Isaías – Lição 6 – O Renovo de Jessé – Versão 2

LIÇÃO 6 – O RENOVO DE JESSÉ

Por: Janaína Godinho

Introdução

ISAÍAS 1-1-16 , profeta com ministério de pelo menos 40 anos de pregação, provavelmente morto pelo perverso rei Manassés (que foi idólatra, advinho, agoureiro, queimou seus filhos em sacrifício) supostamente após a morte de seu pai Ezequias;

Reino do Sul ou Judá: com as tribos de Judá e Benjamim: 931-586 a. C;

Reino do Norte ou Israel: com as tribos de Rubem, Simeão, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, Efraim e Manasses: 931- 722 a. C.

A revista nessa lição está divida em dois tópicos principais:

1 – DEUS DETÉM O CONTROLE DE TODAS AS COISAS;

2 – DEUS PROMETEU AO SEU POVO A SALVAÇÃO E A RESTAURAÇÃO DE TODAS AS COISAS POR MEIO DO MESSIAS, JESUS, SEU FILHO, NOSSO SALVADOR.

OS CAPÍTULOS 10 VAI TRATAR DOS AIS…. TANTO EM RELAÇÃO AO PRÓPRIO POVO DE DEUS, QUANTO ÀS NAÇÕES INIMIGAS

JÁ O CAPÍTULO 11,O RENOVO DE JESSÉ, TRATA  DA PROMESSA DA VINDA DO MESSIAS QUE RESTAURARÁ A PAZ E ESTABELECERIA UM GOVERNO JUSTO E SÁBIO.

Entendendo o contexto em que a profecia foi dada.

Israel dividido (desde Roboão, filho de Salomão – 931 a.C) devido ao pecado de Salomão, que foi muito idólatra ( 1 reis 11:9-11), contudo Deus permaneceu fiel à aliança que fez com Davi (2samuel 7:12 e 16) . Reino do Norte (capital Samaria), também conhecido como Israel ou Efraim (10  tribos) e Reino do Sul (capital Jerusalém) também referido como Judá apenas (2 tribos, Judá e Benjamim).

QUANDO DEUS ENTREGOU O REINO DO NORTE À JEROBOÃO,  LHE FEZ PROMESSA DE, SE ELE LHE OBEDECESSE, ESTABELECERIA SEU REINO SOBRE A TERRA TAMBÉM. MAS JEROBOÃO TEMEU TANTO O POVO DE ISRAEL SE VOLTAR PARA JERUSALÉM NOVAMENTE, QUE FEZ COISAS TÃO ABOMINÁVEIS, ESTABELECEU LEIS E RITUAIS CONTRÁRIOS A PALAVRA DE DEUS QUE O SENHOR PUNIU SEVERAMENTE A ISRAEL E A CASA DE JEROBOÃO.

A falta de fé: a razão da nossa fraqueza ou queda no nosso relacionamento com Deus. Olhar para as circunstâncias e deixar de confiar em Deus…Hebreus 11:6 “Sem fé é impossível…”

Quantas vezes fazemos a mesma coisa? Ao invés de confiar nas promessas de Deus, imaginamos todas as coisas que poderiam acontecer. Ficamos preocupados e ansiosos sobre coisas imaginadas, quando devemos simplesmente confiar no Senhor. Pedro disse que devemos nos humilhar “sob a poderosa mão de Deus… lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1 Pedro 5:6-7).

Tanto em relação a Israel quanto a Judá Deus sempre enviava profetas, seus emissários, alertando o povo dos seus pecados, promulgando a Lei do Senhor e seu Juízo.

IRMÃOS, ABRA OS OLHOS, OS OUVIDOS E O CORAÇÃO. HOJE DEUS TEM USADO SEUS PROFETAS PARA ALERTAR SEU POVO TAMBÉM.

E QUANDO O POVO SE ARREPENDE, BUSCA A DEUS E CONFIA SOMENTE NELE, DEUS ATÉ DETÉM SUA MÃO DE JUÍZO E ESTENDE A SUA MISERICÓRDIA.

