardeados com declarações de que uma coisa é verdadeira e a outra, falsa. Dizem-nos no que acreditar e no que não acreditar. Pedem-nos que nos comportemos de um jeito ao invés de outro.

Atualmente, a sociedade está muito mais do que individualista! Estão atrás do que as agradam, dos seus “direitos”, mas pouco importa com o que realmente é necessário. A sociedade encontra-se assim, pois o homem sempre quis buscar seus desejos, e tudo o que fosse contra ou o repreendesse, ele se revoltava. As pessoas hoje não querem ouvir um NÃO, não querem ouvir opiniões ou até mesmo verdades que divergem dos seus preceitos.

Há alguns grupos sociais que, para terem certa legitimidade na sociedade, fazem de tudo para “serem ouvidas”, mas não aceitam opiniões diversas. E muita das vezes essas opiniões diversas são as Escrituras Sagradas.

Quando a Escritura diz alguma coisa com a qual não concordam, as pessoas simplesmente dizem que os tempos mudaram. Que agora tudo é diferente é uma sociedade diferente que não tem que se pautar num livro antigo e que não são todas as pessoas que creiam nele e tals.

Um exemplo disso é a clemência para um novo formato da família brasileira, ou a aceitação da questão de gêneros. Várias coisas que, na própria Escritura são consideradas pecado, o mundo fala que não tem nada disso, querendo invalidar a escritura que é o produto da revelação de Deus para nós.

À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência (destaque), a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento.

Todas as pessoas precisam de algum tipo de norma, padrão ou critério ao qual possam recorrer e basearem seus pensamentos e ideais. Em outras palavras, precisamos de uma autoridade máxima. Algumas pessoas recorrem à razão e à lógica para julgar essas alegações de verdade concorrentes. Outras recorrem ao senso de experiência. Outros recorrem a si mesmos e ao seu próprio senso subjetivo das coisas.

Embora haja alguma verdade em cada uma dessas abordagens, os cristãos devem rejeitar todas elas como o padrão definitivo para o conhecimento. E em vez disso, o povo de Deus tem que afirmar universalmente que há apenas uma coisa que pode legitimamente funcionar como o padrão supremo: a Palavra de Deus. Não pode haver nenhuma autoridade maior que o próprio Deus.

  • Porque SOLA SCRIPTURA é a única base sólida para a fé e prática de um cristão.

Considerando e afirmando que SOMENTE A ESCRITURA é a única base sólida para a fé e prática de um cristão, entende-se que há um valor significativo nas escrituras sagradas. E vemos isso na segunda carta de Paulo a Timóteo.

2 Timóteo 3.16-17

Primeira informação: Inspiração divina

A Bíblia é inspirada por Deus.

É o recurso deixado pelo Senhor para que pudéssemos conhecer a sua vontade de modo objetivo.

Quando a lemos, o Espírito Santo nos ilumina para entendê-la, fala ao nosso coração e revela a Sua vontade.

A Escritura é à base do nosso conhecimento a respeito de Deus.

“A Bíblia fala no tom de voz do próprio Deus”.

Esse princípio divino precisa ser bem claro em nossa vivência cristã.

Não somos uma comunidade vivendo sob suas próprias regras, mas uma comunidade de Deus vivendo sob as regras de Deus através da Bíblia.

Para o cristão, principalmente, a Palavra de Deus é como o combustível de um carro de corrida, a máquina pode até ser potente, todavia a falta de combustível não levará esse carro a lugar nenhum. E assim tem acontecido na vida de muitas pessoas, embora tenham um livro tão importante, não conseguem ir a lugar nenhum porque desprezam a Palavra de Deus.

A Bíblia tem utilidade. Pense nela como uma caixa de ferramentas, a qual não possui somente uma ferramenta para um trabalho específico, e sim há varias ferramentas com funções diferentes: conforta, constrange, corrige, exorta, conta histórias verídicas, apresenta o plano de salvação.

Enfim, a bíblia é um manual de vida na qual temos tudo que precisamos que Deus julga ser necessário para nossa caminhada aqui nesta terra.

Mateus 4.4

“Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus”.

Há tantas coisas maravilhosas que somente a escritura proporciona, porque a cada dia devemos reconhecer que a base de todo o nosso conhecimento sobre Deus, ou sobre nossa missão, ou sobre o plano, está contido neste livro sagrado.

O teólogo suíço, Karl Barth dizia:

“Deus se revela de três formas: de forma suprema, em Cristo; de forma geral, pela Bíblia; e de forma direta, através da pregação baseada na Bíblia, a Palavra de Deus”. De modo simplificado: Sem Bíblia não há cristianismo genuíno!

 Segunda informação: A Bíblia é de fato proveitosa e útil.

Para quê ela é útil?

Ensinar, Repreender, Corrigir, Educar na Justiça e Aperfeiçoar o Homem.

  • Útil para Ensinar

Isto é especialmente importante já que em relação a Deus, as pessoas tendem a seguir os ensinamentos de suas tradições ou os ensinamentos que a sociedade considera como “a fonte correta de informação”.

A Bíblia é dotada de ensinamentos que, para um cristão, são essenciais para a sua caminhada aqui na Terra.

Devido a essa importância, nós devemos são só ouvir e ler a bíblia, mas colocar em prática o que Jesus tem nos ensinado.

A Bíblia é a base para todas as pregações feitas aqui na Igreja, e há cada uma delas conseguimos obter aplicações para as nossas vidas.

Exemplo: a obediência em Deus, a salvação pela Graça, prática das boas obras, como orar e jejuar,

“Há vários exemplos de ensino na Bíblia conhecidos como ‘as parábolas”. (do semeador, do joio, do Gao de mostarda, do fermento, assim por diante).

**Mas hoje nós vamos ver um pequeno versículo, mas que traz um grande ensinamento para as nossas vidas como discípulos de Cristo.

Mateus 16.24

** Negar a si mesmo é renunciar todo a nossa vontade, todo o nosso ser, e nos entregar totalmente a Ele, para que a vontade Dele aja em nós.

** Seguir a Jesus é andar no mesmo caminho que Ele andou em toda a sua boa maneira de viver. Ter a mesma humildade de Cristo, andar em santidade como Ele andou, guardando os seus mandamentos fazendo a vontade do Pai.

Oferecer o outro lado da face, perdoar, amar os vossos inimigos, bendizer os que vos maldizem, fazer bem aos que vos odeiam e orar pelos que vos maltratam e vos perseguem.

Ser humilde, andar na fé, na caridade, no amor ao próximo, ter coragem de dar a tua vida, por aquele que, primeiro deu a sua por você.

**A Bíblia nos ensina como caminhar na santidade e prosseguir para o nosso alvo que é Jesus.

  • Repreender / Corrigir

 Mateus 15.1-9

Hipócritas! Isaías estava certo quando disse a respeito de vocês o seguinte: “Deus disse: Este povo com a sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe de mim. A adoração deste povo é inútil, pois eles ensinam leis humanas como se fossem mandamentos de Deus”. (7-9)

** Jesus repreende e corrige os fariseus e escribas, pois eles estavam ensinando doutrinas baseadas em preceitos humanos e não nas escrituras. Jesus quer que nós sejamos imitadores Dele, mas por completo e de verdade, não como os fariseus e escribas. Jesus quer que as Escrituras Sagradas sejam à base da nossa vida e do nosso ministério aqui na Terra.

** A Bíblia é dotada de mandamentos e regras de vida, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões nas igrejas precisam ser exposições da Bíblia e de seu ensino, e não pregações baseadas no próprio homem e em suas tradições/culturas. Por isso, é importantíssimo analisarmos a nossa vida e saber se o que estamos procurando é a glória dos homens ou a glória Divina, e se alguma tradição humana está tomando o lugar da lei de Deus em nossas vidas e na Igreja.

  • Formar na Justiça

 Romanos 2.13

 “Porque não são os que ouvem a Lei que são justos aos olhos de Deus; mas os que obedecem à Lei, estes serão declarados justos”.

Miquéias 6.8: “Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus.

** A Formação na Justiça nada mais é do que a própria prática da palavra de Deus. É você OUVIR, PRATICAR E FRUTIFICAR.

** Formar na justiça exige obediência e a prática do bem.

Tito 2.7-9

 “Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras. Em seu ensino, mostre integridade e seriedade; use linguagem sadia, contra a qual nada se possa dizer, para que aqueles que se opõem a você fiquem envergonhados por não poderem falar mal de nós. Ensine os escravos a se submeterem em tudo a seus senhores, a procurarem agradá-los, a não serem respondões.”

** Quem é seguidor de Jesus deve ser um “fazedor do bem”. Jesus nos resgatou para sermos novas criaturas, pessoas de paz que são sal e luz para este mundo em trevas.

 1 Pedro 3.11 “Aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la”.

  • Para Aperfeiçoar e Habilitar o Homem Para Toda Boa Obra

 1 Timóteo 5.10  

** As boas obras são o resultado e não a causa da salvação.

As boas obras que estão aqui não são boas obras que VOCÊ “preparou” para Deus.

Para Deus as únicas obras que são verdadeiramente boas são as boas obras que DEUS preparou de antemão “para que andássemos nelas.”

Para estar preparado ou completamente equipado para estas boas obras o que você precisa é do livro texto de Deus: a Bíblia

Uma boa obra no sentido bíblico, o verdadeiro e único sentido, é aquela que agrada a Deus e traz sobre quem a faz a aprovação e bênção de Deus.

Uma obra boa é uma obra de fé. Fazer o que Deus manda, só porque Ele manda, é uma boa obra.

** E o que Deus mandou? ‘e disse-lhes Jesus: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.”

  • Mateus 5.16: “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”.

Que possamos ser sal e luz nesta Terra, pregando a palavra de Deus com nossas atitudes.

A partir dessa explicação detalhada da passagem de 2 Timóteo 3.16-17, podemos afirmar 3 coisas sobre a SOLA SCRIPTURA:

Somente a Escritura é a única regra de fé e prática de um cristão

Somente as Escrituras são a regra de fé e prática para o crente. As tradições, as bulas e os escritos papais não têm, não podem ser ou mesmo servirem de instrumento de fé e prática para o rebanho de Cristo, somente a Escritura Sagrada, porque possui autoridade como Palavra de Deus. Ela foi escrita por homens inspirados por Deus, que foram instrumentos de revelação da vontade de Deus para a nossa vida. A Bíblia, e somente a Bíblia, tem esta autoridade.

  • Ela produz em nós a fé que agrada a Deus (Rm. 10.17): “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo”.

Somente a Palavra de Deus tem poder de produzir fé em nós. E essa fé praticada, agrada a Deus.

Porque a única regra de fé?

Pois somente ela é a Verdade porque procede do Deus da verdade. Então é a única regra de fé.

O que é a fé? Hebreus 11.1: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem”.

Mas como ter fé? Lendo a Escritura, pois é por meio dela que conseguimos acreditar num Deus amoroso é por meio dela que conseguimos entender o que Ele quer para nós, o que Ele fez para nós e que Ele nunca desistiu de nós.

