Soli Deo Glória – Somente a Deus Glória

Soli Deo Glória – Romanos 11:33-36

Como já vimos, os Solas são slogans, para se usar um termo mais contemporâneo, que formam a base dos princípios da Reforma Protestante. Apontam para princípios bíblicos e fomentam a reflexão doutrinária. Contudo é necessário alertar que “os Solas” apontam como símbolo, mas não substituem a reflexão e a leitura devocional das Escrituras.

Em nossa última reflexão sobre os Solas estudaremos brevemente  o: “Soli Deo Gloria” que vem responder às perguntas: Qual é o sentido da vida? Qual é a finalidade da vida? De fato, a primeira pergunta do Grande Catecismo de Westminster é: Qual é o fim principal do Homem? Que trás como resposta: o fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e alegrar-se n’Ele para sempre.

Portanto, a Criação está a serviço da Glória de Deus e o Ser Humano foi também criado para louvor, honra e a Glória de Deus. Há, no entanto  um problema, pois toda a Criação está plenamente completa, adequada, apropriada e adaptada perfeitamente ao seu propósito de trazer Glória, honra e Louvor ao Criador, exceto o ser humano.

O homem é a única criatura que Deus fez cujo ser não está em si mesmo, e que por si mesmo não é nada. A ‘canicidade’ do cão está no cão, mas a ‘humanidade’ do homem não está no homem. Está na sua relação com Deus. O homem é homem porque reflete Deus, e somente quando ele assim o faz.[i]

Ou seja, nossa real humanidade se encontra em Cristo, e n’Ele e apenas n’Ele encontramos respaldo, legitimidade e eficácia em cumprir o propósito para o qual fomos criados.

O texto base de nossa reflexão é sem duvida uma das mais lindas doxologias encrustradas nas Escrituras. Ela é um pensamento elevado, uma conclusão poética composta pelo Apóstolo Paulo em resposta ao debate teológico que ocorre, sobretudo no capítulo 9 da carta aos Romanos.

Paulo finaliza seu debate e chega a uma razão ou conclusão teológica sobre o poder, as prerrogativas e a soberania de Deus. Evidentemente qualquer proximidade que nos leve a encontrar tais elementos só poderia resultar em glorificação, reconhecimento e submissão a Deus.

Destacam-se três pilares nas palavras de glorificação de Paulo:

  • Nos versos 33 e 34 há o reconhecimento de que Deus será sempre mais sublime. Deus constitui-se em inexaurível plenitude, inesgotável sabedoria e em contínuo mistério revelado graciosamente e relacionalmente na pessoa de Cristo. Deus está além de qualquer concepção humana, filosófica, sociológica, ideológica, antropológica ou política.
  • No Verso 35 há o reconhecimento da justiça divina. Deus é Justo e Fiel aos seus decretos. Deus não deve nada a ninguém e por sua vez ninguém tem créditos com Deus. Ninguém pode cobrar ou questionar a Deus sobre coisa alguma. No entanto Deus sempre age em amor e sua misericórdia e compaixão se antecipam à sua ira. Contudo, é prerrogativa divina escolher e rejeitar, levantar e abater, salvar ou condenar.
  • O verso 36 finaliza com o reconhecimento da suficiência divina. Tudo se inicia n”Ele e n’Ele tem seu fim derradeiro. Tudo que ele faz, trás finalmente Glória a Seu Santo Nome. Ele faz vasos para honra e vasos para desonra e ambos trarão a seu tempo e propósito Glória e Majestade a Ele. Afinal, Deus se utiliza das contingências humanas para se fazer cumprir seus desígnios eternos e assim ser glorificado.

Ao contemplarmos os pilares da Sublimidade, Justiça e Suficiência divinos resta-nos a glorificação, reconhecimento e submissão total a Ele. Na realidade as doutrinas da Eleição e Predestinação debatidas em Romanos por Paulo e concluídas com sublime exaltação em sua doxologia, exaltam a Deus de tal forma que não sobra espaço para homem.

Em tempos de antropocentrismo explícito, “Soli Deo Glória” resgata a premissa de que somos feitos para a Glória de Deus de tal modo que nada de nós e tudo d’Ele deve ser objeto de nosso reconhecimento.

Na prática, Soli Deo Glória deve partir de uma vida centrada em Cristo, de uma kenosis ou esvaziamento do homem natural para que se manifeste o homem espiritual, da rejeição consciente e constante dos ídolos e da idolatria. Na realidade, o maior nível de idolatria, depravação e desobediência relatados em Romanos capítulo 1, se deve ao fato de seus efeitos serem causados pelo não cumprimento da finalidade humana. São resultados de não se dar Glória a Deus.

Uma sociedade que não dá a Glória devida a Deus se destrói, uma família que não dá a Glória devida a Deus se desestrutura, um ser humano que não dá a Glória devida a Deus se deteriora e se dissolve em desumanidade.

Em Cristo,


Pr. Anderson de Alvarenga

Referencia

[i] Daniel Thambyrajah Niles – Studies in Genesis – 1958

Sola Scriptura – Somente a Escritura

Introdução

Sola Scriptura = Somente a Escritura

Esse conceito foi primordial na reforma protestante.

*Contexto do surgimento do conceito Sola Scriptura:

Em 1520, o papa Leão X, incomodado, escreveu um documento exigindo a retratação de Lutero, sob pena de sua excomunhão. Em praça pública, Lutero respondeu ateando fogo ao documento do papa. Lutero foi convocado a se retratar. Quando Lutero chegou à assembleia, conhecida como Dieta de Worms, havia exposto numa mesa as suas obras, então representantes do papa perguntaram para ele se ele concordava com o conteúdo que ali estava escrito ou se ele queria se retratar.

Lutero respondeu, literalmente, “A menos que eu seja convencido pelas escrituras, (visto que não creio no papa, nem nos concílios; é evidente que todos eles frequentemente erram e se contradizem); estou conquistado pela Santa Escritura citada por mim, minha consciência está cativa à Palavra de Deus: não posso e não me retratarei, pois é inseguro e perigoso fazer algo contra a consciência. Esta é a minha posição. Não posso agir de outra maneira. Que Deus me ajude. Amém!”.

Essa resposta de Lutero aos seus inquisidores estava baseada nessa frase que está bem no centro da sua resposta:        “a menos que eu seja convencido pelas escrituras, eu não me retratarei.”. Ou seja, Lutero estava dizendo que a base para as teses, que ele havia pregado na porta da igreja de Wittenberg, a base para as ideias que ele estava trazendo, era nada menos do que as Escrituras Sagradas, e que ele estava disposto a morrer declarando e afirmando aquilo que ele já havia publicado, porque estava convencido das escrituras de que aquelas declarações eram verdadeiras, e a não ser que convencesse pelas próprias Escrituras de que ele estava errado, ele não haveria de se retratar e realmente não se retratou.

Como podemos ver somente a Igreja Católica tinha acesso às escrituras e ela mesmo a interpretava de uma maneira que a favorecia, porém, os seus fiéis não tinham acesso as escrituras sagradas, o que facilitava a manipulação. Por causa disso, o povo não conhecia, de verdade, a revelação de Deus para eles, até porque eles, antes de Lutero se pronunciar, não sabiam que a salvação era pela Graça, e sim se dava pela compra de um papel.