VEJA O CASO DE EZEQUIAS, COMO DEUS O LIVROU DAS MÃOS DA ASSÍRIA. 2 REIS 19:17-19

PARA ENTENDER UM POUCO A ORDEM CRONOLÔGICA DAS COISAS:

– em 734 (a.C ) o Reino do Norte se aliou a Síria, contra a Assíria (REI PECA EM ISRAEL E ACAZ EM JUDÁ); mas essa coalização provocou a derrota e severa subjugação de Israel pela Assíria (2Rs 15:20-29);

– em 722 os assírios reagiram a novas rebeliões de Israel destruindo Samaria e exilando vários dos seus cidadãos, além de trazer pessoas de lá para ocupar Samaria;

– Em 701 o rei assírio Senaqueribe atacou Judá e cercou Jerusalém, mas o rei Ezequias, confiando no Senhor, teve total livramento e houve a derrota da Assíria (um anjo matou 185 mil);

ISAÍAS 10:12 = castigo à assíria

LER REVISTA TÓPICO I, segundo e terceiro parágrafos.

Queridos, não é novidade para ninguém as dificuldades pelas quais passamos em nosso País, por causa dos desmandos do próprio Governo. Pois bem, a partir dessa situação, que leitura devemos fazer? Como devemos agir? Será que, como os ímpios, devemos ficar repetindo as velhas e conhecidas perguntas: Onde está Deus, que não vê isso? Será que Deus perdeu o controle das coisas? Se não, porque ele não toma providência para que isso acabe? Ou devemos nos rebelar contra as autoridades?

Deus é soberano sobre todas as coisas; Deus é Senhor da história; este mundo mau, e ele é mau por causa do nosso pecado, não está desgovernado.

Tudo que temos estudado aqui, a própria história de Israel, nos mostra como podemos enxergar a manifestação da soberana providência de Deus; como podemos ver a manifestação da sua bondade na condução do seu povo mesmo em meio aos maus tratos sofridos neste mundo. Todas as coisas acontecem no tempo certo de Deus, e não quando nós queremos, e que tudo isso acontece para o nosso bem. ROMANOS 8:28

O propósito de Deus ao enviar a Assíria foi para a conversão do povo de Deus, pelo seu grande amor e sua longanimidade (observar o tempo da paciência de Deus até dar cabo a sua indignação).

MAS HAVIA UMA ESPERANÇA: A PROMESSA DA SALVAÇÃO PARA O REMANESCENTE FIEL.

Música: SEU REINO É SEMPRE ETERNO, FIRMADO EM MISERICÓRDIA, JUSTIÇA E IGUALDADE, BONDADE E FIDELIDADE…

Isso certamente é o que todo o coração íntegro deseja. Só de ler esse treco de Isaías nosso coração se enche de alegria e exclama o nosso espírito: Maranata!!!

CARACTERÍSTICAS DO REI PROMETIDO:

– DIVINA CAPACITAÇÃO PARA GOVERNAR : V.2 E 3ª

Jesus é Deus. Como não confiar no próprio Deus?

-JUSTIÇA ABSOLUTA DE SEU GOVERNO: v.3b -5

Ele é o rei perfeito, que julga com justiça a todos e executará o juízo sobre os perversos. Em dias de tanta parcialidade, tanta corrupção, esse é um anseio, um gemido da alma de muitos e será saciada em Jesus. Nós não conseguimos julgar com justiça. Nós vemos apenas a aparência. Por isso a Palavra de Deus nos adverte: MATEUS 7:1 … “Não julgueis para ….”

– O QUE SEU REINO PROPORCIONARÁ: V 6-9

O pecado destruiu o equilíbrio das coisas, mas Jesus restaurará todas as coisas. Ele promove a reconciliação e a paz. Ele nos reconciliou com Deus e gozamos de uma paz interior que não é  a ausência das tribulações, mas a certeza que Ele está no controle de todas as coisas, que não somos desse mundo, que não estamos sozinhos.

E nos entregou, como Igreja do Senhor, corpo de Cristo, o ministério da Reconciliação: 2Cor 5:18

Se você é um crente, isso significa que você tem esse ministério! É o ministério de proclamar a um mundo que necessita desesperadamente ser reconciliado com Deus; é o ministério de proclamar que Deus nos proporcionou um caminho de reconciliação na pessoa de seu Filho; é o ministério de ser arauto do evangelho de Jesus Cristo. Somos um povo que tem o “ministério de reconciliação”.