A escritura ser considerada como a única regra de fé, eu acredito que seja porque ela é a base viva e eficaz que temos aqui que mostra e demonstra tudo de Deus para nós. Ela nos conta que podemos confiar nesse Deus, pois Ele voltará e nos buscará. E como podemos confiar nisso? Porque ela foi inspirada pelo próprio Deus, então não há outra regra de fé a não ser a Escrituras Sagrada.

E lembrando, só se pode ter fé e acreditar nas coisas que esperamos e das que não vemos, somente se tudo isso for a verdade. E graças a Deus que a Bíblia é a Sua verdade revelada a nós.

***Prática de um cristão

Colossenses 3.12-17

A Bíblia é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.

A Escritura nos revela a vontade de Deus para a nossa vida. Ela revela como devemos agir pensar e viver como filhos de Deus aqui nessa terra.

A palavra de Deus nos exorta a respeito de nos despojar de todo o pecado e nos revestir da santidade e dos frutos do espírito, pois só assim conseguiremos um relacionamento contínuo com Deus, pois nossa vida estará condizente com o que professamos na igreja.

A cada dia temos que lembrar que essa morada é temporária, e não é por causa disso que devemos nos deixar levar pelas coisas do mundo e não seguir as instruções de Deus deixadas na Bíblia.

**Temos que ler a bíblia para saber como agir diante as tantas coisas perversas do mundo que têm surgido para abalar a Igreja.

Se não estamos firmados na rocha, na palavra, não conseguimos discernir o certo do errado.

  • Ela nos ajuda a percorrer o caminho (Sl. 119-105): “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra e, luz para os meus caminhos”.

A palavra de Deus tem que ser a nossa guia, é nela que temos que apoiar nossos preceitos, nosso modo de vida. Pois essa é a Única Verdade que precisamos, as escrituras que contem a revelação divina.

Que a Escritura seja Lâmpada para nossos pés e Luz para o nosso Caminho. Que nossa vida esteja pautada nas escrituras, ou seja, pautada na boa, perfeita e agradável vontade de Deus. 

Somente a Escritura tem as palavras de vida eterna

1 João 5.11-13 

Deus promete vida eterna a todo aquele que crê nele.

A morte não é o fim! A morte e o castigo eterno existem por causa do pecado, mas Deus enviou Jesus para levar o castigo por nós. Agora quem aceita Jesus como seu salvador e o segue ressuscitará e viverá para sempre.

Graças as Escrituras, temos registrado essa promessa de Deus para nós.

A promessa da vida eterna é um bom motivo para fazer o bem. 

Podemos refletir nossa esperança de uma eternidade perfeita com Deus agora, nas coisas que fazemos. Podemos começar já a viver um pouco mais como viveremos na eternidade: puros e sem culpa.

1 João 2.24-25

 “E esta é a promessa que Ele mesmo nos fez, a vida eterna.”

Nunca podemos esquecer esta mensagem da salvação e da vida espiritual na presença de Deus. Embora Jesus nos cure, restaure, liberte e livre de todo mal aqui nesta terra, sua maior promessa é nos fazer viver eternamente em sua presença. Não podemos ser cristãos que pensam somente em bênçãos terrenas, pois “se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (I Coríntios 15.19).

Somente a Escritura pode transformar e reformar as Igrejas

A teologia reformada inclui qualquer sistema de crença que traga suas raízes à reforma protestante do século 16. E esses reformadores basearam sua doutrina nas Escrituras Sagradas. Então, eles ensinam e resgatam a doutrina apostólica que a Bíblia é inspirada, confiável e suficiente.

De acordo com a teologia reformada, nenhuma voz, na igreja de Cristo, pode se elevar acima da Escritura Sagrada, inspirada pelo Espírito Santo para conduzi-la a toda verdade.

Isaías 8.20 – Mas vocês respondam assim: ”O que devemos fazer é consultar a lei e os ensinamentos de Deus. O que os médiuns dizem não tem nenhum valor.”

“A qualificação mais importante exigida do leitor da Bíblia não é erudição, mas, sim, rendição; não perícia, mas disposição de ser guiado pelo Espírito de Deus”. (Martin Anstey)

Cristo é a cabeça da igreja, e Ele a governa segundo os preceitos estabelecidos na Escritura. Nenhum líder, nenhuma denominação cristã, nenhum concílio, nenhum costume, nenhuma tradição tem valor normativo para a igreja cristã. Só a Escritura.

Sem Bíblia, o cristianismo é apenas uma religiosidade vazia, mas, quando desenvolvemos nossa fé com base nas Escrituras, então somos livres.
Se quisermos viver vidas dignas do nome de “cristãos”, então não podemos viver sem respirar o ar abençoado da Palavra de Deus.

Será que o centro da Igreja tem sido Deus ou o homem?

“A autoridade da Bíblia não provém da capacidade de seus autores humanos, mas do caráter de seu Autor divino”. (J. Blanchard).

 Romanos 12.2 “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

APLICAÇÕES

“As Escrituras Sagradas são a Palavra de Deus, a única regra de fé e obediência.”

No livro, Uma vida com propósitos, o autor Rick Warren diz o seguinte: “A Bíblia deve se tornar o critério definitivo para a minha vida: a bússola na qual confio para sabe a direção, o conselho a que dou ouvidos para tomar decisões sábias, e o parâmetro que utilizo para avaliar as coisas. A Bíblia deve sempre ter a primeira e a última palavra em minha vida.”.

Que, mesmo nesses tempos modernos, devemos nos tornar praticantes da Palavra e proclamar a única verdade em nossas vidas: SOLAS SCRIPTURAS.

E que possamos afirmar que SOMENTE A ESCRITURA é a única regra de fé e prática, que SOMENTE A ESCRITURA tem palavras de vida eterna e que SOMENTE A ESCRITURA PODE TRANSFORMAR E REFORMAR AS IGREJAS.

Que possamos utilizar a Bíblia para ENSINAR, REPREENDER, CORRIGIR, EDUCAR NA JUSTIÇA E NOS APERFEIÇOAR PARA TODA A BOA OBRA DE FÉ NO SENHOR JESUS.

Que a nossa instrução venha da Palavra de Deus, que possamos caminhar nos caminhos que Deus trilhou para nós a fim de cumprirmos a nossa missão aqui na terra: Pregar o evangelho, pregar que SOMENTE A ESCRITURA é a única regra de fé, é capaz de reformar vidas e igrejas e que possui as Palavras de vida eterna.

João 17:17: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”.

Que sejamos santos como Jesus, praticando boas obras e proclamando que somente a escritura possui a revelação divina para nós e que ela é a verdade para as nossas vidas.


Diovana Thaíse

Solus Christus – Somente Cristo

Introdução

At 4:12 E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.
1Tm 2:5 Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.
Pv 29:18 Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz.
Jo 1:1,14 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.
Hb 1:1-2 Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.
Mt 13:57 E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra e na sua casa.
Hb 1:3 Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,
Hb 9:11-15 Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.  Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo! Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados.
Hb 7:20-28 E, visto que não é sem prestar juramento (porque aqueles, sem juramento, são feitos sacerdotes, mas este, com juramento, por aquele que lhe disse: O Senhor jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre); por isso mesmo, Jesus se tem tornado fiador de superior aliança. Ora, aqueles são feitos sacerdotes em maior número, porque são impedidos pela morte de continuar; este, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável. Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu. Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens sujeitos à fraqueza, mas a palavra do juramento, que foi posterior à lei, constitui o Filho, perfeito para sempre.
1Jo 2:1  Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo;
Hb 1:8  mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de eqüidade é o cetro do seu reino.
Is 40:21-23 Acaso, não sabeis? Porventura, não ouvis? Não vos tem sido anunciado desde o princípio? Ou não atentastes para os fundamentos da terra? Ele é o que está assentado sobre a redondeza da terra, cujos moradores são como gafanhotos; é ele quem estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar; é ele quem reduz a nada os príncipes e torna em nulidade os juízes da terra.

Em 31 de outubro de 1917, Lutero pregava suas 95 teses em Wittenberg, na Alemanha, e com elas vinha a necessidade de examinar as escrituras, redescobrindo Jesus e seu papel como profeta, sacerdote e rei da igreja. Por esses papéis, somente Ele pode perdoar pecados, salvar e santificar o cristão. Portanto, não precisamos mais de santos, Maria, líderes ou pastores como mediadores entre nós e Deus, jejuns desumanos, penitências, compra de indulgências, ou qualquer outra coisa para nos achegarmos a Deus. Jesus é suficiente. Somente Cristo.

Jesus é profeta

Pv 29:18-Deus manda profetas para que o povo não se desvie
O ofício profético teve como característica principal o da revelação progressiva do plano de Deus para com o homem. O profeta era o porta-voz de Deus, aquele que revelava o desconhecido à humanidade, o propósito divino para a restauração do homem. Neste sentido, o ofício profético durou até João Batista, pois, com a vinda de Cristo, o próprio Deus Se revelou ao homem, de forma plena e integral. (Jo 1:1; Hb 1:1-2; Jo 7:16-17, 15:15, 17:25-26; Mt 13:57) Ele é o único que poderia revelar a nós os planos de Deus desde a fundação do mundo. O ministério profético, por sua vez, foi instituído por Cristo, para a Igreja, com o propósito de ser o porta-voz de Deus não mais para a revelação do plano de Deus ao homem, mas para trazer mensagens divinas ao Seu povo no sentido de encorajar o povo a se manter fiel à Palavra e para nos fazer lembrar as promessas contidas nas Escrituras. No Novo Testamento, o profeta não irá acrescer nada do que foi revelado e se completou no ministério de Cristo, mas trará informações e palavras que confirmam o que já foi revelado e manter os crentes firmes e certos de que o Senhor está no controle de todas as coisas, para o fim de velar sobre a Sua Palavra para a cumprir.