Graças à reforma protestante, a Escritura está disponível a todos nós. Com isso, podemos ter um acesso direto à vontade de Deus e os seus ensinamentos para a nossa vida.

Por isso, nós sabemos que Nela encontra-se toda a vontade de Deus, todo o seu plano e todo um modo de vida que nos torna simples como Jesus.

Com isso, entendemos que a BÍBLIA é completa, verdadeira e dotada de autoridade.

SOLA SCRIPTURA é a única forma de evitar que a subjetividade tire a prioridade dos ensinamentos bíblicos.

A essência da SOLA SCRIPTURA é basear sua vida espiritual somente na BÍBLIA e rejeitar qualquer tradição ou ensino que não esteja em completa concordância com a PALAVRA DE DEUS.

SOLA SCRIPTURA não torna nulo o conceito das tradições da igreja. Mas ao contrário, sola scriptura nos dá um sólido alicerce no qual podemos basear as tradições.

As tradições têm um papel importante em tornar clara a doutrina cristã, e organizar a prática cristã. Mas tem um PROBLEMA, que aconteceu com a Igreja Católica.

O PROBLEMA foi que a igreja priorizou as tradições, as decisões, as bulas e os enunciados papais, e esqueceu-se totalmente das Escrituras Sagradas. E conseguimos perceber isso, pois a igreja vendia indulgências aos seus fiéis como forma de perdoar os pecados, garantir e ter a salvação.

Mas pelas ESCRITURAS SAGRADAS, nós sabemos que isso não é verdade. Nós não conseguimos a salvação por meio de esforços humanos, e sim vem do próprio Deus por meio da Graça.

“Porque pela GRAÇA SOIS SALVOS, por meio da fé; e isto não vem de vós, É DOM DE DEUS”. Efésios 2.8

Por causa disso, Lutero incomodado com a atitude da Igreja fez 95 teses e fixou na porta da igreja de Wittenberg, as quais a base para toda a formulação era a própria Escritura Sagrada.

Aceitando esse princípio das ESCRITURAS, foi que Lutero deduziu e afirmou que a salvação é somente pela graça, somente pela fé na pessoa e obra de Cristo redundando em Glória somente a Deus.

SOLA SCRIPTURA resgata o que Deus nos revelou em Sua Palavra. (já que o povo não tinha acesso à bíblia)

Então, podemos concluir que a SOLA SCRIPTURA é à base dos outros solas, e só podemos afirmar os outros se estivermos conscientes desse princípio fundamental.

E é por isso que nós, cristãos, devemos sempre consultar a SOLA SCRIPTURA, a excelente e confiável palavra de Deus, como a única base sólida para fé e prática.

O Tempo Humano

2 Timóteo 4.3-4

Nesta carta escrita por Paulo a Timóteo, ele aborda exatamente o que estamos vivendo nesses tempos. No versículo 3 está escrito assim: “Pois vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E arranjarão uma porção de mestres, que vão dizer a elas o que elas querem ouvir.”

Vivemos numa época de distância do alto conceito de Deus e em um mundo cheio de reivindicações de verdades concorrentes.

  • Você já reparou como as pessoas, em geral, têm tratado a Escritura nos tempos pós-modernos em que vivemos?

Todos os dias somos bombardeados com declarações de que uma coisa é verdadeira e a outra, falsa. Dizem-nos no que acreditar e no que não acreditar. Pedem-nos que nos comportemos de um jeito ao invés de outro.

Atualmente, a sociedade está muito mais do que individualista! Estão atrás do que as agradam, dos seus “direitos”, mas pouco importa com o que realmente é necessário. A sociedade encontra-se assim, pois o homem sempre quis buscar seus desejos, e tudo o que fosse contra ou o repreendesse, ele se revoltava. As pessoas hoje não querem ouvir um NÃO, não querem ouvir opiniões ou até mesmo verdades que divergem dos seus preceitos.

Há alguns grupos sociais que, para terem certa legitimidade na sociedade, fazem de tudo para “serem ouvidas”, mas não aceitam opiniões diversas. E muita das vezes essas opiniões diversas são as Escrituras Sagradas.

Quando a Escritura diz alguma coisa com a qual não concordam, as pessoas simplesmente dizem que os tempos mudaram. Que agora tudo é diferente é uma sociedade diferente que não tem que se pautar num livro antigo e que não são todas as pessoas que creiam nele e tals.

Um exemplo disso é a clemência para um novo formato da família brasileira, ou a aceitação da questão de gêneros. Várias coisas que, na própria Escritura são consideradas pecado, o mundo fala que não tem nada disso, querendo invalidar a escritura que é o produto da revelação de Deus para nós.

À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência (destaque), a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento.

Todas as pessoas precisam de algum tipo de norma, padrão ou critério ao qual possam recorrer e basearem seus pensamentos e ideais. Em outras palavras, precisamos de uma autoridade máxima. Algumas pessoas recorrem à razão e à lógica para julgar essas alegações de verdade concorrentes. Outras recorrem ao senso de experiência. Outros recorrem a si mesmos e ao seu próprio senso subjetivo das coisas.

Embora haja alguma verdade em cada uma dessas abordagens, os cristãos devem rejeitar todas elas como o padrão definitivo para o conhecimento. E em vez disso, o povo de Deus tem que afirmar universalmente que há apenas uma coisa que pode legitimamente funcionar como o padrão supremo: a Palavra de Deus. Não pode haver nenhuma autoridade maior que o próprio Deus.

  • Porque SOLA SCRIPTURA é a única base sólida para a fé e prática de um cristão.

Considerando e afirmando que SOMENTE A ESCRITURA é a única base sólida para a fé e prática de um cristão, entende-se que há um valor significativo nas escrituras sagradas. E vemos isso na segunda carta de Paulo a Timóteo.

2 Timóteo 3.16-17

Primeira informação: Inspiração divina

A Bíblia é inspirada por Deus.

É o recurso deixado pelo Senhor para que pudéssemos conhecer a sua vontade de modo objetivo.

Quando a lemos, o Espírito Santo nos ilumina para entendê-la, fala ao nosso coração e revela a Sua vontade.

A Escritura é à base do nosso conhecimento a respeito de Deus.

“A Bíblia fala no tom de voz do próprio Deus”.

Esse princípio divino precisa ser bem claro em nossa vivência cristã.

Não somos uma comunidade vivendo sob suas próprias regras, mas uma comunidade de Deus vivendo sob as regras de Deus através da Bíblia.

Para o cristão, principalmente, a Palavra de Deus é como o combustível de um carro de corrida, a máquina pode até ser potente, todavia a falta de combustível não levará esse carro a lugar nenhum. E assim tem acontecido na vida de muitas pessoas, embora tenham um livro tão importante, não conseguem ir a lugar nenhum porque desprezam a Palavra de Deus.

A Bíblia tem utilidade. Pense nela como uma caixa de ferramentas, a qual não possui somente uma ferramenta para um trabalho específico, e sim há varias ferramentas com funções diferentes: conforta, constrange, corrige, exorta, conta histórias verídicas, apresenta o plano de salvação.

Enfim, a bíblia é um manual de vida na qual temos tudo que precisamos que Deus julga ser necessário para nossa caminhada aqui nesta terra.

Mateus 4.4

“Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus”.

Há tantas coisas maravilhosas que somente a escritura proporciona, porque a cada dia devemos reconhecer que a base de todo o nosso conhecimento sobre Deus, ou sobre nossa missão, ou sobre o plano, está contido neste livro sagrado.