Somos embaixadores que representam a Cristo e devemos dar nossas próprias vidas em favor da obra de implorar, rogar, suplicar e exortar os perdidos a se reconciliarem com Deus. Nas palavras de Charles Haddon Spurgeon: “Se os pecadores serão condenados, que eles o sejam pelo menos passando por cima de nossos corpos. Se os pecadores hão de perecer, que eles o façam pelo menos tendo os nossos braços a agarrar-lhes os joelhos, implorando que fiquem. Se o inferno tem de ser cheio, que o seja pelo menos contra o vigor de nossos esforços, e não permitamos que ninguém vá para o inferno sem que o tenhamos advertido e por ele tenhamos orado”.

Adendo:

REIS DE JUDÁ – REINO DO SUL

(APÓS A DIVISÃO DO REINO)

REIS DE ISRAEL – REINO DO NORTE

(APÓS A DIVISÃO DO REINO)

  1. Roboão  = INFIEL
  2. Abias = INFIEL
  3. Asa = BOM
  4. Josafá = BOM
  5. Jeorão ou Jorão = INFIEL
  6. Acazias = INFIEL
  7. Atália = INFIEL (FILHA DE ACABE E JEZABEL)
  8. Joás = BOM ATÉ METADE DO SEU REINADO
  9. Amazias = INFIEL
  10. Uzia ou Azarias = BOM
  11. Jotão = BOM 
  12. Acaz = INFIEL (reinando em Judá e Peca em Israel)
  13. Ezequias = BOM
  14. Manasses = INFIEL
  15. Amom =INFIEL
  16. Josias = BOM
  17. Joacaz = INFIEL
  18. Jeoaquim = INFIEL
  19. Joaquim = INFIEL
  20. Zedequias = INFIEL
  1. Jeroboão I = INFIEL
  2. Nadabe = INFIEL
  3. Baasa = INFIEL
  4. Ela = INFIEL
  5. Zinri = INFIEL
  6. Onri e Tibni = INFIEL (PAI DE ACABE)
  7. Acabe= INFIEL
  8. Acazias = INFIEL
  9. Jorão = INFIEL
  10. Jeú = BOM
  11. Jeoacaz = INFIEL
  12. Jeoás = INFIEL
  13. Jeroboão II = INFIEL
  14. Zacarias = INFIEL
  15. Salum = INFIEL
  16. Menaém = INFIEL
  17. Pecaías = INFIEL
  18. Peca = INFIEL
  19. Oséis= INFIEL = povo levado cativo para a Assíria

 

LER A APLICAÇÃO DA REVISTA


Por: Janaína Godinho

Isaías – Lição 6 – O Renovo de Jessé

O Renovo de Jessé

Por: Edicarlos Godinho

Isaías 10.5 até Isaías 12.6

introdução

Vamos relembrar um pouco do contexto histórico e as profecias de Isaías vistas na última lição (lição 5), porque servirão de gancho para essa lição de hoje. Efraim, o Reino do Norte, se alia aos Sírios tanto para resistir o Império Assírio quanto para atacar Judá. Isaías vai ao encontro do rei Acaz para levar um aviso de Deus, que o rei pode ficar tranquilo que Deus não permitiria que os planos de Efraim e Síria prosperassem, o rei só precisaria crer na proteção de Deus, porém Acaz não crê. Isaías também oferece um sinal de Deus, no entanto o rei despreza o sinal de Deus. Isaías apresenta o sinal mesmo assim: “Pois sabei que o Eterno, o Senhor, ele mesmo vos dará um sinal: Eis que a virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o Nome dele será Emanuel, Deus Conosco”, logo depois Isaías traz uma segunda profecia: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” Nós sabemos que essas profecias se referem a Jesus e foram cumpridas nele.

Contexto Histórico

O contexto histórico por traz das profecias estudadas nessa lição 6 são consequências dos atos de Acaz praticados na lição anterior. Porque Acaz não creu em Deus e por ter desprezado sua proteção e o seu sinal, Deus entregou o reino de Judá nas mãos de Efraim e Síria. O próprio livro de Isaías não traz para nós os detalhes dessa batalha, temos que recorrer aos livros de 2Cr 28 e 2 Rs 16. Morreram naquela batalha 120 mil homens de Judá num único dia, além disso levaram cativos de Judá 200 mil mulheres, filhos e filhas.