Jesus é sacerdote Hb1:3

O Dia da Expiação era o dia mais importante para os sumo-sacerdotes. Levítico 16 descreve o que era feito neste dia. O sumo sacerdote, depois de lavar seu corpo e vestir as vestes santas, punha um incensário cheio de incenso no Santo dos Santos para formar uma nuvem sobre o propiciatório. O Santo dos Santos era a menor das duas salas dentro do tabernáculo. A arca da aliança ficava localizada nesta sala e era ali que Deus se encontrava com o homem. A cobertura da arca da aliança era chamada de propiciatório. Dois bodes eram escolhidos como oferenda pelo pecado e sortes eram lançadas sobre eles. Um bode teria que ser morto e oferecido ao Senhor em benefício do povo; o outro seria um bode emissário. Um novilho era selecionado também como uma oferenda pelo sumo sacerdote e sua família. O sumo sacerdote matava o novilho fora do santuário propriamente e levava um pouco de sangue do novilho para dentro do Santo dos Santos, onde o aspergia sobre o propiciatório. Em frente do propiciatório ele aspergia sangue, com o dedo, para fazer expiação por seus próprios pecados e os de sua família. A nuvem de incenso na sala protegia-o de ver o Senhor e morrer como consequência. Ele, então, matava o bode selecionado por sorte para ser a oferenda e levava um pouco de sangue para dentro do Santo dos Santos, mais uma vez espalhando o sangue em cima e na frente do propiciatório, para fazer expiação pelos pecados do povo. Depois, o bode vivo era levado para o deserto e solto, levando embora consigo os pecados do povo. Os corpos do novilho, do bode e de um carneiro oferecido como holocausto eram totalmente queimados. Hb 9:11-15 Jesus, com o papel de sumo sacerdote, derramou Seu sangue para a expiação dos nossos pecados, sendo tanto o sacerdote quanto o sacrifício. No AT, os sacrifícios eram feitos com sangue imperfeito (de animais) por sacerdotes imperfeitos (pecadores), e os sacrifícios tinham que ser feitos muitas vezes. Cristo, porém, é perfeito e sem pecado. Portanto, o sacerdócio de Jesus é muito superior ao dos sacerdotes do AT e seu sacrifício é definitivo Hb 7:20-28 e Ele intercede por nós até sua volta 1Jo 2:1

Jesus é rei


Hb1:8 Is 40:21-23
Jesus se assenta à direita do trono de Deus, e dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas. Reinar é executar julgamento, é disciplinar e agir justamente para o bem de seus discípulos. Jesus é puro e íntegro, justo e misericordioso, tendo poder para perdoar nossos pecados, curar nossas enfermidades e nos disciplinar para que nos arrependamos e voltemos a Ele. Na sua volta, reinará com cetro de ferro sobre todas as nações, mas por enquanto Ele declara Sua vontade através do Espírito Santo.

Desde a morte de Cristo foram buscadas adições ao sacrifício que Ele fez, porque não é confortável ao ser humano ser completamente dependente. A Bíblia, porém, é clara quando diz que de Jesus, e de Jesus somente, depende a salvação humana. Duas principais vias de obter responsabilidade pela salvação: as penitências e os dízimos.

Cristo+penitências

A doutrina das penitências é um sistema romano de ações que busca expiar os pecados humanos. Segundo ela, o batismo limpa os pecados cometidos até aquele momento, e desse momento em diante, os pecados seriam absolvidos através das penitências. Existiam 4 graus de penitências: no primeiro, o pecador deve ficar à porta do templo chorando e pedindo aos que entravam para orar por ele, sem entrar na igreja. No segundo, a pessoa ouvia a palavra da entrada da igreja e saía logo que começavam as orações. No terceiro, a pessoa deveria ficar ao fundo da igreja, junto aos novos convertidos e deveria sair com eles, que não recebiam os sacramentos (como a eucaristia). No quarto e último grau, a pessoa poderia voltar a ficar com os outros cristãos e passaria a receber novamente os sacramentos. Ou mesmo até mesmo as penitências modernas, onde o fiel deve rezar certo número de determinadas orações ou fazer certo número de caridades ou jejum. Essa doutrina ensina que devemos fazer isso para obter, ao menos parcialmente, a remissão dos pecados. Mas se nós fazemos isso para obter parcial remissão, Cristo dá somente parte da salvação e nós seríamos colaboradores trabalhando em conjunto com Deus em prol da nossa salvação. Isso não é verdade. A salvação é obra única e exclusiva de Deus, que através do sacrifício de Jesus, lavou plena e completamente o pecado humano.

Cristo+dízimos

O dízimo é, sim, uma ordenança divina que deve, obviamente, ser cumprida e as ofertas são, sim, sinais da generosidade que vem da gratidão a Deus. Porém, hoje em dia, principalmente no meio evangélico, ocorre a venda de indulgências aprimorada e a barganha por bênçãos e prosperidade. Antigamente ocorria a venda de indulgências, onde as pessoas compravam a salvação, própria ou de outras pessoas, vivas ou mortas, através de dinheiro. Hoje em dia é só ligar a TV e vemos líderes religiosos evangélicos vendendo rosa de cura, travesseiro de libertação, lenço suado do relacionamento com Deus… Isso além de ser proclamado a todos os fieis que dar o dízimo não é mais suficiente, mas que quanto mais a pessoa der, mais Deus dará a ela, como se Deus fosse um cambista ou um mercador. Incentivam as pessoas a doarem carros, casas, milhões de reais para a igreja com a esperança de serem recompensadas por Deus. Deus não age através de amuletos como muitas religiões pagãs pregam. Ele age a partir do Espírito Santo que já foi dado a nós pelo sacrifício de Cristo, que sempre intercede por nós. Além disso, Ele nos salva unicamente por Cristo, não por ofertas dadas à igreja ou por méritos, mas pela graça. Chegam a ser vendidas até visitas pessoais e orações. “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.” (Gl 6:2) ”Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios; de graça recebestes, de graça dai” (Mt 10:8).

Reflexões

Estamos escutando as palavras proféticas de Jesus para nossos dias e sobre nossos comportamentos?
Confiamos no sacerdócio eterno de Jesus, no efeito definitivo de Seu sacrifício e na Sua intercessão por nós ou precisamos da irmãzinha da oração forte pra orar por nós ou do pastor da visão ungida pra consultar a Deus sobre decisões?
Reconhecemos a soberania e o reinado de Jesus sobre nossas vidas e nos submetemos aos Seus julgamentos, disciplinas, misericórdias e poder?
Ouvimos e obedecemos ao Espírito Santo ou desobedecemos e desafiamos ao senhorio dEle?
Estamos nos esforçando para seguir à palavra de Deus por obediência e gratidão a ele ou para sentirmos que merecemos a salvação?
Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida e ninguém vai ao Pai se não por Ele. Em que colocamos nosso coração? Somente em Cristo ou nas adições criadas pelos homens?
Reconhecemos Cristo como único e suficiente salvador das nossas vidas ou dependemos de certas personalidades pra nos ajudar?


Wagner Alcantara

Isaías – Lição 11 – O Guerreiro Divino e a Nova Aliança

Lição 11 – O Guerreiro Divino e a Nova Aliança

Por: Fernanda Viana

Isaías: microcosmo de toda a bíblia

Também chamado de o evangelista do Antigo Testamento, pois descreveu o Cristo com muita clareza.

Vejamos como são interessantes as semelhanças: há 66 capítulos no Livro de Isaías; há 66 livros na Bíblia; o Livro de Isaías divide-se em duas partes; uma com 39 capítulos e outra com 27; a Bíblia divide-se em duas partes, o Velho Testamento com 39 livros e o Novo Testamento com 27 livros.

Ainda há outras semelhanças. A primeira parte do Livro de Isaías, como o Velho Testamento, contém exortações mensagens sobre o castigo divino, revela a condição verdadeira do homem e a solução que ele pode encontrar em Deus e aponta para o Caminho, para o Salvador. A segunda parte de Isaías, como no “Novo Testamento”, apresenta conforto e esperança para um povo que reconheceu a necessidade de um Salvador a partir do conhecimento do “Velho Testamento” de Isaías que aponta para o Caminho, para o Salvador.

Uma curiosidade muito interessante nessa divisão se encontra no capítulo de número 40. Aqui a profecia diz respeito a consolação de Israel (Jesus) e em seguida fala sobre “a voz que clama no deserto“ uma referência a João o batista do novo testamento..

O ultimo livro da bíblia é o apocalipse e descreve a nova Jerusalém. Os dois últimos capítulos de Isaías descrevem o novo céu e nova terra.

Um livro chamado Isaías

  Isaías Bíblia
Capítulos/Livros 66 66
Divisão Juízo: 39 capítulos

Consolo: 27 Capítulos

AT: 39 Livros

NT: 27 Livros

Início da 2ª parte Isaías 40.3 Voz do que

clama no deserto

Mateus 3.3 Voz do que

clama no deserto

Interlúdio Impérios: Assírio e

Babilônico

Impérios: Grego e

Romano

OS CATIVEIROS DE ISRAEL

CATIVEIRO ASSÍRIO

A Crueldade Assíria:  implacável “máquina de guerra” e “guarida dos leões”
Os assírios eram extremamente cruéis. Sua história foi pontilhada por inúmeros casos de mutilação. Muitos de seus vencidos tiveram as mãos e os pés, o nariz, as orelhas cortados e os olhos arrancados. Houve muitos casos de pessoas serem queimadas vivas.

  1. a) O fim das 10 tribos – Umas das principais características dos assírios era o processo de caldeamento (misturas) a que submetiam os povos conquistados, 2Rs 17:6,24. Removiam os capturados de uma região para outra, forçando-os assim a perder seus bens, que sua origem, sua religião e suas mais nobres tradições. Por isso as dez tribos de Israel desapareceram com o cativeiro assírio. Não se tem noticias sobre elas, mas os profetas Naum e Jeremias registraram a promessa de restauração, Na 2:2, Jr 30:10 e 31:1,9.
  2. b) Origem dos samaritanos – Para habitar a região norte foram trazidos povos de outros lugares. Essa é a origem dos samaritanos, 2Rs 17:24. Esse fato nos ajuda a entender a dificuldade de relacionamento que havia entre judeus e samaritanos ao tempo do Novo Testamento. Nessa época os samaritanos tinham uma religião parecida com a dos judeus, 2Rs 17:27 e Jo 4:4-26. Foram os assírios que começaram a utilizar a deportação como a maneira principal de lidar com cidadãos de nações subjulgadas. Ao dominarem um determinado reino, eles capturavam seus habitantes e os realocavam em outra parte do império. Tal como os assírios,os babilônicos também usaram a mesma técnica.

O EXÍLIO NA BABILÔNIA

Babilônia: povo ímpio, instrumento nas mãos do Senhor, para castigar o povo rebelde do Senhor

O exílio marcou profundamente o povo de Israel, embora sua duração fosse relativamente pequena. De 587 a 538 a.C., Israel não conhecerá mais independência. O reino do Norte já havia desaparecido em 722 a.C. com a destruição da capital, Samaria. E a maior parte da população dispersou-se entre outros povos dominados pela Assíria, o reino do Sul também terminará tragicamente em 587 a.C. com a destruição da capital Jerusalém, e parte da população será deportada para a Babilônia. Tanto os que permaneceram em Judá como os que partirem para o exílio carregaram a imagem de uma cidade destruída e das instituições desfeitas: o Templo, o Culto, a Monarquia, a Classe Sacerdotal. Uns e outros, de forma diversa, viveram a experiência da dor, da saudade, da indignação, e a consciência de culpa pela catástrofe que se abateu sobre o reino de Judá.

A experiência foi vivida pelos que ficaram e pelos que saíram como provação, castigo e reconhecimento da própria infidelidade à aliança com Deus. Pouco a pouco foram retomando a confiança em Deus que pode salvar o seu povo e os conduzirá nesse Êxodo de volta a Sião, conforme afirma o Segundo Isaías. “Deus novamente devolverá a terra ao povo como a deu no passado.” De fato, no Segundo Isaías já se entrevê a libertação do povo que virá por meio de Ciro, rei da Pérsia. Ele será o novo dominador não só de Judá e Israel, mas de todo o Oriente.

Esse novo império da Babilônia foi conquistado durante o reinado caldeu de Nabucodonosor. Esse fato está registrado na Bíblia, que fala da invasão da cidade de Jerusalém e escravidão dos habitantes do povo Hebreu (Judeu).