O teólogo suíço, Karl Barth dizia:

“Deus se revela de três formas: de forma suprema, em Cristo; de forma geral, pela Bíblia; e de forma direta, através da pregação baseada na Bíblia, a Palavra de Deus”. De modo simplificado: Sem Bíblia não há cristianismo genuíno!

 Segunda informação: A Bíblia é de fato proveitosa e útil.

Para quê ela é útil?

Ensinar, Repreender, Corrigir, Educar na Justiça e Aperfeiçoar o Homem.

  • Útil para Ensinar

Isto é especialmente importante já que em relação a Deus, as pessoas tendem a seguir os ensinamentos de suas tradições ou os ensinamentos que a sociedade considera como “a fonte correta de informação”.

A Bíblia é dotada de ensinamentos que, para um cristão, são essenciais para a sua caminhada aqui na Terra.

Devido a essa importância, nós devemos são só ouvir e ler a bíblia, mas colocar em prática o que Jesus tem nos ensinado.

A Bíblia é a base para todas as pregações feitas aqui na Igreja, e há cada uma delas conseguimos obter aplicações para as nossas vidas.

Exemplo: a obediência em Deus, a salvação pela Graça, prática das boas obras, como orar e jejuar,

“Há vários exemplos de ensino na Bíblia conhecidos como ‘as parábolas”. (do semeador, do joio, do Gao de mostarda, do fermento, assim por diante).

**Mas hoje nós vamos ver um pequeno versículo, mas que traz um grande ensinamento para as nossas vidas como discípulos de Cristo.

Mateus 16.24

** Negar a si mesmo é renunciar todo a nossa vontade, todo o nosso ser, e nos entregar totalmente a Ele, para que a vontade Dele aja em nós.

** Seguir a Jesus é andar no mesmo caminho que Ele andou em toda a sua boa maneira de viver. Ter a mesma humildade de Cristo, andar em santidade como Ele andou, guardando os seus mandamentos fazendo a vontade do Pai.

Oferecer o outro lado da face, perdoar, amar os vossos inimigos, bendizer os que vos maldizem, fazer bem aos que vos odeiam e orar pelos que vos maltratam e vos perseguem.

Ser humilde, andar na fé, na caridade, no amor ao próximo, ter coragem de dar a tua vida, por aquele que, primeiro deu a sua por você.

**A Bíblia nos ensina como caminhar na santidade e prosseguir para o nosso alvo que é Jesus.

  • Repreender / Corrigir

 Mateus 15.1-9

Hipócritas! Isaías estava certo quando disse a respeito de vocês o seguinte: “Deus disse: Este povo com a sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe de mim. A adoração deste povo é inútil, pois eles ensinam leis humanas como se fossem mandamentos de Deus”. (7-9)

** Jesus repreende e corrige os fariseus e escribas, pois eles estavam ensinando doutrinas baseadas em preceitos humanos e não nas escrituras. Jesus quer que nós sejamos imitadores Dele, mas por completo e de verdade, não como os fariseus e escribas. Jesus quer que as Escrituras Sagradas sejam à base da nossa vida e do nosso ministério aqui na Terra.

** A Bíblia é dotada de mandamentos e regras de vida, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões nas igrejas precisam ser exposições da Bíblia e de seu ensino, e não pregações baseadas no próprio homem e em suas tradições/culturas. Por isso, é importantíssimo analisarmos a nossa vida e saber se o que estamos procurando é a glória dos homens ou a glória Divina, e se alguma tradição humana está tomando o lugar da lei de Deus em nossas vidas e na Igreja.

  • Formar na Justiça

 Romanos 2.13

 “Porque não são os que ouvem a Lei que são justos aos olhos de Deus; mas os que obedecem à Lei, estes serão declarados justos”.

Miquéias 6.8: “Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus.

** A Formação na Justiça nada mais é do que a própria prática da palavra de Deus. É você OUVIR, PRATICAR E FRUTIFICAR.

** Formar na justiça exige obediência e a prática do bem.

Tito 2.7-9

 “Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras. Em seu ensino, mostre integridade e seriedade; use linguagem sadia, contra a qual nada se possa dizer, para que aqueles que se opõem a você fiquem envergonhados por não poderem falar mal de nós. Ensine os escravos a se submeterem em tudo a seus senhores, a procurarem agradá-los, a não serem respondões.”

** Quem é seguidor de Jesus deve ser um “fazedor do bem”. Jesus nos resgatou para sermos novas criaturas, pessoas de paz que são sal e luz para este mundo em trevas.

 1 Pedro 3.11 “Aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la”.

  • Para Aperfeiçoar e Habilitar o Homem Para Toda Boa Obra

 1 Timóteo 5.10  

** As boas obras são o resultado e não a causa da salvação.

As boas obras que estão aqui não são boas obras que VOCÊ “preparou” para Deus.

Para Deus as únicas obras que são verdadeiramente boas são as boas obras que DEUS preparou de antemão “para que andássemos nelas.”

Para estar preparado ou completamente equipado para estas boas obras o que você precisa é do livro texto de Deus: a Bíblia

Uma boa obra no sentido bíblico, o verdadeiro e único sentido, é aquela que agrada a Deus e traz sobre quem a faz a aprovação e bênção de Deus.

Uma obra boa é uma obra de fé. Fazer o que Deus manda, só porque Ele manda, é uma boa obra.

** E o que Deus mandou? ‘e disse-lhes Jesus: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.”

  • Mateus 5.16: “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”.

Que possamos ser sal e luz nesta Terra, pregando a palavra de Deus com nossas atitudes.

A partir dessa explicação detalhada da passagem de 2 Timóteo 3.16-17, podemos afirmar 3 coisas sobre a SOLA SCRIPTURA:

Somente a Escritura é a única regra de fé e prática de um cristão

Somente as Escrituras são a regra de fé e prática para o crente. As tradições, as bulas e os escritos papais não têm, não podem ser ou mesmo servirem de instrumento de fé e prática para o rebanho de Cristo, somente a Escritura Sagrada, porque possui autoridade como Palavra de Deus. Ela foi escrita por homens inspirados por Deus, que foram instrumentos de revelação da vontade de Deus para a nossa vida. A Bíblia, e somente a Bíblia, tem esta autoridade.

  • Ela produz em nós a fé que agrada a Deus (Rm. 10.17): “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo”.

Somente a Palavra de Deus tem poder de produzir fé em nós. E essa fé praticada, agrada a Deus.

Porque a única regra de fé?

Pois somente ela é a Verdade porque procede do Deus da verdade. Então é a única regra de fé.

O que é a fé? Hebreus 11.1: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem”.

Mas como ter fé? Lendo a Escritura, pois é por meio dela que conseguimos acreditar num Deus amoroso é por meio dela que conseguimos entender o que Ele quer para nós, o que Ele fez para nós e que Ele nunca desistiu de nós.

A escritura ser considerada como a única regra de fé, eu acredito que seja porque ela é a base viva e eficaz que temos aqui que mostra e demonstra tudo de Deus para nós. Ela nos conta que podemos confiar nesse Deus, pois Ele voltará e nos buscará. E como podemos confiar nisso? Porque ela foi inspirada pelo próprio Deus, então não há outra regra de fé a não ser a Escrituras Sagrada.