Porém Deus intervém com misericórdia para que a tragédia ainda não seja maior e manda um profeta chamado Odede para ir de encontro ao exército de Efraim, antes mesmos que chegassem a Samaria, e dizer ao exército que Deus estava com o furor de sua ira sobre eles por terem se excedido sobre os seus irmão de Judá e que enviassem de volta a Judá os cativos que foram levados. Pela intervenção divina os exércitos se arrependem e deixam o povo ir, mas antes disso dão de comer aos cativos, dão agua, dão roupa aos que estão nus e montaria aos que não tinham condição de voltar a pé. Uma atitude realmente rara e inesperada diante de tanta perversidade do Reino do Norte.

O Reino de Judá fica ainda mais enfraquecido diante de tantas baixas em seu exército. Os Edomitas e os Filisteus se aproveitam dessa fraqueza e atacam também a Judá, enquanto os Edomitas levam parte do povo cativo os Filisteus tomam parte da terra e habitam nelas.

Diante de toda essa tragédia, Acaz ao invés de se arrepender e buscar a Deus, manda mensageiros ao Império Assirio pedindo socorro e propondo um acordo, o rei da Assíria, Tiglate-Pileser aceita a proposta de Israel mas coloca Acaz e o Reino de Judá em uma situação pior, porque teve que se subjugar aos impostos da Assíria. Acaz saqueia o Templo de Deus levando roubando todo ouro e prata e dá de presente a Assíria assim como também todo o tesouro da realeza.

Já podemos tirar uma lição daqui, que o socorro vindo do mundo só causa mais aflições. Hoje em dia vemos pecados semelhantes ao de Acaz no meio cristão, em meio a igreja. Infelizmente há muitos cristãos insensatos e imprudentes resolvendo os seus problemas com um “jeitinho mundano” ao invés de recorrer a Deus. As vezes até de uma maneira perversa a ponto de atrair a ira de Deus sobre si e sobre sua família a semelhança de Acaz. Que Deus preserve sua igreja de tal coisa em nome de Jesus.

Nossa reflexão vai dos capítulos 10.5 até 12.6 que compreendem 3 profecias: uma é “A profecia contra a Assíria” a outra sobre “O Renovo de Jessé” e a última, que eu gostaria de chamar de “O Cântico do Milênio”.

Capitulo 10 – Profecia contra a Assíria.

Deus usa o Império Assírio para punir Efraim e Judá por causa de suas desobediências e pecados. Isso revela a soberania de Deus no mundo. Isso mostra que Deus dirige a história da humanidade para a realização dos seus propósitos.

O fato de Deus usar a Assíria não significa que Deus era com a Assíria ou que Deus aprovava a Assíria, pelo contrário, Deus reprovava a Assíria porque era um império ímpio, perverso, cruel, violento, soberbo. Mas Deus precisava de disciplinar Efraim e Judá e, portanto, dentro de sua Soberania, resolveu usar a Assíria para isso. E por causa de toda a sua impiedade, a Assíria também seria punida. Então Deus, através de Isaías, profetisa sua queda, vemos que posteriormente essa profecia se cumpre. Deus manda um só anjo que matou 185 mil Assírios (2 Rs 19), a partir daí a Assíria começa a enfraquecer e por fim, mais tarde, Deus usa o Império Babilônico para destruir o que sobrou da Assíria.

O propósito de Deus de enviar a Assíria contra Israel foi para o arrependimento a conversão do povo, não simplesmente para destruir. Muitas pessoas olham para essas guerras da antiguidade assim como para toda a maldade do mundo de hoje, miséria, fome, morte, doenças e etc… e perguntam porque Deus permite tudo isso? Deus não controla a humanidade, apenas direciona a história para que os seus propósitos sejam alcançados, no mais, deixa o homem através de suas obras manifestem aquilo que está dentro dos seus corações, e por causa da natureza pecaminosa o homem tende para o mal, o homem simplesmente colhe o mal que ele mesmo planta. Deus disciplina aqueles a quem ama para que retornem para o seu caminho, apesar da disciplina, sempre notamos o cuidado e a misericórdia de Deus para com o seu povo não permitindo que o povo fosse destruído completamente, apenas disciplinado por causa de seus pecados para que houvesse arrependimento e conversão. Deus agiu e age assim com o povo de Israel como também tem agido com a sua igreja.