A primeira deportação teve início em 598 a.C.. Jerusalém é saqueada e o jovem Joaquim, Rei de Judá, rende-se voluntariamente. O Templo de Jerusalém é parcialmente sitiado e uma grande parte da nobreza, os oficiais militares e artífices, inclusive o Rei, são levados para o Exílio em Babilônia. Zedequias, tio do Rei Joaquim, é nomeado por Nabucodonosor II como rei vassalo. Precisamente 11 anos depois, em resultado de nova revolta no Reino de Judá, ocorre a segunda deportação em 587 a.C. e a consequente destruição de Jerusalém e seu Templo.

Em Judá permaneceu, sobretudo, o povo do campo. Não havia mais o Estado de Israel, havia grupos que viviam nos campos, o que traz uma semelhança com o sistema tribal. Por outro lado, os moradores das cidades que ficaram estava arrasados, tudo tinha sido destruído: o templo, os prédios, a estrutura urbana. Temos ainda o grupo dos que fugiram para o Egito ou outras partes. Já o povo do exílio não ficou distanciado, mas agrupado em uma só região. Provavelmente ficaram às margens de rios (Sl 137), e outros estiveram na corte da Babilônia.

Em análise desse contexto, observamos que os babilônios não dispersaram os exilados, como fizeram os assírios. Surge um regime de servidão. Com isso, eles foram assentados em comunidades agrícolas (Ez 3,24; 33,30). Tudo isso favoreceu a conservação do patrimônio espiritual, religioso e cultural. Podiam falar a própria língua, observar seus costumes e suas práticas religiosas. Podiam livremente reunir-se, comprar terras, construir casas e comunicar-se com Judá, sua pátria. Na realidade, na Babilônia, conseguiram até certa prosperidade econômica num tempo relativamente curto.

O cativeiro em Babilônica e o regresso do povo judeu à terra de Judá foram entendidos como um dos grandes atos centrais no drama da relação entre o Deus de Israel e o seu povo arrependido. Esta experiência coletiva teve efeitos muito importantes na sua religião e cultura. Assim marca o surgimento da leitura e estudo da Torá nas sinagogas locais na vida religiosa dos judeus dispersos pelo mundo.

É certo que o período de cativeiro “em Babilônia” terminou no primeiro ano de reinado de Ciro II (538 a.C./537 a.C.) após a conquista da cidade de Babilônia (539 a.C.). Em consequência do Decreto de Ciro, os judeus exilados foram autorizados a regressar à terra de Judá, em particular a Jerusalém, para reconstruir o Templo.

Já os que regressaram ao país, por volta de 539 a.C., tiveram de enfrentar numerosas dificuldades e o Templo só pôde ser reconstruído em 516 a.C. Neemias tinha encontrado Jerusalém num estado desolador. As muralhas estavam arruinadas e os raros habitantes que restavam tinham deixado de respeitar qualquer lei. Com a ajuda de Esdras, que foi seu sucessor, restabeleceu a ordem social e religiosa e permitiu assim a Judá sobreviver ao seu desastre.

O GUERREIRO DIVINO

ISAIAS 59:1-21;  63:1-6

O exílio foi um período de trevas. Provérbio 16.4 afirma que “o SENHOR fez todas as coisas para determinados fins, e até o perverso para o dia da calamidade”. Não há dúvida de que a Babilônia serviu aos propósitos soberanos do Senhor para disciplinar o seu povo desobediente.

Apesar de todas as bênçãos divinas, Judá ignorou a ação de Deus, desprezou a promessa santa, buscou outros deuses e se entregou ao engano que a época oferecia. O povo de Judá estava enfrentando uma imensa crise em todas as esferas da vida: espiritual, social e política. Na verdade, considerando que este era o povo da aliança, podemos dizer que a grande e principal crise de Judá e Jerusalém era de identidade. O povo da aliança não vivia mais como o povo da aliança. Simples e terrível assim. O povo da aliança estava vivendo iludido, confiando em suas próprias obras e justiça, duvidando da capacidade de Deus para salvar.

Nestes capítulos de Isaías, o Senhor é descrito como um guerreiro que veste a armadura para a batalha: couraça da justiça, capacete da salvação e outros implementos de fúria e vingança (semelhantes ao discurso de Paulo sobre a armadura de Deus em Efésios). A imagem do Deus guerreiro demonstra o domínio universal do Senhor sobre tudo e todos. Ele é poderoso para salvar!

Temos ainda a afirmação da vinda do Redentor a Sião e aos de Jacó que abandonarem suas transgressões. O Senhor apresenta sua aliança eterna, o Espírito e as palavras do Senhor perpetuamente na boca do povo. Mas, sem dúvida, o aspecto mais importante era que Deus desejava que seu povo se arrependesse de seus pecados e se voltasse para ele, em adoração e submissão sincera.

O Senhor consola Seu povo, e se apresenta como a esperança daqueles que já não acreditavam mais na restauração da nação.  A salvação depende da ação do Senhor, que irrompe na historia trazendo julgamento contra o pecado e Graça para a salvação dos que a buscam verdadeiramente. Assim, o Senhor, exercendo sua justiça, bem como sua misericórdia – atributos igualmente perfeitos em Deus – providenciou que o seu povo fosse trazido de volta à verdadeira fé e adoração. Para isso, Judá deveria ser disciplinada com rigor.

CONCLUSÃO

O castigo foi necessário para mostrar a Judá que o Senhor, é o fiel e verdadeiro Deus da aliança; para trazer seu povo de volta à verdadeira adoração e mostrar às nações quem era o Deus de Judá.
Convivendo com pagãos na Babilônia, o povo eleito teve de aprender a separar a verdade de Deus dos ensinamentos e exigências pagãs, sem fugir (o que não podiam fazer), mas sem se contaminar.

Depois da trajetória de rebeldia de Judá e agora no cativeiro, o povo de Deus deveria praticar o que aprendera: a fidelidade ao Senhor da aliança não podia ser negociada de modo algum.

Em muitos aspectos, a experiência do cativeiro é notavelmente parecida com a dos cristãos de hoje. Os estudantes cristãos numa universidade secular, ou os cristãos que confrontam a cultura contemporânea e o mundo intelectual atual se sentirão frequentemente como exilados numa terra estranha e hostil.

Aplicação

A Igreja é hoje o Israel de Deus, povo do Senhor. Porém, há momentos em que o desprezamos. A Igreja parece muitas vezes enfrentar o cativeiro da Babilônia enquanto é mantida em uma sociedade pagã. O que podemos, então, aprender com o exílio de Judá? Como viver nessa situação sem perder a perspectiva da aliança?

Por: Fernanda Viana

Isaías – Lição 4 – Julgamento Sobre a Impiedade

O resultado da opressão e a injustiça social em Israel é o empobrecimento geral da terra

Por: Fernanda Viana

INTRODUÇÃO

Nesta lição, veremos as consequências do alastramento e da banalização do pecado na vida do povo da aliança. Veremos mais uma vez, a menção a inversão de valores na sociedade, de modo que o bem era tido por mal, e o mal por bem. Veremos também as consequências desses pecados na sociedade e o modo como o Senhor reagiu a tudo isso, estendendo a mão contra seu próprio povo. 

Contexto Histórico

O Reino de Israel  foi a nação formada pelas 12 Tribos de Israel, um povo descendente de Abraão, Isaac, e  Jacó .

Após o Êxodo do Egito, sob a liderança de Moisés, os israelitas que eram nômades, vaguearam pelo deserto durante décadas até que sob a liderança de Josué  conquistam a terra de Canaã, e estabelecem-se nas terras conquistadas, dividindo o território entre as 12 tribos.

Contudo não existia um verdadeiro poder central pois cada tribo governava a si própria. Os líderes nacionais, que eram chamados Juízes tinham um poder muito frágil e só conseguiam unir as várias tribos em caso de guerra com os povos inimigos.

Cansados desta situação as tribos israelitas resolveram unir-se e instaurar uma monarquia. O profeta Samuel designou Saul como o primeiro Rei de Israel.

Saul não modificou a organizações das tribos, mas desobedeceu ordens do profeta Samuel. Deus proclama a Samuel que o jovem pastor Davi seria o novo rei de Israel.

Davi em seu reinado consegue estabelecer um forte exército e expulsar os filisteus. Também invade a cidade de Jerusalém e a transforma em sua nova capital.

Quando Davi morre, seu filho Salomão assume o trono, melhora o exército, fortalece a economia. Salomão construiu o Templo de Jerusalém  e isso gerou um aumento dos impostos que permaneceram mesmo após o fim da construção, o povo estava descontente com os impostos abusivos.

Após sua morte, seu filho Roboão assumiu o trono, mas devido ao descontentamento em relação aos impostos, as 10 tribos do Norte separam-se e proclamaram Jeroboão como seu rei. Israel foi dividido entre o Reino de Israel (ao Norte com capital em Samaria) e o Reino de Judá (ao Sul com capital em Jerusalém).

Jeroboão não quis que o povo fosse a Jerusalém para adorar no templo do Senhor. Assim, fez dois bezerros de ouro e fez com que o povo do reino de 10 tribos os adorasse. Logo, o país ficou cheio de crimes e violência.

Os reinos de Israel e Judá travaram disputas um querendo conquistar o outro.

O reino do norte (Israel) terminou em 721 com a tomada da Samaria pelos assírios. Parte da população foi deportada para a Assíria. Por sua vez, o reino de sul (Judá) terminou em 587, quando Jerusalém foi saqueada, o templo e o palácio real foram destruídos pelos babilônios, grande parte da população foi deportada para a Babilônia. 

Isaías 5

  1. O cântico da vinha (5.1-7)

Esta alegoria reflete sobre o amor existente entre o Senhor e o Seu povo, muitas vezes representado como uma vinha (à semelhança de Isaías 1:8 e 3:14).

O “amigo” do profeta cavou num terreno e preparou-o para receber as plantas que originariam a vinha, selecionando-as cuidadosamente (v.2). Ele até chegou a construir uma torre de onde podia observar o estado da plantação, edificando ainda um lagar para armazenamento das uvas. No entanto, a vinha “só produziu uvas bravas”.

É a vez do Senhor falar. Ele pede aos habitantes de Jerusalém e de Judá que atuem como juízes nesta questão, comprovando que Ele tudo fez para o bem da vinha. Ela, pelo contrário, recompensou-O ingratamente com uvas bravas(v.3).

“Que se poderia fazer pela minha vinha que eu não tenha feito? Porque, quando eu esperava vê-la produzir uvas, só deu uvas bravas?” (v.4)

Deus teve de tomar uma decisão em relação à vinha, removendo a proteção com que a havia rodeado (v.5) – a “sebe” e o “muro”. Assim sendo, o povo israelita ficou sujeito aos seus inimigos, em especial aos exércitos da Assíria e da Babilônia. A vinha não receberá mais qualquer tipo de cuidado, e rapidamente ficará repleta de “sarças e espinhos”, tornando-se um terreno infértil e sem qualquer utilidade (v.6). Deus explica, por fim, o que significa tal alegoria:

“A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel e os homens de Judá são a planta da Sua predileção. Esperei deles a prática da justiça, e eis o sangue derramado; esperei a retidão, e eis os gritos de socorro.” (v.7)

Uma bela ilustração da vinha do Senhor na qual Deus desejou e esperou que desse frutos bons, mas que na verdade produziram frutos maus.