E lembrando, só se pode ter fé e acreditar nas coisas que esperamos e das que não vemos, somente se tudo isso for a verdade. E graças a Deus que a Bíblia é a Sua verdade revelada a nós.

***Prática de um cristão

Colossenses 3.12-17

A Bíblia é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.

A Escritura nos revela a vontade de Deus para a nossa vida. Ela revela como devemos agir pensar e viver como filhos de Deus aqui nessa terra.

A palavra de Deus nos exorta a respeito de nos despojar de todo o pecado e nos revestir da santidade e dos frutos do espírito, pois só assim conseguiremos um relacionamento contínuo com Deus, pois nossa vida estará condizente com o que professamos na igreja.

A cada dia temos que lembrar que essa morada é temporária, e não é por causa disso que devemos nos deixar levar pelas coisas do mundo e não seguir as instruções de Deus deixadas na Bíblia.

**Temos que ler a bíblia para saber como agir diante as tantas coisas perversas do mundo que têm surgido para abalar a Igreja.

Se não estamos firmados na rocha, na palavra, não conseguimos discernir o certo do errado.

  • Ela nos ajuda a percorrer o caminho (Sl. 119-105): “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra e, luz para os meus caminhos”.

A palavra de Deus tem que ser a nossa guia, é nela que temos que apoiar nossos preceitos, nosso modo de vida. Pois essa é a Única Verdade que precisamos, as escrituras que contem a revelação divina.

Que a Escritura seja Lâmpada para nossos pés e Luz para o nosso Caminho. Que nossa vida esteja pautada nas escrituras, ou seja, pautada na boa, perfeita e agradável vontade de Deus. 

Somente a Escritura tem as palavras de vida eterna

1 João 5.11-13 

Deus promete vida eterna a todo aquele que crê nele.

A morte não é o fim! A morte e o castigo eterno existem por causa do pecado, mas Deus enviou Jesus para levar o castigo por nós. Agora quem aceita Jesus como seu salvador e o segue ressuscitará e viverá para sempre.

Graças as Escrituras, temos registrado essa promessa de Deus para nós.

A promessa da vida eterna é um bom motivo para fazer o bem. 

Podemos refletir nossa esperança de uma eternidade perfeita com Deus agora, nas coisas que fazemos. Podemos começar já a viver um pouco mais como viveremos na eternidade: puros e sem culpa.

1 João 2.24-25

 “E esta é a promessa que Ele mesmo nos fez, a vida eterna.”

Nunca podemos esquecer esta mensagem da salvação e da vida espiritual na presença de Deus. Embora Jesus nos cure, restaure, liberte e livre de todo mal aqui nesta terra, sua maior promessa é nos fazer viver eternamente em sua presença. Não podemos ser cristãos que pensam somente em bênçãos terrenas, pois “se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (I Coríntios 15.19).

Somente a Escritura pode transformar e reformar as Igrejas

A teologia reformada inclui qualquer sistema de crença que traga suas raízes à reforma protestante do século 16. E esses reformadores basearam sua doutrina nas Escrituras Sagradas. Então, eles ensinam e resgatam a doutrina apostólica que a Bíblia é inspirada, confiável e suficiente.

De acordo com a teologia reformada, nenhuma voz, na igreja de Cristo, pode se elevar acima da Escritura Sagrada, inspirada pelo Espírito Santo para conduzi-la a toda verdade.

Isaías 8.20 – Mas vocês respondam assim: ”O que devemos fazer é consultar a lei e os ensinamentos de Deus. O que os médiuns dizem não tem nenhum valor.”

“A qualificação mais importante exigida do leitor da Bíblia não é erudição, mas, sim, rendição; não perícia, mas disposição de ser guiado pelo Espírito de Deus”. (Martin Anstey)

Cristo é a cabeça da igreja, e Ele a governa segundo os preceitos estabelecidos na Escritura. Nenhum líder, nenhuma denominação cristã, nenhum concílio, nenhum costume, nenhuma tradição tem valor normativo para a igreja cristã. Só a Escritura.

Sem Bíblia, o cristianismo é apenas uma religiosidade vazia, mas, quando desenvolvemos nossa fé com base nas Escrituras, então somos livres.
Se quisermos viver vidas dignas do nome de “cristãos”, então não podemos viver sem respirar o ar abençoado da Palavra de Deus.

Será que o centro da Igreja tem sido Deus ou o homem?

“A autoridade da Bíblia não provém da capacidade de seus autores humanos, mas do caráter de seu Autor divino”. (J. Blanchard).

 Romanos 12.2 “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

APLICAÇÕES

“As Escrituras Sagradas são a Palavra de Deus, a única regra de fé e obediência.”

No livro, Uma vida com propósitos, o autor Rick Warren diz o seguinte: “A Bíblia deve se tornar o critério definitivo para a minha vida: a bússola na qual confio para sabe a direção, o conselho a que dou ouvidos para tomar decisões sábias, e o parâmetro que utilizo para avaliar as coisas. A Bíblia deve sempre ter a primeira e a última palavra em minha vida.”.

Que, mesmo nesses tempos modernos, devemos nos tornar praticantes da Palavra e proclamar a única verdade em nossas vidas: SOLAS SCRIPTURAS.

E que possamos afirmar que SOMENTE A ESCRITURA é a única regra de fé e prática, que SOMENTE A ESCRITURA tem palavras de vida eterna e que SOMENTE A ESCRITURA PODE TRANSFORMAR E REFORMAR AS IGREJAS.

Que possamos utilizar a Bíblia para ENSINAR, REPREENDER, CORRIGIR, EDUCAR NA JUSTIÇA E NOS APERFEIÇOAR PARA TODA A BOA OBRA DE FÉ NO SENHOR JESUS.

Que a nossa instrução venha da Palavra de Deus, que possamos caminhar nos caminhos que Deus trilhou para nós a fim de cumprirmos a nossa missão aqui na terra: Pregar o evangelho, pregar que SOMENTE A ESCRITURA é a única regra de fé, é capaz de reformar vidas e igrejas e que possui as Palavras de vida eterna.

João 17:17: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”.

Que sejamos santos como Jesus, praticando boas obras e proclamando que somente a escritura possui a revelação divina para nós e que ela é a verdade para as nossas vidas.


Diovana Thaíse

Solus Christus – Somente Cristo

Introdução

At 4:12 E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.
1Tm 2:5 Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.
Pv 29:18 Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz.
Jo 1:1,14 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.
Hb 1:1-2 Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.
Mt 13:57 E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra e na sua casa.
Hb 1:3 Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,
Hb 9:11-15 Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.  Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo! Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados.
Hb 7:20-28 E, visto que não é sem prestar juramento (porque aqueles, sem juramento, são feitos sacerdotes, mas este, com juramento, por aquele que lhe disse: O Senhor jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre); por isso mesmo, Jesus se tem tornado fiador de superior aliança. Ora, aqueles são feitos sacerdotes em maior número, porque são impedidos pela morte de continuar; este, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável. Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu. Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens sujeitos à fraqueza, mas a palavra do juramento, que foi posterior à lei, constitui o Filho, perfeito para sempre.
1Jo 2:1  Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo;
Hb 1:8  mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de eqüidade é o cetro do seu reino.
Is 40:21-23 Acaso, não sabeis? Porventura, não ouvis? Não vos tem sido anunciado desde o princípio? Ou não atentastes para os fundamentos da terra? Ele é o que está assentado sobre a redondeza da terra, cujos moradores são como gafanhotos; é ele quem estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar; é ele quem reduz a nada os príncipes e torna em nulidade os juízes da terra.