Observação: Na bíblia lemos sobre muitas guerras contra a nação de Israel tão antigas e distantes que as vezes até nos parece meras histórias, porém vimos como a nação de Israel foi perseguida durante a primeira e segunda guerra mundial e o quanto sofreu pelas mãos de Hitler e da Alemanha, milhões de Judeus foram mortos, isso há pouco mais de 50 anos, presenciados por muitos de nossos pais e avós. Não seria este também um mover de Deus para arrependimento e conversão de Israel em nosso tempo?

Capítulo 11 – Renovo de Jessé

Esse é o núcleo da nossa reflexão, profecia que dá título ao nosso estudo, podemos dividir essa profecia em duas partes, versos 1 e 2 contém uma parte que já se cumpriu e dos versos 3 até o final contém uma parte da profecia que vem se cumprindo aos poucos e que, segundo a maioria dos estudiosos, se cumprirá no Milênio.

No verso 1 temos a visão que temos é de Israel e Judá é de uma floresta devastada após os conflitos que se seguiram no contexto histórico que abordamos anteriormente, por isso encontramos aqui a palavra “tronco” no início desse versículo. E Jessé é mencionado aqui por ser pai de Davi, segundo as profecias, o messias procederia da linhagem de Davi.

No verso 2 temos uma série de atributos do Espírito Santo presente no Messias. Isso revela o seu caráter, caráter esse que encontramos em Jesus e é demonstrado nos evangelhos. Ao longo da história de Israel vemos um ou outro rei ou juiz de Israel com algum atributo de Deus sobre sua vida. Davi era um homem segundo o coração de Deus, Salomão tinha sabedoria e etc., mas em Jesus vemos presente todos os atributos de Deus que comprovam que de fato ele era o Messias que havia de vir. Portanto em Jesus vemos que estes dois versículos já se cumpriram.

Versos 3,4 e 5 ressaltam duas características do Messias, justiça e juízo, que embora estivessem presentes na vida de Jesus, estes versículos mostram como essa justiça e juízo seriam aplicados sobre a terra, percebemos então que dessa exata maneira Jesus não atuou nessa sua primeira vinda, logo esta parte da profecia ainda está para se cumprir.

Versos 6 a 9 mostram um cenário que a maioria dos interpretes e estudiosos também supõem que só podem caracterizar o período do Milênio. Haverá uma paz tão sublime sobre a terra de maneira que isso refletirá até na natureza.

Versos 10 até o final temos uma parte da profecia que é dedicada a falar sobre a restauração de Israel nesse tempo, o Milênio. Essa restauração é caracterizada pelo ajuntamento de todos os judeus espalhados sobre a face da terra em um único lugar: Israel. Haverá reconciliação e união entre as tribos e Jesus fará de Israel uma nação de destaque sobre a terra, um referencial do governo do Messias.

Observação: Deus já começou a trabalhar nesse sentido desde 1948 com o restabelecimento do Estado de Israel, com o aval da ONU.

Nessa profecia do capitulo 11 vemos 3 características do Messias e seu governo:

1° A sua divina capacitação para governar. Por melhor que tenham sido alguns reis ou juízes de Israel, todos pecaram em algum ponto, nenhum se compara ao Messias. Perfeito e com todos os tributos de Deus. Assim Deus cumpre essa parte da profecia e envia Jesus, sem pecado e com todos os atributos de Deus.

2° Justiça absoluta do seu governo. Justiça verdadeira, não haverá impunidade, os necessitados serão atendidos, completamente diferente do que temos visto no mundo em especial no Brasil.

3° Consequências do seu Reinado. A paz será estabelecida de tal maneira no mundo de modo que não haverá conflitos e até mesmo na natureza veremos o reflexo dessa paz.

Capitulo 12 – “O Cântico do Milênio” ou “Canto de louvor pela restauração de Israel”

O capitulo 12 é um cântico de ação de graças, e ele é profético. Ele é uma resposta ou conclusão apropriada para a profecia do capitulo 11. Assim como parte do capitulo 11 não se cumpriu o capitulo 12 também não se cumpriu visto este é uma resposta àquele.

Diante da vinda do Messias, o estabelecimento pleno do seu reino na terra, e da restauração de Israel, os Judeus demonstram a sua gratidão a Deus através desse cântico.