Aqui, Isaías cantou sobre as maneiras como Judá se rebelara contra Deus, usando as imagens de uma vinha e de um agricultor (veja Mt 21:33-44; Jo 15:1-6).

Tudo foi feito a favor da vinha para que sarasse e produzisse o esperado, com grande atenção, Deus tinha preparado e estabelecido o seu povo para as gerações que se seguiriam, mas de nada adiantou os esforços e aplicação de recursos.

O que faria, então, o dono da vinha? Então veio a palavra de julgamento de que ali se tornaria algo terrível e a vinha serviria de pasto, onde seria pisada e depois tornada em deserto.

O verso 7 explica a parábola da vinha e o que era esperado em Deus: justiça e juízo. Israel era essa vinha que se corrompeu totalmente nos dias da visitação de Deus.

  1. Os ais contra o povo de Deus (5.8-30).

As profecias iniciadas por “Ai” trazem uma severa mensagem de juízo da parte do Senhor. São seis os “Ai” desse capítulo, que representam uma terrível ameaça, todos eles contra os perversos do povo de Deus.

  1. O primeiro Ai condena a ganância.
  2. O segundo Ai condena a corrupção social.
  3. O terceiro Ai condena a corrupção teológica.
  4. O quarto Ai condena o orgulho e a corrupção moral.
  5. O quinto Ai condena a corrupção espiritual.
  6. O sexto Ai condena a corrupção social.
  1. O primeiro Ai condena a ganância.

A Terra Prometida sempre pertenceu a Deus – Lv 25:23 – que a deu para os filhos de Israel conforme tinha prometido – Nm 33:54 – para ser a base da sobrevivência de qualquer família da aliança. Nela habitavam povos de costumes estranhos que já tinham sido julgados por Deus e que deveriam ser exterminados ou expulsos de sua habitação.

No entanto, negligenciaram a Palavra de Deus e com os povos fizeram alianças e os imitaram pelo que o juízo que tinha vindo sobre os povos, agora vinha sobre Israel também.

Quando os israelitas foram privados da terra que tinham recebido em herança, os seus cidadãos se tornaram operários diaristas ou escravos de outros povos.

Por conta disso, haviam os que se aproveitavam da ocasião como uma oportunidade de grande negócio e com ela oprimia o povo fazendo da terra dada por Deus objeto de suas ganâncias para ajuntarem terras e casas e campos e serem os senhores da terra. O profeta estava lidando com o problema da transformação das terras em latifúndios e com outras formas de alienação doas pobres. O verso 8 deixa claro que a opressão consiste em acúmulos de posses e terras cada vez maior pelos ricos e carência dos pobres.

A terrível consequência disso seria a maldição de Deus sobre os bens adquiridos com a ganancia e o fruto disso seria o deserto, a fome, a escassez e a produção fraca.

  1. O segundo Ai condena a corrupção social.

Aqui o ai está sobre todos os que não estão nem ai com a causa de ninguém, antes querem se banquetearem com o vinho forte e de dia e de noite se entregam aos vícios somente para passarem o tempo de forma totalmente irresponsável.

Com frequência, abusar do consumo de bebidas alcoólicas ou se entregar aos vícios caracteriza depravação social e frouxidão moral (caps. 22, 28; Am 4:1-3; 6:6-7) pelo extremo do egoísmo.

Depois das acusações dos versículos anteriores, é apresentada a sentença. Assim serão levado cativos por falta de conhecimento e dessa forma seus nobres passarão fome e a multidão se secará de sede. Verdadeiramente não consideram os feitos do SENHOR, nem olham para as obras das suas mãos.

O próprio exílio está ligado à própria morte. A morte devoraria com feroz apetite todo aquele que tivesse se afastado de Deus, tanto os “nobres” (v. 13) quanto as pessoas comuns (“multidão”, vs. 13-14).

  1. O terceiro Ai condena a corrupção teológica.

O terceiro ai condena a corrupção teológica intencional e danosa daqueles que se vestem da iniquidade (perversidade, maldade) e que se cobrem com o pecado (transgressão da lei), para em seguida, desaforadamente, usarem o nome do Senhor como demonstrando grande santidade e temor a Deus para o povo. 

  1. O quarto Ai condena o orgulho e a corrupção moral.

Aqui os papeis são invertidos e a teologia usada é a reversa. O mal é que o bem e o bem que é o mal. Ficaram tão cheios de si mesmos que agora são capazes de inverterem as coisas e confundirem o inocente.

A corrupção moral está tão impregnada em seus poros que já respiram o próprio ar do orgulho e da vaidade.

  1. O quinto Ai condena a corrupção espiritual.

O “sábios a seus próprios olhos” é uma expressão que indica uma autoconfiança arrogante. A revelação de Deus  – ele é o único que sabe todas as coisas -, é o único fundamento firme para todo conhecimento verdadeiro (veja Pv 3:7; 26:5,12; 28:11).

  1. O sexto Ai condena a corrupção social.

O sexto ai condena os que rejeitam a lei do Senhor e desprezam a palavra do Santo de Israel – vs 24. Quem são esses?

Os heróis e valentes da bebida forte! Os que se enriquecem com o suborno e com as falcatruas; os que não estão nem ai para a justiça ou para a situação social do povo; os que justificam os perversos e negam justiça aos justos!

Muitos desses são aplaudidos de pé e nas festas são a referência do que não presta e são rodeados também de mulheres e daqueles que querem rir um pouco da desgraça alheia. É por isso que a ira do Senhor se acende! Se acende contra eles e contra o povo todo que os aplaude e querem ser como eles, igualmente podres.

Isaías 9:8-21 / 10:1-4 – O castigo pela impiedade

O povo se manteve firme em sua rebeldia, alegando poder reconstruir o que havia sido devastado, só que melhor do que antes. Não houve reconhecimento de que o que lhes sobreveio foi um castigo do Senhor por causa do pecado. Não houve reconhecimento do pecado, nem justiça, nem arrependimento.

De modo geral, ninguém ficou de fora da condenação de Deus ao povo de Judá e Jerusalém. Nem mesmo os órfãos e viúvas, grupos que normalmente são destacados como objetos especiais do favor do Senhor, devido a sua vulnerabilidade e fragilidade. No entanto, a impiedade havia se alastrado de tal forma, que até órfãos e viúvas são vistos como ímpios e malfazejos.

Contudo, uma punição especial está destinada aos lideres e legisladores da nação. Que o homem não brinque com Deus que é fogo consumidor para destruir o ímpio da face da terra para sempre. Diante da revelação da ira de Deus, a natureza treme – 2:19-21; 13:4,13; 24:18,19. E o homem? O que é ele e toda a sua arrogância diante do juízo de Deus?

Conclusão e aplicação

O Senhor jamais é conivente ou omisso contra uma sociedade que se orienta por valores e atitudes contrários a Ele. Deus se manifesta contra a injustiça e a impiedade. Ele não permanece inerte diante de um mundo afastado Dele. O elemento de julgamento e condenação contra uma sociedade corrompida é um dos pilares da missão dos profetas.

Que possamos ser uma geração de ama e obedece a Deus de Todo coração, que segue o Seu caminho comm retidão. Que possamos seguir a justiça, mesmo em um mundo tão perdido. Clamemos ao Senhor que nos guarde nestes tempos tão perversos, que Ele tenha misericórdia de nós.

Por: Fernanda Viana

 

 

Isaías – Lição 6 – O Renovo de Jessé – Versão 2

LIÇÃO 6 – O RENOVO DE JESSÉ

Por: Janaína Godinho

Introdução

ISAÍAS 1-1-16 , profeta com ministério de pelo menos 40 anos de pregação, provavelmente morto pelo perverso rei Manassés (que foi idólatra, advinho, agoureiro, queimou seus filhos em sacrifício) supostamente após a morte de seu pai Ezequias;

Reino do Sul ou Judá: com as tribos de Judá e Benjamim: 931-586 a. C;

Reino do Norte ou Israel: com as tribos de Rubem, Simeão, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, Efraim e Manasses: 931- 722 a. C.

A revista nessa lição está divida em dois tópicos principais:

1 – DEUS DETÉM O CONTROLE DE TODAS AS COISAS;

2 – DEUS PROMETEU AO SEU POVO A SALVAÇÃO E A RESTAURAÇÃO DE TODAS AS COISAS POR MEIO DO MESSIAS, JESUS, SEU FILHO, NOSSO SALVADOR.

OS CAPÍTULOS 10 VAI TRATAR DOS AIS…. TANTO EM RELAÇÃO AO PRÓPRIO POVO DE DEUS, QUANTO ÀS NAÇÕES INIMIGAS

JÁ O CAPÍTULO 11,O RENOVO DE JESSÉ, TRATA  DA PROMESSA DA VINDA DO MESSIAS QUE RESTAURARÁ A PAZ E ESTABELECERIA UM GOVERNO JUSTO E SÁBIO.

Entendendo o contexto em que a profecia foi dada.

Israel dividido (desde Roboão, filho de Salomão – 931 a.C) devido ao pecado de Salomão, que foi muito idólatra ( 1 reis 11:9-11), contudo Deus permaneceu fiel à aliança que fez com Davi (2samuel 7:12 e 16) . Reino do Norte (capital Samaria), também conhecido como Israel ou Efraim (10  tribos) e Reino do Sul (capital Jerusalém) também referido como Judá apenas (2 tribos, Judá e Benjamim).

QUANDO DEUS ENTREGOU O REINO DO NORTE À JEROBOÃO,  LHE FEZ PROMESSA DE, SE ELE LHE OBEDECESSE, ESTABELECERIA SEU REINO SOBRE A TERRA TAMBÉM. MAS JEROBOÃO TEMEU TANTO O POVO DE ISRAEL SE VOLTAR PARA JERUSALÉM NOVAMENTE, QUE FEZ COISAS TÃO ABOMINÁVEIS, ESTABELECEU LEIS E RITUAIS CONTRÁRIOS A PALAVRA DE DEUS QUE O SENHOR PUNIU SEVERAMENTE A ISRAEL E A CASA DE JEROBOÃO.

A falta de fé: a razão da nossa fraqueza ou queda no nosso relacionamento com Deus. Olhar para as circunstâncias e deixar de confiar em Deus…Hebreus 11:6 “Sem fé é impossível…”

Quantas vezes fazemos a mesma coisa? Ao invés de confiar nas promessas de Deus, imaginamos todas as coisas que poderiam acontecer. Ficamos preocupados e ansiosos sobre coisas imaginadas, quando devemos simplesmente confiar no Senhor. Pedro disse que devemos nos humilhar “sob a poderosa mão de Deus… lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1 Pedro 5:6-7).

Tanto em relação a Israel quanto a Judá Deus sempre enviava profetas, seus emissários, alertando o povo dos seus pecados, promulgando a Lei do Senhor e seu Juízo.