Em 31 de outubro de 1917, Lutero pregava suas 95 teses em Wittenberg, na Alemanha, e com elas vinha a necessidade de examinar as escrituras, redescobrindo Jesus e seu papel como profeta, sacerdote e rei da igreja. Por esses papéis, somente Ele pode perdoar pecados, salvar e santificar o cristão. Portanto, não precisamos mais de santos, Maria, líderes ou pastores como mediadores entre nós e Deus, jejuns desumanos, penitências, compra de indulgências, ou qualquer outra coisa para nos achegarmos a Deus. Jesus é suficiente. Somente Cristo.

Jesus é profeta

Pv 29:18-Deus manda profetas para que o povo não se desvie
O ofício profético teve como característica principal o da revelação progressiva do plano de Deus para com o homem. O profeta era o porta-voz de Deus, aquele que revelava o desconhecido à humanidade, o propósito divino para a restauração do homem. Neste sentido, o ofício profético durou até João Batista, pois, com a vinda de Cristo, o próprio Deus Se revelou ao homem, de forma plena e integral. (Jo 1:1; Hb 1:1-2; Jo 7:16-17, 15:15, 17:25-26; Mt 13:57) Ele é o único que poderia revelar a nós os planos de Deus desde a fundação do mundo. O ministério profético, por sua vez, foi instituído por Cristo, para a Igreja, com o propósito de ser o porta-voz de Deus não mais para a revelação do plano de Deus ao homem, mas para trazer mensagens divinas ao Seu povo no sentido de encorajar o povo a se manter fiel à Palavra e para nos fazer lembrar as promessas contidas nas Escrituras. No Novo Testamento, o profeta não irá acrescer nada do que foi revelado e se completou no ministério de Cristo, mas trará informações e palavras que confirmam o que já foi revelado e manter os crentes firmes e certos de que o Senhor está no controle de todas as coisas, para o fim de velar sobre a Sua Palavra para a cumprir.

Jesus é sacerdote Hb1:3

O Dia da Expiação era o dia mais importante para os sumo-sacerdotes. Levítico 16 descreve o que era feito neste dia. O sumo sacerdote, depois de lavar seu corpo e vestir as vestes santas, punha um incensário cheio de incenso no Santo dos Santos para formar uma nuvem sobre o propiciatório. O Santo dos Santos era a menor das duas salas dentro do tabernáculo. A arca da aliança ficava localizada nesta sala e era ali que Deus se encontrava com o homem. A cobertura da arca da aliança era chamada de propiciatório. Dois bodes eram escolhidos como oferenda pelo pecado e sortes eram lançadas sobre eles. Um bode teria que ser morto e oferecido ao Senhor em benefício do povo; o outro seria um bode emissário. Um novilho era selecionado também como uma oferenda pelo sumo sacerdote e sua família. O sumo sacerdote matava o novilho fora do santuário propriamente e levava um pouco de sangue do novilho para dentro do Santo dos Santos, onde o aspergia sobre o propiciatório. Em frente do propiciatório ele aspergia sangue, com o dedo, para fazer expiação por seus próprios pecados e os de sua família. A nuvem de incenso na sala protegia-o de ver o Senhor e morrer como consequência. Ele, então, matava o bode selecionado por sorte para ser a oferenda e levava um pouco de sangue para dentro do Santo dos Santos, mais uma vez espalhando o sangue em cima e na frente do propiciatório, para fazer expiação pelos pecados do povo. Depois, o bode vivo era levado para o deserto e solto, levando embora consigo os pecados do povo. Os corpos do novilho, do bode e de um carneiro oferecido como holocausto eram totalmente queimados. Hb 9:11-15 Jesus, com o papel de sumo sacerdote, derramou Seu sangue para a expiação dos nossos pecados, sendo tanto o sacerdote quanto o sacrifício. No AT, os sacrifícios eram feitos com sangue imperfeito (de animais) por sacerdotes imperfeitos (pecadores), e os sacrifícios tinham que ser feitos muitas vezes. Cristo, porém, é perfeito e sem pecado. Portanto, o sacerdócio de Jesus é muito superior ao dos sacerdotes do AT e seu sacrifício é definitivo Hb 7:20-28 e Ele intercede por nós até sua volta 1Jo 2:1

Jesus é rei


Hb1:8 Is 40:21-23
Jesus se assenta à direita do trono de Deus, e dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas. Reinar é executar julgamento, é disciplinar e agir justamente para o bem de seus discípulos. Jesus é puro e íntegro, justo e misericordioso, tendo poder para perdoar nossos pecados, curar nossas enfermidades e nos disciplinar para que nos arrependamos e voltemos a Ele. Na sua volta, reinará com cetro de ferro sobre todas as nações, mas por enquanto Ele declara Sua vontade através do Espírito Santo.

Desde a morte de Cristo foram buscadas adições ao sacrifício que Ele fez, porque não é confortável ao ser humano ser completamente dependente. A Bíblia, porém, é clara quando diz que de Jesus, e de Jesus somente, depende a salvação humana. Duas principais vias de obter responsabilidade pela salvação: as penitências e os dízimos.

Cristo+penitências

A doutrina das penitências é um sistema romano de ações que busca expiar os pecados humanos. Segundo ela, o batismo limpa os pecados cometidos até aquele momento, e desse momento em diante, os pecados seriam absolvidos através das penitências. Existiam 4 graus de penitências: no primeiro, o pecador deve ficar à porta do templo chorando e pedindo aos que entravam para orar por ele, sem entrar na igreja. No segundo, a pessoa ouvia a palavra da entrada da igreja e saía logo que começavam as orações. No terceiro, a pessoa deveria ficar ao fundo da igreja, junto aos novos convertidos e deveria sair com eles, que não recebiam os sacramentos (como a eucaristia). No quarto e último grau, a pessoa poderia voltar a ficar com os outros cristãos e passaria a receber novamente os sacramentos. Ou mesmo até mesmo as penitências modernas, onde o fiel deve rezar certo número de determinadas orações ou fazer certo número de caridades ou jejum. Essa doutrina ensina que devemos fazer isso para obter, ao menos parcialmente, a remissão dos pecados. Mas se nós fazemos isso para obter parcial remissão, Cristo dá somente parte da salvação e nós seríamos colaboradores trabalhando em conjunto com Deus em prol da nossa salvação. Isso não é verdade. A salvação é obra única e exclusiva de Deus, que através do sacrifício de Jesus, lavou plena e completamente o pecado humano.