Milênio

Gostaria de abrir um parênteses aqui para falar um pouco dessa escatologia presente nessas profecias e para falar sobre o Milênio para aqueles que nunca ouviram sobre ele, uma vez que foi citado neste estudo.

A bíblia fala de pelo menos duas vindas de Cristo, alguns dizem que são 3 vindas.

A primeira vinda de Cristo aconteceu na Pessoa de Jesus, para nós cristãos o Messias já veio, não temos dúvidas sobre isso, no entanto, infelizmente a maioria dos judeus não creram que Jesus Cristo é o Messias. Jesus nasce, cresce, morre e ressuscita e sobe aos céus, e deixa para os seus discípulos a promessa de que retornaria para buscar a sua igreja para que, onde ele esteja, estejamos nós também. Por isso aguardamos a sua segunda vinda.

A segunda vinda de Cristo acontecerá em cumprimento a sua promessa feita na primeira vinda. Nós cristãos também não temos nenhuma dúvida sobre isso, afinal, essa é a grande esperança da igreja desde que Jesus subiu. Jesus voltará e arrebatará sua Igreja e os salvos da antiga aliança, os vivos e os mortos. Para mais informações sobre a segunda vinda de Cristo leia 1ª Ts 4.13-17.

O que vou dizer daqui em diante é um conceito da teologia dispensacionalista. Não é uma visão da Igreja Batista Vale Verde, nossa igreja não defende nenhuma doutrina escatológica, não por uma questão de fé, mas porque normalmente é uma discussão de meras hipóteses, por isso não costumamos tocar muito em assuntos escatológicos, portanto vou deixar aqui o conceito dispensacionalista, que parece ser o conceito mais aceito entre os estudiosos, para conhecer outra visão escatológica faça uma pesquisa sobre “teologia do pacto” no Google.

Após o arrebatamento se inicia simultaneamente uma era no céu chamada de “As bodas do cordeiro” e outra na terra chamada de “Tribulação” e “A Grande Tribulação” na qual passará aqueles que não foram arrebatados. Os dispensacionalista creem que essas duas eras durarão 7 anos. Essas eras também terminarão simultaneamente e o fim delas se dará com a terceira vinda de Cristo.

A terceira vinda de Cristo, Jesus retornará com os arrebatados e reinará na terra por um período de mil anos, por isso chamado de Milênio pelos dispensacionalistas. Bem, toda essa volta que fizemos no assunto foi para dizer que os capítulos 11 e 12 de Isaías vão se cumprir na sua totalidade nesse período do Milênio. Como a maioria dos Judeus não creem que Jesus é o Messias, essa vinda, que para nós seria a terceira vinda de Cristo, para o Judeu será a primeira e única vinda, o tempo da restauração de Israel. O reino de Deus será manifestado na sua plenitude para a humanidade. Fechamos aqui o nosso parênteses escatológico.

Conclusão e aplicação

Para os Judeus o tempo de salvação se dará quando o reino de Deus se manifestar na sua plenitude, porém para nós os cristãos o tempo de salvação é agora. A nossa resposta a essa salvação de Deus deve ser a mesma do Judeu, no entanto, é para hoje! Devemos então, por causa dessa salvação que nos foi dada por intermédio de Jesus Cristo demonstrar nossa gratidão e fazer conhecido o nome de Jesus e os seus feitos em terra através do nosso testemunho pessoal.

Jesus veio em cumprimento as profecias de Isaías e estabeleceu o reino de Deus, embora o reino de Deus não tenha se manifestado na sua plenitude, nós já podemos desfrutar das bênçãos dessa salvação.

Em resposta a salvação manifestada a nós por meio de Jesus Cristo, ofereçamos nosso louvor, nossa adoração, nossa gratidão, assim como o nosso testemunho cristão para que, pela misericórdia e graça de Deus, aqueles que ainda não foram alcançados sejam alcançados para a glória de Deus pela pregação do evangelho.

“Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” Rm 12.1


Por: Edicarlos Godinho

Referencias Bibliográficas:

A mensagem de Isaías. Pecado, arrependimento e salvação. Souza, R. F. Revista Expressão. Editora Cultura Cristã. São Paulo. nº59/3° trimestre de 2015.

Biblia Shedd: Antigo e Novo Testamentos. Russell Shedd. 1997.