IRMÃOS, ABRA OS OLHOS, OS OUVIDOS E O CORAÇÃO. HOJE DEUS TEM USADO SEUS PROFETAS PARA ALERTAR SEU POVO TAMBÉM.

E QUANDO O POVO SE ARREPENDE, BUSCA A DEUS E CONFIA SOMENTE NELE, DEUS ATÉ DETÉM SUA MÃO DE JUÍZO E ESTENDE A SUA MISERICÓRDIA.

VEJA O CASO DE EZEQUIAS, COMO DEUS O LIVROU DAS MÃOS DA ASSÍRIA. 2 REIS 19:17-19

PARA ENTENDER UM POUCO A ORDEM CRONOLÔGICA DAS COISAS:

– em 734 (a.C ) o Reino do Norte se aliou a Síria, contra a Assíria (REI PECA EM ISRAEL E ACAZ EM JUDÁ); mas essa coalização provocou a derrota e severa subjugação de Israel pela Assíria (2Rs 15:20-29);

– em 722 os assírios reagiram a novas rebeliões de Israel destruindo Samaria e exilando vários dos seus cidadãos, além de trazer pessoas de lá para ocupar Samaria;

– Em 701 o rei assírio Senaqueribe atacou Judá e cercou Jerusalém, mas o rei Ezequias, confiando no Senhor, teve total livramento e houve a derrota da Assíria (um anjo matou 185 mil);

ISAÍAS 10:12 = castigo à assíria

LER REVISTA TÓPICO I, segundo e terceiro parágrafos.

Queridos, não é novidade para ninguém as dificuldades pelas quais passamos em nosso País, por causa dos desmandos do próprio Governo. Pois bem, a partir dessa situação, que leitura devemos fazer? Como devemos agir? Será que, como os ímpios, devemos ficar repetindo as velhas e conhecidas perguntas: Onde está Deus, que não vê isso? Será que Deus perdeu o controle das coisas? Se não, porque ele não toma providência para que isso acabe? Ou devemos nos rebelar contra as autoridades?

Deus é soberano sobre todas as coisas; Deus é Senhor da história; este mundo mau, e ele é mau por causa do nosso pecado, não está desgovernado.

Tudo que temos estudado aqui, a própria história de Israel, nos mostra como podemos enxergar a manifestação da soberana providência de Deus; como podemos ver a manifestação da sua bondade na condução do seu povo mesmo em meio aos maus tratos sofridos neste mundo. Todas as coisas acontecem no tempo certo de Deus, e não quando nós queremos, e que tudo isso acontece para o nosso bem. ROMANOS 8:28

O propósito de Deus ao enviar a Assíria foi para a conversão do povo de Deus, pelo seu grande amor e sua longanimidade (observar o tempo da paciência de Deus até dar cabo a sua indignação).

MAS HAVIA UMA ESPERANÇA: A PROMESSA DA SALVAÇÃO PARA O REMANESCENTE FIEL.

Música: SEU REINO É SEMPRE ETERNO, FIRMADO EM MISERICÓRDIA, JUSTIÇA E IGUALDADE, BONDADE E FIDELIDADE…

Isso certamente é o que todo o coração íntegro deseja. Só de ler esse treco de Isaías nosso coração se enche de alegria e exclama o nosso espírito: Maranata!!!

CARACTERÍSTICAS DO REI PROMETIDO:

– DIVINA CAPACITAÇÃO PARA GOVERNAR : V.2 E 3ª

Jesus é Deus. Como não confiar no próprio Deus?

-JUSTIÇA ABSOLUTA DE SEU GOVERNO: v.3b -5

Ele é o rei perfeito, que julga com justiça a todos e executará o juízo sobre os perversos. Em dias de tanta parcialidade, tanta corrupção, esse é um anseio, um gemido da alma de muitos e será saciada em Jesus. Nós não conseguimos julgar com justiça. Nós vemos apenas a aparência. Por isso a Palavra de Deus nos adverte: MATEUS 7:1 … “Não julgueis para ….”

– O QUE SEU REINO PROPORCIONARÁ: V 6-9

O pecado destruiu o equilíbrio das coisas, mas Jesus restaurará todas as coisas. Ele promove a reconciliação e a paz. Ele nos reconciliou com Deus e gozamos de uma paz interior que não é  a ausência das tribulações, mas a certeza que Ele está no controle de todas as coisas, que não somos desse mundo, que não estamos sozinhos.

E nos entregou, como Igreja do Senhor, corpo de Cristo, o ministério da Reconciliação: 2Cor 5:18

Se você é um crente, isso significa que você tem esse ministério! É o ministério de proclamar a um mundo que necessita desesperadamente ser reconciliado com Deus; é o ministério de proclamar que Deus nos proporcionou um caminho de reconciliação na pessoa de seu Filho; é o ministério de ser arauto do evangelho de Jesus Cristo. Somos um povo que tem o “ministério de reconciliação”.

Somos embaixadores que representam a Cristo e devemos dar nossas próprias vidas em favor da obra de implorar, rogar, suplicar e exortar os perdidos a se reconciliarem com Deus. Nas palavras de Charles Haddon Spurgeon: “Se os pecadores serão condenados, que eles o sejam pelo menos passando por cima de nossos corpos. Se os pecadores hão de perecer, que eles o façam pelo menos tendo os nossos braços a agarrar-lhes os joelhos, implorando que fiquem. Se o inferno tem de ser cheio, que o seja pelo menos contra o vigor de nossos esforços, e não permitamos que ninguém vá para o inferno sem que o tenhamos advertido e por ele tenhamos orado”.

Adendo:

REIS DE JUDÁ – REINO DO SUL

(APÓS A DIVISÃO DO REINO)

REIS DE ISRAEL – REINO DO NORTE

(APÓS A DIVISÃO DO REINO)

  1. Roboão  = INFIEL
  2. Abias = INFIEL
  3. Asa = BOM
  4. Josafá = BOM
  5. Jeorão ou Jorão = INFIEL
  6. Acazias = INFIEL
  7. Atália = INFIEL (FILHA DE ACABE E JEZABEL)
  8. Joás = BOM ATÉ METADE DO SEU REINADO
  9. Amazias = INFIEL
  10. Uzia ou Azarias = BOM
  11. Jotão = BOM 
  12. Acaz = INFIEL (reinando em Judá e Peca em Israel)
  13. Ezequias = BOM
  14. Manasses = INFIEL
  15. Amom =INFIEL
  16. Josias = BOM
  17. Joacaz = INFIEL
  18. Jeoaquim = INFIEL
  19. Joaquim = INFIEL
  20. Zedequias = INFIEL
  1. Jeroboão I = INFIEL
  2. Nadabe = INFIEL
  3. Baasa = INFIEL
  4. Ela = INFIEL
  5. Zinri = INFIEL
  6. Onri e Tibni = INFIEL (PAI DE ACABE)
  7. Acabe= INFIEL
  8. Acazias = INFIEL
  9. Jorão = INFIEL
  10. Jeú = BOM
  11. Jeoacaz = INFIEL
  12. Jeoás = INFIEL
  13. Jeroboão II = INFIEL
  14. Zacarias = INFIEL
  15. Salum = INFIEL
  16. Menaém = INFIEL
  17. Pecaías = INFIEL
  18. Peca = INFIEL
  19. Oséis= INFIEL = povo levado cativo para a Assíria

 

LER A APLICAÇÃO DA REVISTA


Por: Janaína Godinho

Isaías – lição 5 – o nascimento que trará luz

Isaías – lição 5 – o nascimento que trará luz

Por: Queila Cristina de Oliveira Godinho

Isaías capítulos 7, 8 e 9.1-7

Introdução

A condição de depravação do homem não é nenhuma novidade, desde o pecado original o mundo permanece distante de Deus. Porém a promessa de restauração sempre foi algo real e concreto e a profecia de Isaías reitera a Israel a salvação de Deus. Este estudo tem como objetivo fazer uma breve expositiva dos capítulos 7,8 e 9:1-7 de Isaías, apontado as fragilidades do povo de Israel em seu relacionamento com Deus bem como a grande promessa de Deus relatada por Isaías, contextualizando com a realidade da igreja de Cristo.

Desenvolvimento

No contexto histórico de Isaías, a Assíria era considerada a grande potência militar, temida por todas as outras nações. No geral, para evitar o confronto, as demais nações optavam por se aliarem. Neste mesmo contexto Israel já não era mais uma nação única. As tribos foram divididas em reino do Norte, chamada de Israel ou Efraim (capital Samaria), que era composta por 10 tribos, e o reino do Sul, composta por Judá, onde encontrava-se a capital Jerusalém.

Esta divisão enfraqueceu os israelitas tornando-os vulneráveis aos inimigos. No evangelho de Lucas 11.17, Jesus diz que todo reino dividido contra si ficará deserto e a casa dividida contra si mesma cairá.

Ficar em dissensão foi tão prejudicial aos israelitas naqueles dias como é para a igreja de Cristo nos dias atuais. A igreja está dividida em religiões, denominações, ideologias e doutrinas. Isto permitiu o enfraquecimento do ensino do evangelho, a entrada do conformismo ao mundo e consequentemente o esfriamento e não cumprimento do chamado de Cristo para estender o reino de Deus na Terra.

Isaías 7.2

Embora a maioria das nações cedessem a Assíria, uma pequena nação chamada Síria resolveu rebelar e buscar aliados para si. Aliou-se então Efraim a Síria, e como Judá se recusara a fazer esta aliança, a Síria e Efraim planejavam pelejar contra a mesma.

Israel foi o povo separado por Deus para ser um referencial as outras nações, o objetivo era trazer a luz e não se juntar as trevas. Em 2Co 6.14 Paulo alerta a igreja de Corinto para não cometerem o erro gravíssimo cometido por Efraim, o julgo desigual. Não é possível haver aliança do povo santo de Deus com um povo ímpio, idolatra e perverso e as coisas acabarem bem. Assim como não é possível a igreja de Cristo se colocar em julgo desigual com pessoas cujos os princípios, ideologias não estão centrados em Cristo.

É importante ressaltar que o povo de Israel, tal como a igreja, não são melhores que as demais pessoas, mas foram escolhidos e santificados por Deus para trazer a luz e não se aliar as trevas.

A aliança com a Síria fez com que Efraim almejasse guerrear contra seu próprio povo, Judá. A dissenção trouxe o julgo desigual, o julgo desigual trouxe a perversão, a perversão trouxe a ira de Deus, pois Efraim, conforme profetizado por Isaías, foi destruída em 65 anos. Um abismo chama outro abismo (Salmo 42:7).

Isaías 7.2-9

Acaz, rei de Judá e todo o povo estavam agitados e com medo do possível ataque de Efraim/Síria. Porém Deus ordenou a Isaías que dissesse a Acaz que Efraim e Síria não subsistiriam, mas que era necessário crer.

Isaías 7.10-15

Acaz se recusando a crer, fingia piedade em não querer ver um sinal de Deus. Mas apesar disso Isaías traz a notícia do grande sinal que seria o nascimento de um menino através de uma virgem, o Emanuel.

Em um cenário de conflitos, falta de fé e a abundância de pecado (características de uma humanidade caída), Isaías traz a grande notícia da vinda do Deus resgatador da humanidade.