Cristo+dízimos

O dízimo é, sim, uma ordenança divina que deve, obviamente, ser cumprida e as ofertas são, sim, sinais da generosidade que vem da gratidão a Deus. Porém, hoje em dia, principalmente no meio evangélico, ocorre a venda de indulgências aprimorada e a barganha por bênçãos e prosperidade. Antigamente ocorria a venda de indulgências, onde as pessoas compravam a salvação, própria ou de outras pessoas, vivas ou mortas, através de dinheiro. Hoje em dia é só ligar a TV e vemos líderes religiosos evangélicos vendendo rosa de cura, travesseiro de libertação, lenço suado do relacionamento com Deus… Isso além de ser proclamado a todos os fieis que dar o dízimo não é mais suficiente, mas que quanto mais a pessoa der, mais Deus dará a ela, como se Deus fosse um cambista ou um mercador. Incentivam as pessoas a doarem carros, casas, milhões de reais para a igreja com a esperança de serem recompensadas por Deus. Deus não age através de amuletos como muitas religiões pagãs pregam. Ele age a partir do Espírito Santo que já foi dado a nós pelo sacrifício de Cristo, que sempre intercede por nós. Além disso, Ele nos salva unicamente por Cristo, não por ofertas dadas à igreja ou por méritos, mas pela graça. Chegam a ser vendidas até visitas pessoais e orações. “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.” (Gl 6:2) ”Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios; de graça recebestes, de graça dai” (Mt 10:8).

Reflexões

Estamos escutando as palavras proféticas de Jesus para nossos dias e sobre nossos comportamentos?
Confiamos no sacerdócio eterno de Jesus, no efeito definitivo de Seu sacrifício e na Sua intercessão por nós ou precisamos da irmãzinha da oração forte pra orar por nós ou do pastor da visão ungida pra consultar a Deus sobre decisões?
Reconhecemos a soberania e o reinado de Jesus sobre nossas vidas e nos submetemos aos Seus julgamentos, disciplinas, misericórdias e poder?
Ouvimos e obedecemos ao Espírito Santo ou desobedecemos e desafiamos ao senhorio dEle?
Estamos nos esforçando para seguir à palavra de Deus por obediência e gratidão a ele ou para sentirmos que merecemos a salvação?
Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida e ninguém vai ao Pai se não por Ele. Em que colocamos nosso coração? Somente em Cristo ou nas adições criadas pelos homens?
Reconhecemos Cristo como único e suficiente salvador das nossas vidas ou dependemos de certas personalidades pra nos ajudar?


Wagner Alcantara

Sola Gratia – Somente a Graça

Introdução

Sola Gratia  significa: “somente a Graça” e está relacionada ao fato de que a salvação do homem é pela graça de Deus. O principio de “somente a graça” se deve em razão da doutrina Católica vigente de que as boas obras ajudariam na salvação do homem, ou seja, a doutrina da salvação da Igreja Católica Romana seria uma mistura de confiança na graça de Deus e confiança no mérito de suas próprias obras, essa doutrina Católica era chamada pelos protestantes de “Sinergismo”, ou seja, segundo a igreja Católica o homem tem algum grau de participação na salvação, sendo responsável pela sua salvação ou perdição através do uso de seu próprio livre arbítrio.

A posição reformada é a de que a salvação é inteiramente condicionada a ação da graça de Deus, mais precisamente,  um conjunto da graça de Deus, a regeneração promovida pelo Espírito Santo, e a obra redentora de Jesus Cristo. E o que o ser humano não tem nenhuma participação.

Esta doutrina de “Somente a Graça” declara o “Monergismo” divino na salvação: Deus age sozinho para salvar o pecador. A responsabilidade para a salvação não repousa sobre o pecador em qualquer grau de sinergia.

“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”. Rm 5.8 é um dos versículos que melhor mostra a impossibilidade do homem de fazer algo para sua própria salvação.

A doutrina da salvação pela graça foi fundamental para o restabelecimento da doutrina bíblica no tempo da Reforma. Essa doutrina sempre incomodou o ser humano. O homem sempre se sentiu desconfortável em saber que sua salvação não depende de si mesmo, mas exclusivamente de Deus, que a concede graciosamente e não por mérito. Gostamos de tomar nossos assuntos em nossas próprias mãos. É por isso que essa doutrina nos incomoda tanto. Sempre foi assim, como os intermináveis debates sobre o tema ao longo da história deixam bem claro. Na Idade Média, porém, o abandono dessa doutrina alcançou seu ponto mais alto. Seu resgate foi feito pela teologia reformada.

A seguir veremos a que ponto a igreja do século XVI chegou devido as ramificações doutrinarias que surgiram a partir do simples fato de crerem na salvação pelas obras.

Missas em favor dos mortos

Na medida em que a igreja foi se distanciando da simplicidade dos tempos apostólicos, em que os cristãos “partiam o pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração” (At 2.46), a Ceia do Senhor foi adquirindo uma interpretação cada vez mais requintada. Na mesma medida em que a simplicidade do evangelho foi sendo perdida, uma ampla variedade de cerimônias foi sendo acrescentada.

Inicialmente, as pessoas que participavam da Ceia tinham que se preparar para ela apenas por meio de um autoexame, como orienta o apóstolo Paulo (1Co 11.28). Com o passar do tempo, essa preparação começou a envolver o lavar das mãos e das roupas. No começo, cada participante pegava seu bocado de pão com as próprias mãos. Depois, passou a ser servido em um pano de linho ou em um pires de ouro. Mais tarde, no século 11, passou a ser servido diretamente na boca do participante, que aguardava de joelhos diante do altar. O pão consagrado era servido não apenas na igreja, mas também nas casas, às pessoas que estavam às portas da morte, como “alimento para a jornada”, e passou a ser considerado útil para evitar desastres e pestes e para obter benefícios e bênçãos.

A partir daí, o passo seguinte foi estender a eficácia da Ceia do Senhor não somente aos vivos, mas também aos mortos. A essa altura, o costume pagão de fazer ofertas por parentes mortos e orar por sua alma no aniversário de sua morte já havia se estabelecido na crença popular. Quando a doutrina do purgatório foi estabelecida pelo papa Gregório (590-604), o Grande, a Ceia passou a ser interpretada como uma oferta do próprio corpo e sangue de Cristo em favor do parente morto. Logo se tornou uma crença estabelecida que a missa realizada em favor de pessoas mortas podia reduzir as penitências e punições temporais, não apenas aos vivos, mas também aos mortos, aliviando sua pena no purgatório.

Observe como há um entrelaçamento de erros aqui. Primeiro, há o desvirtuamento da Ceia do Senhor, que deixa de ser vista como um meio de graça e passa a ser vista como uma cerimônia religiosa cada vez mais elaborada; depois, ela começa a ser servida às pessoas que estavam às portas da morte como uma espécie de alimento para sua jornada; depois, o pão começa a ser visto como uma espécie de amuleto religioso capaz de prevenir pestes e tragédias; a seguir, há o sincretismo da fé cristã com religiões pagãs, o que gera a contaminação dos costumes religiosos do povo; surge, então, a doutrina do purgatório; por fim, a Ceia (e a missa da qual faz parte) passa a ser concebida como tendo importantes efeitos espirituais não apenas para os que participavam dela, mas também para os mortos, em memória de quem as missas eram realizadas. Um erro doutrinário nunca vem sozinho. Ele sempre produz outro ou foi produzido por outro: “um abismo chama outro abismo” (Sl 42.7).

Diante de tudo isso, a teologia reformada anuncia, com vigor e alegria: Sola gratia! Somente a graça salva. Somos salvos não por missas realizadas em nossa memória, nem por sacramentos ministrados a entes queridos, mas pela graça soberana do Senhor.

A compra da salvação

Na medida em que o evangelho era anunciado, as pessoas iam se convertendo e sendo discipuladas e batizadas. Isso provocava uma mudança de postura e de hábitos em grande parte dos convertidos, que vinham de religiões politeístas e tinham costumes que não se harmonizavam com a fé cristã. É claro que não se podia esperar que os crentes parassem de cometer pecados depois de terem sido batizados. Os próprios apóstolos haviam ensinado isso muito claramente.