Russel Normam Champlim. Comentário do Antigo testamento versículo por versículo. Hagnos; Edição: 2ª (1 de janeiro de 2003)

Isaías – lição 5 – o nascimento que trará luz

Isaías – lição 5 – o nascimento que trará luz

Por: Queila Cristina de Oliveira Godinho

Isaías capítulos 7, 8 e 9.1-7

Introdução

A condição de depravação do homem não é nenhuma novidade, desde o pecado original o mundo permanece distante de Deus. Porém a promessa de restauração sempre foi algo real e concreto e a profecia de Isaías reitera a Israel a salvação de Deus. Este estudo tem como objetivo fazer uma breve expositiva dos capítulos 7,8 e 9:1-7 de Isaías, apontado as fragilidades do povo de Israel em seu relacionamento com Deus bem como a grande promessa de Deus relatada por Isaías, contextualizando com a realidade da igreja de Cristo.

Desenvolvimento

No contexto histórico de Isaías, a Assíria era considerada a grande potência militar, temida por todas as outras nações. No geral, para evitar o confronto, as demais nações optavam por se aliarem. Neste mesmo contexto Israel já não era mais uma nação única. As tribos foram divididas em reino do Norte, chamada de Israel ou Efraim (capital Samaria), que era composta por 10 tribos, e o reino do Sul, composta por Judá, onde encontrava-se a capital Jerusalém.

Esta divisão enfraqueceu os israelitas tornando-os vulneráveis aos inimigos. No evangelho de Lucas 11.17, Jesus diz que todo reino dividido contra si ficará deserto e a casa dividida contra si mesma cairá.

Ficar em dissensão foi tão prejudicial aos israelitas naqueles dias como é para a igreja de Cristo nos dias atuais. A igreja está dividida em religiões, denominações, ideologias e doutrinas. Isto permitiu o enfraquecimento do ensino do evangelho, a entrada do conformismo ao mundo e consequentemente o esfriamento e não cumprimento do chamado de Cristo para estender o reino de Deus na Terra.

Isaías 7.2

Embora a maioria das nações cedessem a Assíria, uma pequena nação chamada Síria resolveu rebelar e buscar aliados para si. Aliou-se então Efraim a Síria, e como Judá se recusara a fazer esta aliança, a Síria e Efraim planejavam pelejar contra a mesma.

Israel foi o povo separado por Deus para ser um referencial as outras nações, o objetivo era trazer a luz e não se juntar as trevas. Em 2Co 6.14 Paulo alerta a igreja de Corinto para não cometerem o erro gravíssimo cometido por Efraim, o julgo desigual. Não é possível haver aliança do povo santo de Deus com um povo ímpio, idolatra e perverso e as coisas acabarem bem. Assim como não é possível a igreja de Cristo se colocar em julgo desigual com pessoas cujos os princípios, ideologias não estão centrados em Cristo.

É importante ressaltar que o povo de Israel, tal como a igreja, não são melhores que as demais pessoas, mas foram escolhidos e santificados por Deus para trazer a luz e não se aliar as trevas.

A aliança com a Síria fez com que Efraim almejasse guerrear contra seu próprio povo, Judá. A dissenção trouxe o julgo desigual, o julgo desigual trouxe a perversão, a perversão trouxe a ira de Deus, pois Efraim, conforme profetizado por Isaías, foi destruída em 65 anos. Um abismo chama outro abismo (Salmo 42:7).

Isaías 7.2-9

Acaz, rei de Judá e todo o povo estavam agitados e com medo do possível ataque de Efraim/Síria. Porém Deus ordenou a Isaías que dissesse a Acaz que Efraim e Síria não subsistiriam, mas que era necessário crer.

Isaías 7.10-15

Acaz se recusando a crer, fingia piedade em não querer ver um sinal de Deus. Mas apesar disso Isaías traz a notícia do grande sinal que seria o nascimento de um menino através de uma virgem, o Emanuel.

Em um cenário de conflitos, falta de fé e a abundância de pecado (características de uma humanidade caída), Isaías traz a grande notícia da vinda do Deus resgatador da humanidade.