Isaías 7-17-25

Notem que não houve da parte de Isaías uma promessa de apaziguação da guerra, pelo contrário, a Assíria se levantaria contra Judá fortemente. A Assíria seria um instrumento de Deus para tratar com Israel. A promessa do Emanuel não estava relacionada a paz militar, mas a restauração espiritual do povo de Deus. O contexto de guerra acompanhou Israel ao longo de toda a sua história: O exílio da Babilônia, a tomada por Roma, a queda de Jerusalém, e mais recentemente, a perseguição nazista durante a 2ª guerra mundial e atualmente a guerra contra o estado Islâmico.

Não é diferente com a igreja de Cristo, vivemos em constante guerra, as vezes perseguições físicas, tal como ocorreu com a igreja primitiva e acontece com muitos irmãos ainda hoje em países sob o islamismo, como também as constantes guerras contra todo principado e dominadores do mal, e contra a própria natureza pecaminosa. Mas Jesus, em Jo 16.33 disse que passaríamos por aflições, mas que Ele venceu o mundo para nossa salvação eterna.

Isaías 8

O clima de tensão continua, o profeta reforça a necessidade de firmeza de fé do povo e santificação, mas já informa que Deus (na pessoa de Cristo) seria pedra de tropeço e rocha de ofensa para Israel. Novamente o povo não creu na palavra de Deus e buscavam outros recursos como necromante e adivinhos para dar respostas a crise que viviam.

O homem possui uma necessidade pessoal de respostas as suas crises que correspondem justamente a ausência de Deus (morte espiritual), a atitude dos israelita de desespero não é diferente nos dias atuais, há uma grande diversidade de ritos e religiões que tentam religar o homem a um Deus que lhe faz falta, e tal como Israel, erram por não buscarem essa luz no Messias. Mesmo a igreja que já tem acesso a luz de Cristo apresenta sinais de uma meninice espiritual (Ef. 4:14), sendo conduzida por qualquer vento de doutrina, apegando-se a ritos e símbolos para depositarem a sua fé, enquanto deveriam estar firmados na palavra de Deus (Rm 10:17), a mesma palavra que Israel recusou ouvir.

Isaías 9:1-7

Nenhuma profecia é feita fora de contexto. Em meio ao desespero e a guerra vem a promessa de Paz. Isaías anuncia a vinda de um Rei da linhagem de Davi que traria a paz e alegria tão esperada pelo povo de Israel. Das terras mais desprezíveis e assoladas do reino norte nasceria o grande Salvador, pois Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para envergonhar as fortes (1Co 1:27). Esta geração não viu esta promessa se cumprir, pois o Jesus veio a nascer por volta de 700 anos depois, mas receberam a grande palavra de esperança de que Deus não havia se esquecido deles. Os títulos conferidos a esse salvador, fazia referência a sua missão messiânica e trazia grande expectativa ao povo porque representava o líder que eles tanto precisavam:

Maravilhoso conselheiro

Expectativa do povo: Um grande estrategista, orquestrando uma maravilhosa vitória para o seu povo.

Como se cumpriu: Trouxe a palavra de vida eterna;

Deus forte

Expectativa do povo: Um Deus guerreiro que mostraria poder divino enquanto guerreava pelo seu povo.

Como se cumpriu: Capaz de levar sobre si o peso dos nossos pecados vencendo o reino das trevas;

Pai da Eternidade

Expectativa do povo: Seria o pai real da nação, seu cuidado paternal pelos seus súditos jamais acabaria.

Como se cumpriu: Está conosco pela eternidade.

Príncipe da Paz

Expectativa do povo: seu governo seria tão eficiente que prenunciaria a paz.

Como se cumpriu: Nos trouxe a paz da sua presença que o mundo não pode dar.

Conclusão

As guerras e conflitos humanos estão relacionados ao seu rompimento do relacionamento com o seu criador. O homem sem Deus se tornou mau, e produz o mal. Porém Cristo é o nosso resgatador, a promessa cumprida, o caminho que nos leva ao nosso amado Pai.


Por: Queila Cristina de Oliveira Godinho

Referencias Bibliográficas:

A mensagem de Isaías. Pecado, arrependimento e salvação. Souza, R. F. Revista Expressão. Editora Cultura Cristã. São Paulo. nº59/3° trimestre de 2015.

Biblia Shedd: Antigo e Novo Testamentos. Russell Shedd. 1997.

HARRISON, Everety F. Comentário Bíblico Moody, vol. 4 e 5. (1983).

Isaías – Lição 2 – Um Pai fiel e seus filhos (muito) rebeldes

Isaías – Lição 2 – Um Pai fiel e seus filhos (muito) rebeldes

Por: Queila Cristina de Oliveira Godinho

Isaías 1: 1-31

Introdução

Este estudo tem como objetivo fazer uma introdução à mensagem exposta em todo o livro de Isaías. No capítulo 1 de Isaías é possível termos uma ideia do assunto que será abordado em todo o livro.

Com o intuito de trazer clareza e contextualizar a mensagem de Isaías com o novo testamento e uma aplicação para nossa atualidade, o assunto será exposto através de um quadro:

A acusação contra o povo (versículos 2-17)

Profecia de Isaías Novo Testamento

Contextualização

(V.2) Deus, como em um julgamento chama os céus e a terra para serem testemunhas que Ele criou e escolheu um povo (descendência de Abraão) que ao longo de sua história se rebelou e O  rejeitou (Jo 1:11) 700 anos após Deus ter tratado com os Israelitas, os judeus ainda permaneciam na rejeição a Deus, agora na pessoa de Jesus Cristo. (Rm. 1:28) O mundo permanece em sua rejeição a Jesus. Apesar da grande disseminação do evangelho da inclusão ( também para gentios) a todos os povos, ainda é notória a grande rejeição a Cristo e seus preceitos.
(V.3) Deus diz que até os animais conhecem o seu possuidor, mas o seu povo, Israel, não tem conhecimento, não entende a vontade de seu Deus. (Mt. 22:29) Jesus alerta os judeus, interpretes da lei, os que seriam responsáveis por levarem o conhecimento de Deus ao mundo, o quanto eles estavam na ignorância e desobediência a vontade de Deus. (Jo  8: 31-32)  O conhecimento de Deus se dá através da obediência de sua palavra. Aqueles que são chamados para serem discípulos de Cristo, a sua igreja, precisam conhecer e obedecer à palavra de Deus.
(v.4-6) A consequência do povo se afastar da santidade de Deus é a corrupção de seu caráter, que adoece o seu espírito. ( Mt. 15:8; 23:33) Jesus novamente chama atenção dos judeus, por estarem longe de Deus e corruptos de coração. ( Gl. 5: 17-23; Rm. 8:7) Paulo trás com muita clareza a consequência do crente estar cheio ou vazio do Espírito. As obras da carne, que é o próprio pecado, é a expressão de uma vida sem a presença  de Cristo através do Espírito Santo.
(V. 7,8) Deus afirma que a terra seria assolada por causa do pecado do povo. (Mt. 24:2) Também nos dias de Jesus ele faz uma profecia a respeito de Jerusalém. A cidade que deveria ser um referencial evangelístico para a outras nações seria (e foi) destruída por causa do pecado do povo. (Rm.8: 19-22) Toda a criação sofre as consequências do pecado humano.  A cobiça e maldade do homem trás impactos desastrosos na natureza e na sociedade. Por esse motivo a terra está doente, as pessoas estão doentes, as relações estão doentes.
(V.9) Se Deus não preservasse um remanescente fiel, o pecado assolaria a todos. (Mt. 24:22) Ainda em seu sermão profético, Jesus afirma que para preservação dos escolhidos de Deus, os maus dias seriam abreviados. (1 Pe.2:9) Mesmo em meio a um mundo perverso, a igreja é o remanescente fiel de Cristo.

Povo eleito, para ser a luz de Cristo sobre a Terra.

(v.10-17) Deus acusa o povo de realizarem práticas religiosas vazias e omissão a real vontade de Deus no cuidado com as pessoas. (Mt.9:13; Rm. 2:17-23) Jesus e também Paulo questionam a prática da lei pelos judeus sem uma real obediência e relacionamento com Deus. (Tg. 1:27) A verdadeira religião que Deus espera da tua igreja é obediência ao sumo mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas nos santificando do mundo para Ele, e amar ao próximo como a si mesmo, cuidando das necessidades uns dos outros.

Um convite ao arrependimento  (versículos 18-31)

Profecia de Isaías

Novo Testamento

Contextualização

(V.18-20) Aqueles que voltarem os ouvidos para Deus, receberão a graça do perdão. (Mt. 4:17; Ef.1:7) Jesus inicia o seu ministério chamando o povo ao arrependimento, pois através dele e somente nele, há redenção. (1Jo 1:9) Todo aquele que contrito confessar os seus pecados a Deus, ele é fiel e justo para perdoar em Cristo Jesus.
(V.21-27) Deus irá purificar a sua cidade santa (permitirá para isso o exílio na Babilônia) e restituirá a justiça de Deus como nos tempos dos juízes. (Ap. 3:19; 1 Jo 1:7) Deus prova e trata com aquele a quem ama, com intuito de purifica-lo. A justiça e o juízo de Deus são estabelecidos ao homem através do sangue de Jesus. (1Pe. 1:7) É necessário à igreja, que é justificada em Cristo, ser purificada pela provação da sua fé, afim de que Cristo seja honrado e glorificado.
(V. 28:31) Os ímpios serão punidos. (Mt. 25: 31-46) Haverá um julgamento e condenação eterna para os que não estiverem em Cristo. (Ap. 2:10) Aqueles que permanecerem fiel (o remanescente fiel) herdarão a vida eterna.

Por: Queila Cristina de Oliveira Godinho

Referencias Bibliográficas:

A mensagem de Isaías. Pecado, arrependimento e salvação. Souza, R. F. Revista Expressão. Editora Cultura Cristã. São Paulo. nº59/3° trimestre de 2015.

Biblia Shedd: Antigo e Novo Testamentos. Russell Shedd. 1997.

Introdução ao Antigo testamento. William S. Lasor, David A. Hubbard, Frederic W. Bush. Editora Vida Nova. São Paulo. 1999.

 

Lucas 11:33-36 – A parábola da candeia

A igreja, luz de Cristo

Por: Queila C. de O. Godinho

Jesus inicia a parábola dizendo da importância do objeto que produz luz permanecer em um local adequado afim de cumprir o seu objetivo de iluminar. É necessário compreender a que luz Jesus está se referindo neste texto. Em João 8:12 ele diz: eu sou a luz do mundo”, em Mateus 5: 14: Vós sois a luz do mundo”.

Jesus é a luz de Deus trazida ao mundo, a promessa se cumprindo (Mateus 4: 15-16), mas ao cumprir seu ministério ele chama aos seus discípulos a serem também esta luz. Depois de sua assunção aos céus, o seu corpo que é a igreja se tornou a luz de Deus permanente na Terra.

O chamado de Cristo para ser luz é intenso, ele não diz aos discípulos que apenas tenham a luz, como se tem um objeto ou uma pregação, mas ele ordena que sejam a luz em sua essência, afim de O representarem aos homens.