1 João 1.

8. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.

9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.

10 Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

1Jo 9.1  Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo;

Efésios 4

25Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros.

26 Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira,

27 nem deis lugar ao diabo.

28 Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado.

29 Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.

30 E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.

31 Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia.

32 Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.

No entanto, os cristãos sempre alimentaram a esperança de que os novos convertidos se abstivessem de pecados graves e, ao mesmo tempo, se empenhassem em seguir continuamente os caminhos da santidade. Com o passar do tempo, surgiu a necessidade de uma distinção entre pecados maiores (mortais) e menores (veniais), que gradualmente foi colocada em prática.

Na primeira categoria estavam os pecados considerados mais graves e que supostamente tinham consequências sociais mais marcantes: assassinato, roubo, adultério, infanticídio, envenenamento, apostasia, idolatria, feitiçaria e assim por diante. Na categoria dos pecados veniais, ou menores, estavam inseridos aqueles considerados menos graves, como falso testemunho, rancor, ira, rixas, fraudes, difamação e pequenas desonestidades nos negócios. É claro que essa divisão é muito subjetiva e totalmente arbitrária. Além disso, não tem o menor embasamento bíblico.

Tg 2

10  Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos.

11 Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei.

Rm 3

23. pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,

24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,

25 a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;

Com o passar do tempo, os cristãos começaram a tomar uma posição diferente com relação aos pecados menores. A crença geral era que eles podiam expiar tais pecados, tomando algumas atitudes, enquanto o sacrifício de Cristo ficava “reservado” aos pecados mais graves. Embora esses pecados menores fossem inevitáveis, o crente, em contraste com o incrédulo, tinha a vantagem de ser um membro da igreja e poder apagar pessoalmente esses pecados, recebendo pacientemente a punição estabelecida para eles, por meio da confissão pública ou particular ou pela prática de boas obras (jejuns, esmolas e orações). Isso deu origem às doutrinas católicas romanas da penitência e da confissão auricular.

Imediatamente depois que os pecados eram confessados ao sacerdote, este pronunciava o perdão, mas ainda tinha de impor a penitência proporcional à severidade dos pecados confessados (orações ou boas obras) para que os confessantes, dessa forma, ficassem livres, internamente, do poder do pecado. Como as pessoas que se confessavam continuavam cometendo pecados ao longo da vida, as penitências, via de regra, não podiam ser completamente cumpridas nesta vida e o déficit tinha de ser pago no porvir, por meio do sofrimento no purgatório.

Havia, porém, uma forma muito mais fácil de a pessoa cumprir, total ou parcialmente, suas penitências. A associação dessas três doutrinas (penitências, confissão auricular e purgatório) deu origem à crença de que o tempo da penitência podia ser abreviado e a própria penitência podia ser reduzida se caso o cristão demonstrasse sincero e profundo arrependimento. A partir daí, desenvolveu-se o costume segundo o qual os bispos perdoavam parte da punição ou transformavam uma penitência severa em uma penitência mais leve em favor daqueles que se mostravam zelosos em seu exercício penitencial.

A partir do século 11, porém, esse relaxamento da penitência assumiu a forma de que toda pessoa que cumprisse certa condição (como participar de uma guerra contra os mouros, de uma cruzada ou pagar para que alguém fizesse isso em seu lugar, por exemplo) podia obter perdão parcial ou total (indulgência) de seus pecados, o que reduzia ou eliminava a penitência. Dessa época em diante, com a cooperação do papado, as indulgências se tornaram tão numerosas que, finalmente, foram mais elaboradas e se tornaram uma importante fonte de renda. Sua aquisição foi facilitada e, por fim, as condições sob as quais podiam ser obtidas foram destituídas de toda seriedade.

O maior comerciante de indulgências se chamava João Tetzel. Embora exigisse demonstrações de arrependimento para que a pessoa obtivesse uma indulgência, não via problema em concedê-la a alguém que já havia morrido para que, assim, seu sofrimento no purgatório fosse amenizado. Seu conceito, como ele mesmo dizia, era de que “logo que uma moeda no cofre cai, a alma do purgatório sai”. Por certa quantia, ele emitia cartas de indulgência para serem apresentadas ao padre confessor para que ele concedesse plena absolvição depois que os pecados fossem confessados no confessionário.

A concessão de indulgências em troca de dinheiro acabou se transformando em um comércio de coisas que nunca foram e não podem ser vendidas (perdão, remissão de pecados, expiação). Por meio desse comércio, houve um retorno ao mesmo tipo de comercialização rejeitado veementemente por Cristo, quando revirou as mesas dos cambistas. Essa postura não se harmoniza com o ensinamento de Cristo, que disse aos seus apóstolos: Mt 10.8 “De graça recebestes, de graça dai”.

No entanto, deve ser observado que esse erro de comercialização da fé não ficou restrito aos tempos medievais. Ele está presente hoje, mas, desta vez, entre os evangélicos. Atualmente, temos visto uma ênfase exacerbada em uma doutrina sobre o dízimo que não tem fundamento na Escritura, segundo a qual o cristão é orientado a dar cada vez mais para receber bênçãos cada vez maiores de Deus. Os católicos medievais vendiam o perdão; muitos evangélicos modernos vendem bênçãos terrenas. Apesar dessa diferença, o princípio é o mesmo: benefícios concedidos por Deus em troca de dinheiro dado à igreja. A ambos os grupos, a teologia reformada afirma: “somente a graça”

Opondo-se à doutrina dos méritos

Porque precisamos da salvação de Deus? Porque não podemos ser salvos pelos nossos próprios méritos ou esforços, mas somente pela graça de Deus? E porque não podemos fazer nada por nos mesmos? Por causa dos efeitos do pecado, esses efeitos são explicados pela doutrina conhecida como depravação total.

Essa doutrina expressa o ensino bíblico de que o homem está espiritualmente morto em seus delitos e pecados (Ef 2.1-2). Isso não significa que todos os homens sejam igualmente maus, nem que o homem é tão mal quanto poderia ser, alcançando, assim, o ápice da maldade. Também não significa que o homem esteja completamente destituído de toda e qualquer virtude.

Essa doutrina ensina que, uma vez que o homem segue o curso do pecado (Ef 2.1-2), ele está completamente sujeito ao pecado, tendo motivações pecaminosas, inclinações pecaminosas, facilidade para pecar, está espiritualmente morto e, por isso, é incapaz de fazer ou querer qualquer coisa que o conduza à salvação, bem como é totalmente incapaz de merecer a salvação mediante suas próprias obras.

Somos todos pecadores e nosso salário, isto é, a recompensa natural por nossos méritos, é a morte (Rm 3.23; 6.23). Para recebermos vida, é preciso que Deus aja conosco de modo que vá além dos nossos méritos, dando-nos aquilo que não merecemos. É justamente esse favor que recebemos de Deus sem merecer que se chama “graça”. A salvação, segundo a Escritura e a teologia reformada, não é fundamentada nos méritos humanos, mas na graça de Deus.