Isaías 7-17-25

Notem que não houve da parte de Isaías uma promessa de apaziguação da guerra, pelo contrário, a Assíria se levantaria contra Judá fortemente. A Assíria seria um instrumento de Deus para tratar com Israel. A promessa do Emanuel não estava relacionada a paz militar, mas a restauração espiritual do povo de Deus. O contexto de guerra acompanhou Israel ao longo de toda a sua história: O exílio da Babilônia, a tomada por Roma, a queda de Jerusalém, e mais recentemente, a perseguição nazista durante a 2ª guerra mundial e atualmente a guerra contra o estado Islâmico.

Não é diferente com a igreja de Cristo, vivemos em constante guerra, as vezes perseguições físicas, tal como ocorreu com a igreja primitiva e acontece com muitos irmãos ainda hoje em países sob o islamismo, como também as constantes guerras contra todo principado e dominadores do mal, e contra a própria natureza pecaminosa. Mas Jesus, em Jo 16.33 disse que passaríamos por aflições, mas que Ele venceu o mundo para nossa salvação eterna.

Isaías 8

O clima de tensão continua, o profeta reforça a necessidade de firmeza de fé do povo e santificação, mas já informa que Deus (na pessoa de Cristo) seria pedra de tropeço e rocha de ofensa para Israel. Novamente o povo não creu na palavra de Deus e buscavam outros recursos como necromante e adivinhos para dar respostas a crise que viviam.

O homem possui uma necessidade pessoal de respostas as suas crises que correspondem justamente a ausência de Deus (morte espiritual), a atitude dos israelita de desespero não é diferente nos dias atuais, há uma grande diversidade de ritos e religiões que tentam religar o homem a um Deus que lhe faz falta, e tal como Israel, erram por não buscarem essa luz no Messias. Mesmo a igreja que já tem acesso a luz de Cristo apresenta sinais de uma meninice espiritual (Ef. 4:14), sendo conduzida por qualquer vento de doutrina, apegando-se a ritos e símbolos para depositarem a sua fé, enquanto deveriam estar firmados na palavra de Deus (Rm 10:17), a mesma palavra que Israel recusou ouvir.

Isaías 9:1-7

Nenhuma profecia é feita fora de contexto. Em meio ao desespero e a guerra vem a promessa de Paz. Isaías anuncia a vinda de um Rei da linhagem de Davi que traria a paz e alegria tão esperada pelo povo de Israel. Das terras mais desprezíveis e assoladas do reino norte nasceria o grande Salvador, pois Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para envergonhar as fortes (1Co 1:27). Esta geração não viu esta promessa se cumprir, pois o Jesus veio a nascer por volta de 700 anos depois, mas receberam a grande palavra de esperança de que Deus não havia se esquecido deles. Os títulos conferidos a esse salvador, fazia referência a sua missão messiânica e trazia grande expectativa ao povo porque representava o líder que eles tanto precisavam:

Maravilhoso conselheiro

Expectativa do povo: Um grande estrategista, orquestrando uma maravilhosa vitória para o seu povo.

Como se cumpriu: Trouxe a palavra de vida eterna;

Deus forte

Expectativa do povo: Um Deus guerreiro que mostraria poder divino enquanto guerreava pelo seu povo.

Como se cumpriu: Capaz de levar sobre si o peso dos nossos pecados vencendo o reino das trevas;

Pai da Eternidade

Expectativa do povo: Seria o pai real da nação, seu cuidado paternal pelos seus súditos jamais acabaria.

Como se cumpriu: Está conosco pela eternidade.

Príncipe da Paz

Expectativa do povo: seu governo seria tão eficiente que prenunciaria a paz.

Como se cumpriu: Nos trouxe a paz da sua presença que o mundo não pode dar.

Conclusão

As guerras e conflitos humanos estão relacionados ao seu rompimento do relacionamento com o seu criador. O homem sem Deus se tornou mau, e produz o mal. Porém Cristo é o nosso resgatador, a promessa cumprida, o caminho que nos leva ao nosso amado Pai.


Por: Queila Cristina de Oliveira Godinho

Referencias Bibliográficas:

A mensagem de Isaías. Pecado, arrependimento e salvação. Souza, R. F. Revista Expressão. Editora Cultura Cristã. São Paulo. nº59/3° trimestre de 2015.

Biblia Shedd: Antigo e Novo Testamentos. Russell Shedd. 1997.

HARRISON, Everety F. Comentário Bíblico Moody, vol. 4 e 5. (1983).