Ainda no versículo 33, Jesus é incisivo ao dizer para que a luz (igreja) não se esconda, mas permaneça em evidência. A luz pode causar reações diferentes nas pessoas, uns verão na luz a esperança, o caminho, outros se sentirão ofendidos, indignados e repulsa à luz, pois expõe as suas trevas. Os discípulos de Cristo, cidadãos do reino dos céus, devem brilhar esta luz onde estiverem, sendo pessoas honestas, amáveis, que cumprem as ordenanças de Deus, ainda que por causa disso sejam odiados e perseguidos por muitos. Jesus já havia alertado a sua igreja a esse respeito: Mateus 10: 22,24 “ e odiados de todos sereis por causa do meu nome… O discípulo não é maior que o seu mestre, nem o servo maior que o seu senhor.”

No versículo 34, o texto diz que o olho é o objeto que traz a luz ao corpo. Os olhos são a percepção humana, através dele a luz pode entrar. Por isso eles precisam está centrados na palavra de Deus. O salmista já havia afirmado:  Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho (Salmos 119: 105). A boa, perfeita e agradável vontade de Deus está expressa no evangelho de Cristo, não é apenas uma lei, mas a expressão extraordinária da vontade de Deus aos homens. Enquanto a lei diz amai ao teu próximo, o evangelho diz amai os seus inimigos. Enquanto a lei era impossível de ser cumprida aos homens, o evangelho se tornou acessível através de Cristo, e ao entrar no coração do homem ele se torna a luz de Deus por ter um caráter moldado a imagem de Cristo.

No versículo 35 Jesus chama a atenção para que a luz que há em ti não sejam trevas. Isaías 64:6 diz que todos nós somos como o imundo e todos os nossos atos de justiça como trapo de imundícia. Um grande perigo que o coração do homem sofre é o de ser cheio de luz própria, ou justiça própria. Engana-se ao achar-se bom e por acreditar que suas boas ações podem o tornar luz. Jesus orientou aos seus discípulos a não serem como os hipócritas fariseus, que cheios da sua própria justiça jejuavam e ofertavam em público a fim de serem vistos pelos homens.  Nenhuma luz que vier do homem poderá ser boa se não vier através de Cristo, ainda que as ações pareçam piedosas diante dos olhos dos homens se a fonte não for Cristo serão trevas.

Por fim no versículo 36, Jesus diz que se o corpo estiver todo sob a luz, todo luminoso será. Esta luz é o próprio Cristo. Paulo em sua carta aos Gálatas diz: “Logo já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”. Aquele que é discípulo de Cristo, a sua igreja, o seu corpo, deverá ter toda a sua vida imersa nesta luz, Jesus deverá intermediar todas as suas relações: com Deus, consigo mesmo, com as pessoas, com a natureza, com o trabalho, ou seja, Cristo deverá ser tudo em todos.

A igreja precisa cumprir o seu chamado de estender o reino de Deus para este mundo, ser luz, sal da Terra, fazer a diferença, sofrer o dano de levar a Cruz de Cristo. Não podemos justificar a desobediência à palavra de Deus na natureza pecaminosa, devemos viver o evangelho através de Jesus Cristo, nos esvaziando de nossa justiça própria e nos enchendo do Espírito Santo.


Queila Cristina de Oliveira Godinho

Série Frutos do Espírito. Poder para ser Vitorioso 12º Estudo Gálatas 5:22e23

Uma vida produtiva

– Por que algumas pessoas são capazes de realizar tantas coisas na vida?

– O que as torna tão produtivas?

– Imagine se você tivesse que apresentar um relatório de produtividade todo mês.

– O que você gostaria de fazer para que, no fim da vida pudesse dizer: tive uma vida produtiva!

– Você já definiu o que considera uma vida produtiva?

– Você conhece a definição divina de uma vida produtiva, fecunda?

– O que significa ser um cristão fecundo?

 

– A palavra fruto é usada mais de 40 vezes no NT:

– fruto natural

– fruto biológico

– fruto espiritual

– Deus quer ver o fruto espiritual em nossa vida.

– Ler Jo 15:8 – Essa é a definição dele de uma vida produtiva.

– Ler Jo 15:16 – A prova de que você é um discípulo é que dá fruto.

– Deus quer que sejamos produtivos

 

Condições apresentadas na Bíblia:

 

1º Cultive as raízes

 

– Se quiser ser fecundo, cultive as raízes.

– Ler Jeremias 17:7,8 –  É preciso ter boas raízes par dar fruto.

– Se não tiver raízes, você não dará frutos.

– Por que devemos ter raízes? Para suportar as intempéries: o calor e a seca.

– As raízes são fontes vitais de nutrição.

– Você já sentiu o calor dos momentos de estresse?

 

* Exemplos:

– As sequóias Norte da Califórnia. Suportam os piores incêndios nas florestas e cortes de até um metro em seu caule.

– Os carvalhos as raízes alinhadas somam diversas centenas de quilômetros.

Por isso são tão estáveis

– A bananeira é quase indestrutível. A única maneira de acabar com ela é arrancar suas raízes.

– Ler Prov. 12:3 – O homem justo pode enfrentar o calor, um período de seca.

– Na seca os recursos são limitados. Às vezes temos que ficar sem as coisas das quais normalmente dependemos.

– Qual é o seu momento de seca?

– Falta de apoio emocional, faltam de amigos, saúde, dinheiro…

– Os contastes fascinam:

* Exemplo: vida no deserto. O cactus saguaro dá frutos até sob 130ºC. Por que suas raízes se estendem por 1500 a 1800 metros em todas as direções.

– Qualquer um pode sobreviver a um dia de seca, mas a um período longo só quem tem raízes.

– Como cultivar as raízes?  Ler Salmo 1:2,3 – Lendo e meditando na Palavra.

– Ler Col 2:6,7 – Arraigados e edificados em Cristo com abundância de ações de Graças.

– Gaste tempo lendo diariamente a palavra de Deus, assim você desenvolve fortes raízes espirituais.

 

2º Elimine as ervas daninhas

 

– Ler Lucas 8:11-14 – A parábola do semeador

– Ervas daninhas: preocupações, riquezas, prazeres desta vida…

– Quais são as ervas daninhas na sua vida? Elas podem sufocar a sua vitalidade espiritual.

– Podem sugar seu tempo, seu dinheiro, sua energia e não deixá-lo produzir o fruto espiritual.

– As pessoas dizem que não tem tempo para servir ao Senhor. Precisam arrancar as ervas daninhas de sua vida.

– Muitas coisas na vida não são necessariamente más; são apenas desnecessárias.

– Se você coloca muito feno sobre o fogo poderá apagá-lo.

– Jesus menciona três tipos de ervas daninhas:

– Das preocupações diárias que exigem nossa atenção.

– Da riqueza. O trabalho domina tanto a sua vida que você não tem tempo para o Senhor.

– O prazer. Até as atividades agradáveis podem se tornar ervas daninhas. *Recreação em primeiro lugar, quando se torna mais importante que a Bíblia significa que suas prioridades estão desequilibradas.

– Pense: Quanto esforço é necessário para cultivar ervas daninhas?

– A erva daninha é sinal de negligência.

– Quando negligenciamos a leitura da Bíblia, a oração e a comunhão com outros cristãos, elas crescem e abafam nossa vida espiritual.

– Elas nos impedem de produzir.

 

3º Coopere com Deus

 

– Para ser um cristão fecundo é preciso cooperar com Deus na poda da minha vida.

– Ler Jo 15:1,2 – Podar significa cortar os galhos mortos e aparar os vivos para dar vida e estimular seu crescimento.

* Exemplo: O trabalho do jardineiro.

– A maioria das pessoas pensa que quando Deus poda, corta o pecado e as superficialidades, as coisas mortas em nossa vida.

– Ele faz isso, mas às vezes corta partes vivas e produtivas também.

– Um negócio próspero, um relacionamento agradável, uma boa saúde.

– Algumas coisas devem ser derrubadas para darmos mais frutos.

– Não apenas os galhos mortos, mas com freqüência Deus corta coisas boas para torná-las mais sadias.

– Ler Jo 15:8 – Isso exige poda.

– Lembre-se: as ferramentas estão nas mãos de nosso Deus amoroso.

– Ele sabe o que está fazendo, e quer para nós o melhor.

– Se você é cristão será podado. Conte com isso.

– Talvez esteja passando por uma poda agora mesmo.

*Exemplo: A conversa com plantas. É isso que fazemos com relação à poda de Deus.

 

– Como Deus nos poda? Ele usa problemas, pressões e pessoas.

– as pessoas vão criticá-lo desafiá-lo, questioná-lo e duvidar de você e desafiar suas motivações.

– Deus pode usar tudo, cada situação da vida para ajudá-lo a crescer, basta apenas assumir a atitude correta.

– Por que Deus faz isso?

– Ler Hebreus 12:11 – Assim como a disciplina, a poda é desagradável e nunca é bonita.

– O propósito da poda é positivo. Deus não está zangado com você.

– Ler Rm 8:1.Deus não pune seus verdadeiros filhos. O castigo foi executado na cruz.

– A poda é para seu bem , para que você frutifique mais.

– A poda de Deus pode falhar?

– Se não cooperarmos, se resistirmos, se nos rebelarmos, nos queixarmos ou ficarmos ressentidos, nosso caráter não se desenvolverá da maneira como Deus pretendia.

– A maneira de você expressar a cooperação com Deus é louvá-lo em todas as circunstâncias. Ler I Ts 5:18.

 

4º Aguarde a colheita

 

– Se eu quiser que minha vida seja frutífera, devo cultivar boas raízes, eliminar as ervas daninhas e cooperar com a poda de Deus agradecendo e louvando, mas também devo aguardar a colheita.

– Crescimento leva tempo, não é instantâneo.

– Deus leva dois dias para criar um cogumelo, mas leva sessenta anos para fazer um carvalho. Você quer ser um carvalho ou um cogumelo?

– Ler Jo 12:24 – Jesus fala de sua morte, mas o princípio aplica-se a nós também.

– A morte precede a vida.

– Como o grão de trigo, precisamos morrer para nós mesmos para produzir frutos.

– João 15:4 – A palavra chave é permanecer.

– Permanecer em Cristo é manter contato com Ele.

– Nunca desista, espere a colheita prometida por Deus.

– Deus não está aguardando até que você seja perfeito para começar a amá-lo.

– Deus nunca o amará mais do que ama agora.

– Se você não está vendo em sua vida tanto fruto quanto gostaria de ver não se desespere.

– Lembre-se: o crescimento leva tempo.

 

– As quatro atividades esboçadas aqui são etapas práticas que você deve empregar se quiser pensar com seriedade sobre uma vida cristã produtiva, frutífera.

– Deus está operando para que você seja mais fecundo do que jamais pensou ser possível.

* Exemplo: Em 1968 – o exemplo do colar indígena de 600 anos. Potencial adormecido.

– Talvez você seja um cristão que esteve espiritualmente adormecido até hoje, mas agora quer ser produtivo.

– O potencial de vida está em você.