Outro efeito do pecado na vida humana é o de impedir que o pecador compreenda as realidades espirituais necessárias à sua salvação (cf. 1Co 2.14). O homem natural carece de uma capacitação do Espírito para que possa discernir as realidades espirituais. Sem essa capacitação ele jamais compreenderá a extensão e a gravidade de seu pecado e, consequentemente, jamais compreenderá a sua necessidade de salvação. O homem natural está cego em seu entendimento e os seus sentimentos estão corrompidos pelo pecado (cf. 2Co 4.3-4).

A natureza humana não é má em si mesma, isto é, em essência, porque foi criada por Deus e vista por ele mesmo como sendo muito boa (Gn 1.31). Contudo sua atual condição é de total corrupção ocasionada pelo pecado. Sendo essa corrupção uma condição da natureza humana, está além de seu poder mudá-la. Isso só pode ser feito pela obra regeneradora de Deus na vida do pecador.

Paulo, escrevendo aos Efésios, dá mais um bom motivo pelo qual o homem natural é incapaz de obter a salvação por seus próprios méritos. Ele diz que Deus “vos deu vida, estando vós mortos em seus delitos e pecados” (Ef 2.1). Um cadáver nada pode fazer neste mundo, nem mesmo em seu próprio favor, no intuito de tirá-lo da morte. O mesmo acontece quando uma pessoa está espiritualmente morta. Ela é totalmente incapaz de fazer ou mesmo de querer qualquer coisa.

Diante dessa realidade, sua única possibilidade de salvação está na graça de Deus.

Conclusão

A doutrina das indulgências e a prática da realização de missas em favor dos mortos deram grande força à doutrina de salvação com base em méritos humanos. Essa doutrina colocou em xeque a doutrina da salvação pela graça, retomada por Lutero e enfatizada fervorosamente pela teologia reformada. Não há méritos humanos nem colaboração com Deus para a salvação. Somos salvos pela graça.

 Aplicação

Como está a igreja hoje 500 anos após a reforma? Será que os princípios da reforma estão bem estabelecidos na Igreja contemporânea?

Sugestão: Para ter uma boa ideia do efeito devastador causado pela cobrança de indulgências na Idade Média, assista ao filme Lutero. 


Edicarlos Godinho

Referencias

http://ultimato.com.br/sites/estudos-biblicos/assunto/evangelizacao/sola-gratia-somente-a-graca/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sola_gratia

Os 5 Solas da Reforma Protestante – Introdução

Introdução

Os 5 Solas da reforma protestante não é um assunto inédito, esses 5 solas estão embutidos nas pregações, nos estudos, na doutrina, mas é a primeira vez que que vamos tratar especificamente sobre esse assunto nesses 12 anos na nossa comunidade de fé.

E o que são os 5 solas?

São os 5 princípios básicos da reforma protestante. E Porque ficaram conhecidos por “5 solas”? por causa das 5 frases que intitulam esses princípios e também porque foram escritos em latim, o Inglês da época.

Que frases são essas?

Sola Gratia, Sola Fide, Sola Scriptura, Solus Christus e Soli Deo Gloria. A palavra latina “sola” significa “somente” em português. Traduzindo: Somente a graça, somente a fé, somente a escritura, somente Cristo e somente a Deus a glória.

Os cinco solas sintetizam, a profissão de fé, ou seja, os credos teológicos básicos dos reformadores, nos quais criam ser essenciais da vida e prática cristã naquela época. As 5 doutrinas que mais precisavam ser revisitadas, porque tinham sido deixadas de lado pela Igreja Católica Apostólica Romana, ou seja, todos os 5 sola implicitamente se contrapõem aos ensinamentos da então dominante Igreja Católica Apostólica Romana, a qual estava, segundo os reformadores, abusando da sua autoridade, usurpado atributos divinos para a Igreja e sua hierarquia, especialmente seu superior, o Para.

Pré reforma

Então os 5 solas são resultado da reforma que aconteceu no século 16.

A Reforma Protestante foi um movimento reformista cristão culminado no início do século XVI por Martinho Lutero, quando através da publicação de suas 95 teses, em 31 de outubro de 1517 na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, protestou contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica Romana, propondo uma reforma ao catolicismo romano.

Esse marco foi, na verdade, a cereja do bolo, a história relata protestos de cunho reformista muito anteriores que seria uma pre reforma.

1º lugar, houve também um desacordo dentro da Igreja católica que ficou conhecido na historia como o grande cisma, século 11, que deu origem aos católicos ortodoxos, por questões doutrinarias.

2º lugar temos, no seculo  12, Pedro Valdo (1174), que já propunha uma bíblia na língua popular, separação entre igreja e estado, rejeitavam o culto a imagens, rejeitavam a supremacia da igreja Romana (a autoridade do lideres da igreja acima da autoridade das escrituras).

3º lugar temos, um período chamado de papado de Avinhão, quando a residência do papa foi alterada de Roma para Avinhão, parte do século 13 e 14. Por causa de disputa pelo poder politico entre o rei da frança e o papa.

4º lugar temos, no seculo 15, conhecido como um dos precursores da reforma, John wycliffe. Ele atacava a incompatibilidade da vida simples dos apóstolos e o poder politico dos papas. Defendia a separação entre igreja e estado.

Todos esses fenômenos anteriores à reforma contribuíram para um enfraquecimento da Igreja Católica e serviu de impulso para os reformadores.

Reforma

Então no século 16 Lutero abraçando as ideias dos pre reformadores, prega sermões contra as indulgencias, levanta suas 95 teses contra a igreja católica, isso aconteceu numa época em que a imprensa estava surgindo, isso contribuiu para a expansão da ideia pelo mundo, as 95 teses foram traduzidas para o alemão, impressas e rapidamente se espalharam pelo Europa. Isso gerou uma revolta ideológica contra a igreja como também uma revolta armada. Você imagine um povo despenado pelo estado com impostos e por outro lado despenado pela igreja com indulgencias, somado a isso temos teólogos de dentro da Igreja afirmando que o quê a igreja estava fazendo estava errado.

Temos Lutero na Alemanha, João Calvino na suíça, Ulrico Zuínglio na França dentre outros.

Na Inglaterra o rei Henrique 8º, viu uma oportunidade para um golpe de estado, a igreja na Inglaterra se separou da igreja de Roma e se tonou a igreja Anglicana como se fosse uma media entre o catolicismo e o protestantismo.

Contra reforma

Foi uma tentativa da igreja católica de evitar que as ideias reformadoras encontrassem divulgação em Portugal, Espanha ou Itália (países católicos em geral) através de inquisição, censura e perseguição.

Conclusão

Queria lembrar que os reformadores eram católicos e que a intenção deles nunca foi de causar divisão ou romper com a Igreja Católica, mas como o próprio nome diz, eles queriam uma reforma, ou seja, consertar aquilo que estava errado, se reaproximar da doutrina bíblica. No entanto, os lideres da Igreja Católica, por não aceitarem as propostas, inevitavelmente levaram a igreja ao rompimento.

E hoje em dia, infelizmente, temos visto muitas denominações, que são braços do protestantismo, trilhar os mesmos caminhos da Igreja Católica na idade média, se afastando cada vez mais do evangelho, se afastando da doutrina bíblica, chegando ao ponto de cobrar as mesmas indulgencias que foram motivo para a reforma a 500 anos atrás.

Os 5 solas da reforma são princípios que devem ser mantidos e celebrados pelas denominações que se mantêm reformadas e revisitados pelas denominações que tem se afastado destes princípios.

 


Edicarlos Godinho

 

Referências:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Reforma_Protestante